Maniaca por Livros, Resenhas

[Resenha] O Iluminado – Stephen King

Eu dei uma enrolada, mas como prometido vim aqui falar da minha próxima leitura do Stephen King. Já sabem que sou super fã, e não poderia deixar de ler um de seus maiores clássicos. Se alguém sabe um pouco, já imagina que deve ser “O Iluminado“.

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O livro foi levado às telonas por Stanley Kubrick em 1980 e esse foi o fato que mais me despertou o interesse. O filme é muito bom e é em parte o responsável por fazer o escritor alcançar um novo patamar como personalidade conhecida. Além disso, é abertamente – de acordo com o autor – a pior adaptação de uma obra sua.
Comecei a ler, e de cara já lembrei de algumas cenas. Porém, com o passar da leitura fui vendo as diferenças. E chegando ao final, eu entendi o porque de tamanho desprezo pelo filme enquanto adaptação – o que não quer dizer que eu não goste dele.
Jack é um pai de família com “ex” problemas alcoólicos, que vendo-se endividado e desempregado aceita a oferta de emprego de um amigo para cuidar de um hotel que fica fechado durante a temporada de inverno.
Dessa maneira, ele leva seu filho Danny e sua esposa Wendy para o Hotel Overlook para passar quase cinco meses de extrema reclusão.
Com o passar das páginas você descobre que o iluminado, o qual se refere o título, é o filho do casal e que possui “poderes” paranormais. Ele se torna interessante para o hotel que, depois de tantos assassinatos, se tornou um ser maligno com sede de sangue, por assim dizer.
Stephen King narra bem a luta do também escritor Jack com a força que o hotel exerce sobre ele e que aos poucos vai o dominando até levá-lo à total loucura.
A obra é repleta de flash backs, o que é característica marcante do autor, ajudando a desenvolver bem a trama que gira em torno principalmente dos três personagens, sendo bom também para explicar a personalidade de cada um e mostrando que o final realmente faz sentido.
A cada página uma característica nova de um personagem é apresentada e assim, nos identificamos, repudiamos, ou ao menos entendemos o que os incentiva a determinadas ações.
Uma coisa que achei bastante interessante foi que o escritor conseguiu passar para o leitor o sentimento que você teria caso se encontrasse preso em um hotel de 110 quartos no meio de uma nevasca, totalmente isolado do mundo e impossibilitado de fugir para qualquer lugar, seja para uma emergência, ou até mesmo para salvar sua vida.
O livro diferentemente do filme amarra todas as pontas e explica cada acontecimento de forma magistral, o que torna o título de clássico algo merecido.
Não poderia dar uma nota se não 10 para este livro, porque uma coisa que eu acho muito importante em uma leitura, é você conseguir compartilhar o sentimento com a personagem que está ali na história, e isso, não posso negar que senti em todos os momentos. Medo, aflição, angústia e algumas coisas que não sei muito bem definir. Isso marcou bastante essa minha leitura.

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[Resenha] A Hora do Vampiro (Salém) – Stephen King

Olá, pessoas! Quanto tempo!

Primeiramente, gostaria de pedir desculpas a vocês (e a dona desse blog, minha melhor amiga e pessoa com quem divido certos instintos homicidas, Laury) pelo sumiço nos últimos meses. Milhões de coisas aconteceram e tudo passou tão rápido que só agora me dou conta de que faz muito tempo desde a nossa última conversa.

E, já que estamos nessa conversa tão sincera e íntima (que adoro poder ter com vocês), confesso que li muito pouco nesse tempo. Na verdade, fazendo um balanço das leituras de 2015, digo que estou bem pouco orgulhosa. Na verdade, nada orgulhosa. Espero que o ano de 2016 (também conhecido como o último ano de faculdade e do TCC), seja melhor nesse aspecto.

Mas, existe algo bastante positivo nesse ano. 2015 entrará pra história como o ano em que me tornei, de fato, fan girl do Stephen King. E a resenha de hoje é sobre A Hora do Vampiro, segundo livro publicado pelo Rei do Horror.

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É de conhecimento universal que Stephen King é uma máquina de escrever romances de suspense, policiais, de terror e os thrillers psicológicos. Ou tudo isso junto. Já são (bem) mais de cinquenta livros publicados em 40 países e várias adaptações para o cinema. Você, em algum momento da vida, já deve ter ouvido falar de Carrie (1974), O Iluminado (1977) e A Coisa (1986).

A escrita de King é um negócio de fora desse mundo. Linguagem simples, acessível (características muito prezadas pelo texto jornalístico, inclusive) e envolvente. Você abre o livro e nem percebe o tempo passando, tamanha a capacidade que King tem de colocar o leitor dentro da história. É praticamente impossível abandonar um dos livros antes do fim.

E isso não é diferente em A Hora do Vampiro, originalmente intitulado ‘Salem’s Lot. Foi publicado em 1975 e se passa na pequena cidade fictícia de Jerusalem’s Lot, no estado norte-americano da Nova Inglaterra. Salem’s Lot é citada em outros livros de Stephen King, reforçando a ideia de um mundo “estranho” criado pelo autor.

Jerusalem’s Lot é como qualquer outra cidade pequena do interior, com todos os seus personagens característicos. A senhora fofoqueira, o valentão, a mocinha que não se encaixa. Um grande incêndio ocorrido na cidade alguns anos antes de nossa história começar está no imaginário de todos os habitantes, principalmente no que concerne ao mistério da Casa Marsten, no topo da colina.

Apesar de o livro ser narrado em terceira pessoa, vemos a história atráves dos olhos e ao acompanhar o jovem escritor Ben Mears. Ben, que morou na cidade quando criança, volta a Salem’s Lot para escrever um romance cujo tema ele mantém em segredo, mas fica claro que ele tem demônios a serem exorcisados.

Logo depois do retorno de Ben Mears a Salem’s Lot, outros dois misteriosos personagens chegam a cidade. E tudo ao redor deles causa polêmica, desde o fato de apenas um deles ser visto, até o antiquário que estão inaugurando e principalmente o fato de terem comprado a mística Casa Marsten, inabitada há anos.

Começa aí uma série de acontecimentos estranhos, que movimentam a cidade. Desaparecimento de crianças, mortes inexplicadas, mudanças no comportamento das pessoas. E todos os indícios, por mais absurdos que possam parecer, levam a crer que tudo isso estava sendo causado por vampiros. E os indícios se tornam verdade.

Mas não esperem por vampiros brilhantes e sedutores. Aqui a parada é daquelas cheia de alho, água benta, crucifixos e luz do sol. E temo não poder me alongar mais aqui, respeitando uma política pessoal anti-spoilers.

Mas posso dizer que o desenrolar desse livro possui uma quebra de ritmo e até de expectativa. O por que disso? Temos, até a chegada do clímax, uma narrativa tranquila, até lenta, preocupada em construir o cenário e os personagens. Mas, a partir do momento em que o problema é mostrado, os acontecimentos se passam muito rapidamente e de forma muito previsível.

E essa previsibilidade é o grande ponto negativo desse livro, pois temos uma trama bem estruturada e uma conclusão abrupta, que acaba por decepcionar. E pro desespero dessa fã que vos fala, ou justamente o que vai deixa-la conformada, é uma característica dos livros do Stephen King.

Outro problema que percebi nesse livro foi a tradução. Não sei se é algo da versão brasileira ou da editora, especificamente, mas existem erros grosseiros e bobos de tradução, facilmente percebidos até por quem não leu o livro em inglês. Deve-se tomar cuidado com isso, com traduções e revisões mais acuradas, para que a interpretação do leitor não fique prejudicada por erros bobos como esses.

Mas, no geral, eu gostei do livro, apesar da tradução e apesar do seu final. Recomendo A Hora do Vampiro e também recomendo Stephen King, que não podia ter um sobrenome mais apropriado.

Até a próxima resenha!

Beijos

Bia

Maniaca por Livros, Resenhas

[Resenha] Sob a redoma – Stephen King por José Ricardo

Olá, amados!

Hoje eu vim trazer uma resenha para vocês um pouco diferente das que vocês encontram por aqui. Mas olha só a novidade em dobro: ela não foi escrita por mim e nem pelos atuais colaboradores do blog. A resenha a seguir é de um amigo meu que também adora ler, só que tem um estilo um pouco diferente do meu e está na missão de me levar um pouco para dentro do gosto literário dele. E eu estou igualmente na missão de trazê-lo um pouco para dentro do blog. Essa eu espero que seja a primeira de muitas participações dele.

Então leiam e apreciem a resenha do José Ricardo! 😉

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Minha amiga de uma década, dona deste blog se vê sempre ocupada lendo vários livros de vários autores, de vários países e por isso, nunca consegue ler o meu autor preferido. Então, um dia eu virei pra ela e falei: “Eu vou terminar essa Bíblia que eu to lendo e vou fazer uma resenha pra você, pra te convencer que se é foda!”. Dito e feito. Eu terminei o calhamaço de mais de 950 páginas e aqui estou!

Todos devem estar se perguntando quem seria esse autor, ou talvez nem todos. Mas ele é, ninguém mais, ninguém menos que o mestre do horror: Stephen King.

Esse título de “mestre do horror” na minha opinião não faz jus à vasta diversidade de livros que a imaginação dele produz. Algumas cenas são sempre sangrentas, muito bem descritas e desta forma, muito facilmente imaginaras e acho que por isso muitos pensam que ele só escreve literatura de terror. Mas não é bem assim.

Agora em questão ao livro que eu li: Sob a Redoma. É importante dizer que independente do quanto você já tenha lido na sua vida, um livro deste tamanho assusta sim. E muito! Mas cada página passa tão rápido e ele se desenvolve tão bem, que realmente é muito difícil de largar.

A história é que, em um dia comum cai sobre uma pequena cidade do Maine uma redoma impenetrável que isola Chester’s Mill de todo o resto do mundo. E o interessante é que a história não é sobre como a redoma foi parar lá (apesar de explicarem isto claro), mas sim, de como a cidade vai reagir a tal acontecimento. Tendo uma vasta leva de personagens, Stephen King consegue de forma magistral narrar a história do ponto de vista de cada um deles, o que deixa você sempre sedento por mais.

Nós não temos um personagem principal, mas uma leva deles, apesar de o vilão ser um só. O que torna esse personagem o vilão é a busca sedenta por poder, o que sobe totalmente a sua cabeça e faz com que ele perca os filtros da sanidade mental e passe por cima de qualquer um para tomar a cidade para si. Desse jeito, ele faz com que uma parte da cidade se rebele contra ele e isso vai sendo levado pela história. E eu acho que agora, quem se interessou e quer saber mais, vai ter que ler. Já adianto que vai valer a pena!

Uma vez, eu vi uma leitora também ávida do mesmo autor falar que ele tem uma característica muito interessante. Ele tem a “escrita de laçada” que é aquela história que você tá lendo e quando acaba o capítulo, você vê que aconteceu alguma coisa muito foda e que você vai ter que continuar. É isso que torna o livro tão fácil de ler apesar do seu assustador tamanho.

Quando eu comecei a ler Sob a Redoma eu falei a mim mesmo que deveria ir com calma, porque todo livro muito grande tende a ter muita informação importante que não podemos deixar passar. Mas apesar da informação importante estar lá em todos os instantes, você não se esquece dela, porque ela se firma na sua mente, e você definitivamente não consegue ir devagar.

Às vezes quem já tenha lido Stephen King vai entender o que estou dizendo, mas quem não leu, está mais que convidado a entrar neste mundo que ele cria e que te envolve de uma maneira tão grande que é como se você se tornasse um personagem da história.

Sob a Redoma merece um dez, com certeza, e um lugar de destaque na minha estante. E se você está pensando que já viu tudo porque assistiu alguns episódios que o livro originou, é aí que você está enganado. Você não viu nada, porque a história muda completamente, e só lembrando, que são raras as vezes em que a versão televisionada é tão boa quanto a escrita.

A próxima leitura já está escolhida, é do mesmo autor, porém, vão ter que esperar a próxima resenha pra descobrir qual dos livros dele é. E olha que são muitas as opções!!!