Resenhas

Resenha 2

Olá, pessoas lindas! Como vão?

Devo compartilhar com vocês que estou bastante aliviada e feliz. E assustada. Os dias de grérias (férias da faculdade seguidas por dois meses de greve na minha Universidade) acabaram e tudo voltou ao normal. Ou quase isso. Mas é bom estar de volta, ao mesmo tempo que já estou morrendo de saudade do ócio (mais ou menos) produtivo que tive nos últimos três meses.

Como sabem, eu sou aluna de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás. Não me arrependendo de ter escolhido essa carreira e me sinto bastante sortuda por ter como meu trabalho a oportunidade de conhecer de tudo um pouco no mundo. E o que tenho pra falar hoje tem a ver tudo com isso: Jornalismo e um pouquinho de tudo.

Orgulhosamente apresento a vocês o livro Baseado em Fatos Reais, de Fernando Moreira.

Baseado-emFatos-Reais

Baseado em Fatos Reais, do jornalista e curioso brasileiro Fernando Moreira, traz em suas 14 histórias uma mistura de acontecimentos jornalísticos, fatos reais, boa literatura, diversidade cultural e, me atrevo dizer, comédia. O inusitado é o principal ingrediente desse livro. Podemos até chamá-lo de sua força motriz.

Em 2006, Fernando Moreira criou o blog Page Not Found com a finalidade de noticiar fatos considerados irrelevantes para a grande imprensa. Esses fatos não tem, essencialmente, grande importância para o público. Mas são fatos curiosos, o que facilmente pode prender a atenção e até arrancar risadas dos leitores.

Mas o livro não é uma espécie de coletânea das publicações mais comentadas ou mais estranhas do blog. As 14 histórias do livro são inspiradas nos fatos noticiados pelo blog, criando esquetes divertidos e com críticas (explícitas ou não) a sociedade. Fernando Moreira, assim como muito claro no título, se baseia em fatos reais para escrever literatura.

Um questionamento que tive ao ler o livro foi se ele, de alguma forma, poderia ser considerado um produto de Jornalismo Literário, que é o “empréstimo” de características da literatura para a construção de um relato jornalístico de um fato 100% verídico. Acredito que Baseado em Fatos Reais seja algo como a inversão dos fatores dessa conta: foi o resultado do empréstimo do fato real e da linguagem jornalística para a criação de uma obra literária (gente, isso dá um TCC!).

Fiquei bastante impressionada com a atualidade e com o quão próximas me pareciam algumas das histórias. Por ter sido inspirado em acontecimentos verdadeiros, a verossimilhança é algo muito forte no livro. Inevitavelmente você se pega pensando naquele fulano que você conhece que pensa igual ao beltrano do livro.

Das 14 histórias, quatro me chamaram muito a atenção e se tornaram as minhas preferidas. Em uma delas, uma vereadora tenta garantir aos seus cidadãos o direito ao orgasmo, alegando ser esse um direito primordial do ser humano, além de fator de vital importância para a manutenção da ordem e do progresso da sociedade.

Já em outra, que é a maior do livro, diga-se de passagem, temos uma cidade inteira convencida de que o Apocalipse estava próximo e que começara ali, naquele pequeno município do interior. O que me chamou a atenção nessa história (e provavelmente na que a baseou) foi o quão barulhento algo insignificante pode se tornar se mal interpretado ou entendido através do senso comum, de dogmas ou do medo da danação eterna.

Outras duas histórias se revelaram extremamente atuais pelo seu tema: pessoas transgênero. Na primeira delas vemos um ex-marido tentar anular a pensão da ex-esposa, agora um homem. E, na segunda, um pai desconhecido que se apresenta para a filha, 21 anos depois e do outro lado do mundo, como uma mulher.

As considero atuais por esse ser um assunto que é cada dia mais discutido no mundo, mesmo que ainda não o bastante, e por termos acompanhado há pouco tempo a tão noticiada transição de sexo de Caitlyn Jenner, anteriormente Bruce Jenner, ex-atleta e ex-padrasto das irmãs Kardashian.

Considero Caitlyn um exemplo de superação, mas confesso que após a leitura desse livro, de forma até um pouco fria, fiquei me perguntando quais foram os tramites legais para essa transição, além dos impactos reais que isso causou a família (o que é mostrado em Keeping Up With The Kardashians não conta) como nas histórias de Baseado em Fatos Reais.

O livro é bem gostoso de se ler, tanto pela escrita do autor quanto pela sua edição. Publicado pela Editora Agir, Baseado em Fatos Reais tem 267 páginas e a diagramação não é daquelas que dá vontade de abandonar a leitura logo na primeira página. Pelo contrário. Sou bastante chata com essas coisas e esse livro foi muito bem cuidado e acabado.

Envergonhadamente, confesso que não conhecia Fernando Moreira e nem o seu blog Page Not Found. Mas depois de ser tão bem apresentada a sua escrita, já salvei a página inicial do blog nos meus favoritos e pretendo acompanha-lo sempre, já que assim como ele, sou Jornalista e curiosa.

Recomendo fortemente a leitura desse livro e os convido para caminharem pelo lado inusitado da força.

Espero que tenham gostado dessa resenha! Até a próxima!

Beijos de Luz ^^

Bia

Parcerias, Resenhas

Resenha 2

Olá, amores! Como vão?

2015 já está quase acabando e esse ano passou rápido demais, não acham? Já posso ouvir as músicas de fim de ano e confesso que estou ansiosa para montar a árvore de Natal (sou dessas que considera essa uma tradição importantíssima).

E ai, já começaram a fazer suas listas de livros desejados para ganhar de presente ou para serem lidos no próximo ano? Eu já estou montando as minhas metas literárias e tenho uma sugestão ótima para a de vocês.

Coloquem na suas wish-lists e/ou na metas de leitura para 2016 o livro Zac & Mia, da escritora autraliana A. J. Betts. Esse é um livro daqueles que peguei pra ler sem grandes expectativas, mas que me conquistou e me prendeu já no primeiro capítulo. E é sobre Zac & Mia a resenha de hoje.

Zac e Mia

Zac & Mia é um livro destinado ao público YA (mas que pode ser lido e apreciado por qualquer idade, isso eu garanto) que conta a história de dois jovens que se conhecem na ala de Oncologia de um hospital na cidade de Perth, a capital da Austrália Ocidental. Sim, este é um Sick Lit.

Zac Meier, o garoto do quarto 1, é um jovem de 18 anos que acabou de passar por um transplante de medula óssea e tenta pela segunda vez se curar de uma leucemia. Ele tem personalidade sarcástica mas não é um cara chato, muito pelo contrário. Tanto que leva com muito bom humor o fato de estar a algumas semanas preso dentro de um quarto de hospital com a mãe, Wendy.

Ele tem uma lista com as séries de TV indicadas para quem passa pela quimioterapia e quer evitar os enjoos. É fã de Harry Potter e tem uma queda enorme por Emma Watson, dizendo que cair num tanque cheio com exemplares da atriz que dá vida a Hermione seria uma boa forma de morrer. Ah, e vocês podem chamá-lo de Helga (leiam para entender o porque!).

Já Mia Phillips, a garota do quarto 2, é exatamente o oposto. Rabugenta, mal humurada, mal educada e sempre fazendo de tudo para afastar as pessoas agora que recebeu o diagnóstico de Osteossarcoma localizado em seu tornozelo. Mia não aceita a doença e muito o menos o fato de que esse parece ser o fim da vida perfeita que levava sendo a garota mais popular da escola.

Mia não tem um bom relacionamento com a mãe, que a cria sozinha, e foge dela sempre que pode. Demorei para entender Mia, mas ela é aquele tipo de personagem que precisa ser desvendado. E a garota do quarto 2 não passa de uma menina assustada, que só precisa ser entendida e amparada. Ela precisa de um motivo para ficar.

E é isso que Zac faz. Se torna motivo.

Os dois se aproximam depois que Zac, não suportando mais a música alta no quarto ao lado (mais precisamente LoveGame, da Lady GaGa), dá batidinhas na parede até que o barulho cesse. Mia devolve as batidinhas e eles começam a se falar usando código Morse meio atrapalhado, até que a solicitação de amizade chega a Zac pelo Facebook.

O livro é dividido em três partes: a primeira contada por Zac, a segunda por ambos, revezando os capitúlos, e a terceira por Mia. Sempre em primeira pessoa, o que nos aproxima ainda mais dos dois e nos colocam dentro de seu mundo.

As dores e as dúvidas de ambos são muito reais e ao mesmo tempo intangíveis para pessoas que não passaram pelo mesmo. Atráves de Zac e Mia conhecemos outros personagens que nos tocam com igual intensidade, como a enfermeira Nina, o surfista Cam e Bec, a irmã grávida de Zac (que merecia um livro só pra ela, diga-se de passagem).

Não sei dizer o que fez com o que eu gostasse tanto desse livro. Só sei que não tinha nenhuma pretensão quando o abri pela primeira vez e que o fechei pesarosa quando o terminei, ansiando por muito mais. O humor e delicadeza de Zac junto com a determinação e o eu-preciso-de-alguém-que-me-leve-pra-casa de Mia, foram a combinação perfeita para um livro perfeito.

Fiquei encantada também por ter tido a chance de conhecer um pouquinho da Austrália com esse romance. Ficamos tão acostumados com a literatura que vem dos Estados Unidos que essa mudança de cenário e de perspectiva é muito bem vinda. Cabe citar que eu agora preciso conhecer a Austrália e que quero um canguru?

Não pensem que por ter a mesma temática que esse livro é uma “cópia” de A Culpa é das Estrelas (apesar de que tem potencial para se tornar um fenômeno editorial tão grandioso quando o livro de John Green). Em Zac & Mia, temos uma construção muito diferente de personagens e uma trama até, atrevo dizer, um pouco mais madura que a de Hazel e Gus.

Esse é o primeiro livro da autora A. J. Betts publicado no Brasil e ela tem escrita muito leve, que dá prazer em ler. É um livro muito gostoso, que me deixa com vontade de continuar lendo. A citação da escritora Fiona Woods (Seis Coisas Impossíveis) impressa na capa da Edição Brasileira não podia ser mais verdadeira quando ela avisa que esse é o livro que não se quer mais largar.

Por falar nela, a edição brasileira, publicada pela Editora Novo Conceito, está muito boa, por dentro e por fora. Boa diagramação e arte nas páginas, sem erros de tradução aparentes (sou chata com essas coisas). A capa é muito bonita, apesar de eu ainda não ter entendido a ligação dela com a história de fato.

Para quem curte romances com boas doses de drama e humor, Zac & Mia é a indicação perfeita. Ainda mais se estiver afim desses amores doentios (perdoem-me pelo trocadilho). É o livro perfeito para quem está precisando de  uma leitura mais leve e despretensiosa. Recomendo fortemente esse livro e espero que se encantem por Zac, Mia, Cam, Bec, Wendy e Nina da mesma forma que eu.

Pequena maça, pequeno ovo.

Espero que tenham gostado dessa resenha! Até a próxima!

Beijos de Luz

Bia

Página Inicial

COLABORADORAS2

Olá, bonitos! Como vão?

Como eu tinha mencionado, o blog ganhará colaboradores, porque quem sabe com mais pessoas eu consiga manter aqui mais “em dia”, não é mesmo? Sem pressão em cima das meninas porque elas são meio enroladinhas como eu, mas quem sabe três enroladas valem por uma em dia. Ok, vou parar de falar loucuras e apresentá-las a vocês. (Ordem alfabética para depois as duas não me acusarem de favoritismos. Vai saber, não é? kkkk)

Beatriz Oliveira

Beatriz

Quase vinte, aquariana, estudante de Jornalismo, cozinheira caótica e motorista quase veloz e pouco furiosa. Ama as palavras, as escrevendo ou lendo. Quer um dia roubar a Tardis para ter a biblioteca do Doctor.

O que posso dizer a vocês sobre ela? Bem, primeiro que ela tem mania de me chamar pelo meu nome completo (desnecessário) e que ela vive na mesma cidade que eu (viva o/). Conheci há não muito tempo, mas os mesmos gostos (vulgo livros) facilitaram muito para que nos dessemos bem. Foi quem ficou no meu pé para terminar Bodas de Cristal e está escrevendo um livro em conjunto comigo (mas no andar da carruagem só será publicado daqui uns 20 anos). Acho que apesar de tudo irão gostar dela, um amorzinho. <3

Cecíllia Martins

CECILLIA

Vinte e dois anos, vive no mundo das artes e é louca por livros. Lê qualquer livro sem nenhum preconceito, de romance até suspense.

O que dizer sobre a Cecília? Bem, diferente da Bia, a Cecília não mora na mesma cidade (:'( ), nós tivemos a chance de nos conhecer na Bienal de São Paulo, mas como somos duas lerdas acabamos não nos conhecendo. kkkkk Ela á uma das minhas betas cruéis, que fala quando as coisa estão uma merda e que eu tenho que refazer, além de ficar torcendo pelo casal que não deveria existir e querer matar a protagonista. Tão sentindo como ela bate bem da cabeça, né? Tem meio milhão de manis literárias (tipo eu, sabe?) e é um amorzinho também. <3

Eu sei que vocês vão amar as duas, só não esqueçam que eu sou a dona dessa coisa aqui, ok? Nada de dar mais amor para elas! 😀

Bem, como eu sou essa pessoas super organizada (sente a ironia), cada uma vai postar o que vier na cabeça delas, o que elas estiverem afim de postar, elas não tem “colunas” específicas. Ou seja, o blog vai continuar na mesma forma, sem grandes mudanças, apenas carinhas novas.

Então é isso, um bem-vindo enorme para as meninas e que o próximo ano seja divino!! :3

Beijos!!

Laury