Maniaca por Livros, Resenhas

Olá, meu povo lindo!

E a resenha que vou fazer hoje faz parte de um book tour que eu participei do livro Luz de Inverno da escritora Keila Gon.

Inverno

Os livros da Keila são tão maravilhosos, e esse último livro da trilogia Cores é de arrebentar o coração.

Minha nossa, o começo é uma sequência do último livro, mostrando Melissa voltando para casa com o seu amado Vincent, o casal teimoso. Melissa tem mais certeza que também é do mundo da magia, e revelações logo no começo são descobertas e uma grande tristeza e magoa surge em Melissa. Temos capítulos narrados pelo lindo do Vincent.

 Encostado à parede do quarto, espiei a porta entreaberta do quarto e banho mais uma vez… Afinal, nunca neguei ser um herdeiro do Demônio.

A trama da história tem várias reviravoltas, aperfeiçoamento dos poderes de Melissa e aceitação, um casamento, e também uma lenda que continua rondando o nosso casal. E minha suspeita estava certa, Ludwig é um homem muito estratégico. Ele sabe o que quer (PODER), e tem muita paciência de esperar e conquistar. Ludwig sempre está em volta de alguma maneira fazendo com que os Von Berg e os moradores da montanha estejam atentos ao perigo e se protegendo sempre.

Traições, amores inesperados e personagens únicos estão nesse livro, como o personagem Victor, que quando aparece na história é tão maduro e sábio, sádico as vezes, ele é um personagem que me surpreendeu e que sempre vou gostar. Ele é magnífico.

– Algumas coisas precisam acontecer na hora em que têm que acontecer. É como o amor… que pode ser uma prisão, mas também tem poder para libertar.

Minha vontade é de falar de todos os personagens, o crescimento de cada um na trama e como eles foram importantes na história. A construção de cada personagem é maravilhosa.

A construção da história… Ela te envolve do começo até o fim, e quando está chegando no fim… Se prepara! É preciso ter um coração forte para os acontecimentos, é de tirar o fôlego. Mas o fim mesmo é lindo, o que eu posso dizer é que:

“Todas as maldições foram quebradas e que o amor sempre vence”

Um recado para a querida autora Keila: muito obrigada por me levar nesse muito que você construiu tão bem com suas palavras, mas peço encarecidamente, por favor, faz um spinoff com os outros personagens!

Tenho também que agradecer a organizadora do book tour Ana Paula, pelo carinho e paciência que ela teve comigo e por deixar eu fazer parte dessa jornada de book tour.

E vocês o que acharam? Comentem!

Beijos

Ceci

Maniaca por Livros, Resenhas

AMOR-A-SEGUNDA-VISTA---13-10-15

Nada como esses livros comprados por acaso pelo simples fato de estarem baratos. Amor a segunda vista foi uma surpresa e tanto para mim. A capa rosa e o título fofo não dizem nada sobre o conteúdo que nos espera cheio de aprendizados.

E antes de começar essa resenha, eu vou parecer uma puxa saco ao dizer, pela milionésima vez, como a HarperCollins chegou para derrubar forninhos. Até hoje eu não li NENHUM livro deles que fosse ruim ou tivesse uma diagramação medonha. Pela primeira vez, acho que estou tendo uma editora favorita, desenvolvendo um amor cego pela HarperCollins da mesma forma que tenho pela Meg Cabot. Aquela confiança de comprar qualquer coisa desde que tenha o nome na capa. Até hoje tem dado certo.

Enfim, vamos falar de Anna e James.

Continue Reading

Maniaca por Livros, Resenhas

Olá, gatinhas e gatões!! Como vão?

Alguém estava com saudades das minhas resenhas escritas? Acho que nem sei escrever mais. :'( Mas enfim, vamos a nossa resenha…

O-livro-das-princesas

Comprar: Saraiva | Submarino

.

Como eu sou do contra, li primeiro O livro dos vilões e depois o das princesas. E… bem, acho que gostei mais dos vilões. E mais chocante ainda: meu conto favorito não foi da Meg. Chora para sempre! Mas deixemos isso de lado para falar de cada conto separadamente.

Continue Reading

Maniaca por Livros, Resenhas

[Resenha] Caçadora de Tempestades – Jennifer Bosworth

Olá, gatões! Como vão?

Acho que todo leitor concorda que achar um livro diferente de tudo que você já viu é como achar tesouro pirata em pleno século 21: raríssimo! Mas eu consegui essa proeza graças a AgirNow e a Jennifer Bosworth, porque Caçadora de Tempestades é diferente de tudo que você já leu ou até mesmo viu.

Caçadora

Livro: Caçadora de Tempestades | Autora: Jennifer Bosworth

Comprar: Submarino | Saraiva 

Você lê a sinopse e fica “WHAT?”, então você começa a ler o livro pensando que finalmente vai entender tudo, mas você não entende. Enquanto eu lia o livro, várias pessoas vinham me perguntar sobre o que ele falava e eu não sabia dizer, mesmo estando para lá da página cem. E quando eu dizia isso, perguntavam por que eu não abandonava o livro. A resposta? Porque eu não conseguia!

Continue Reading

Maniaca por Livros, Resenhas

[Resenha] O Iluminado – Stephen King

Eu dei uma enrolada, mas como prometido vim aqui falar da minha próxima leitura do Stephen King. Já sabem que sou super fã, e não poderia deixar de ler um de seus maiores clássicos. Se alguém sabe um pouco, já imagina que deve ser “O Iluminado“.

Capa O Iluminado_SUMA

O livro foi levado às telonas por Stanley Kubrick em 1980 e esse foi o fato que mais me despertou o interesse. O filme é muito bom e é em parte o responsável por fazer o escritor alcançar um novo patamar como personalidade conhecida. Além disso, é abertamente – de acordo com o autor – a pior adaptação de uma obra sua.
Comecei a ler, e de cara já lembrei de algumas cenas. Porém, com o passar da leitura fui vendo as diferenças. E chegando ao final, eu entendi o porque de tamanho desprezo pelo filme enquanto adaptação – o que não quer dizer que eu não goste dele.
Jack é um pai de família com “ex” problemas alcoólicos, que vendo-se endividado e desempregado aceita a oferta de emprego de um amigo para cuidar de um hotel que fica fechado durante a temporada de inverno.
Dessa maneira, ele leva seu filho Danny e sua esposa Wendy para o Hotel Overlook para passar quase cinco meses de extrema reclusão.
Com o passar das páginas você descobre que o iluminado, o qual se refere o título, é o filho do casal e que possui “poderes” paranormais. Ele se torna interessante para o hotel que, depois de tantos assassinatos, se tornou um ser maligno com sede de sangue, por assim dizer.
Stephen King narra bem a luta do também escritor Jack com a força que o hotel exerce sobre ele e que aos poucos vai o dominando até levá-lo à total loucura.
A obra é repleta de flash backs, o que é característica marcante do autor, ajudando a desenvolver bem a trama que gira em torno principalmente dos três personagens, sendo bom também para explicar a personalidade de cada um e mostrando que o final realmente faz sentido.
A cada página uma característica nova de um personagem é apresentada e assim, nos identificamos, repudiamos, ou ao menos entendemos o que os incentiva a determinadas ações.
Uma coisa que achei bastante interessante foi que o escritor conseguiu passar para o leitor o sentimento que você teria caso se encontrasse preso em um hotel de 110 quartos no meio de uma nevasca, totalmente isolado do mundo e impossibilitado de fugir para qualquer lugar, seja para uma emergência, ou até mesmo para salvar sua vida.
O livro diferentemente do filme amarra todas as pontas e explica cada acontecimento de forma magistral, o que torna o título de clássico algo merecido.
Não poderia dar uma nota se não 10 para este livro, porque uma coisa que eu acho muito importante em uma leitura, é você conseguir compartilhar o sentimento com a personagem que está ali na história, e isso, não posso negar que senti em todos os momentos. Medo, aflição, angústia e algumas coisas que não sei muito bem definir. Isso marcou bastante essa minha leitura.

Maniaca por Livros, Resenhas

[Resenha] Obsidiana – Jennifer L. Armentrout – Saga Lux #1

Como começar a resenha dessa livro? Essa é a grande pergunta. Quando vi Obsidiana pela primeira vez eu pensei “De jeito nenhum que vou ler esse livro com a capa tão não bonita assim (para não dizer outra coisa)”. Ou seja, foi a última coisa que pensei em solicitar pra Valentina. Mas aí eu recebi o primeiro capítulo dele e resolvi ler. Tanta gente fazia propaganda dele! Bem, a verdade é que gostei do que li. Nada “OMG, eu quero agora!”, mas o suficiente para me fazer querer ler o livro todo.

Resultado: pedi o livro. E li morrendo de vergonha da capa (porque sim, sou dessas).

Obsidiana

Obsidiana começa um pouco como Crepúsculo. Cara gato, misterioso… Só que babaca. E Daemon sabe fazer isso muito bem. Felizmente Katy não é uma Bela da vida.

Rosto bonito. Corpo bonito. Péssima atitude. E essa é a santíssima trindade dos meninos sensuais.

Katy acabou de se mudar para uma cidadezinha com a mãe e como ela não é das garotas mais sociáveis, sua mãe pede para ela fazer amizade com os vizinhos que parecem ter mais ou menos sua idade. O primeiro contato de Katy é com Daemon (o dito gostosão) que é um babaca completo. Tentativa de amizade fail. Só que ele tem uma irmã (Dee) que, ao contrário dele, é um amor de pessoa e quer ser sua amiga.

Muito Alice e Bela, eu sei! Mas o começo é bem Crepúsculo mesmo (antes que alguém pergunte, sim, gosto de Crepúsculo hahaha).

A amizade florece muito linda, Katy e Dee for ever… Até Daemon surgir com uma de “não quero que você seja amiga da minha irmã!” bem ameaçadora. Só que… bem, Daemon não contava com a astúcia de Katy e o fato dela não estar nem aí para o que ele achava da amizade delas. Foi aí que comecei a gostar da nossa protagonista, mesmo tendo me identificado por ela ter um blog literário e gostar de ler. <3

No início achamos Daemon simplesmente babaca e sem ter algo melhor para fazer, mas no decorrer do livro descobrimos que boa parte das suas atitudes tem um fundamento. E não é algo nenhum pouco legal. Senti peninha dele e mesmo querendo socá-lo a maior parte do tempo, quando descobrimos sua razão, eu quis abraçá-lo.

O passado dele faz com que olhemos Daemon de uma forma totalmente diferente (mesmo ainda o achando um babaca) e faz com que percebamos que ele é o cara que ama sua irmã acima de tudo e está acostumado a ser quem resolve as coisas na família. Sabe o tipo de pessoa que engole o seu sofrimento e segue em frente e luta, custe o que custar? Esse é Daemon. E talvez tenha sido isso que evitou que eu o odiasse.

Uma coisa que achei legal no livro foi como aconteceu a descoberta do segredo deles. Daemon estava preparado para ver Katy surtar, mas ela não fez isso. Por quê? Porque nós leitores mais do que estamos acostumados com essas loucuras, nós as queremos na nossa vida para ontem!! (Se alguém tiver um lobo, alien, vampiro… qualquer coisa do tipo sobrando por aí, pode me mandar. Grata)

Gostei da escrita leve do livro que proporcionou uma leitura rápida e gostei da parte adolescente que não foi tão infantil assim.

Mas não deixe se enganar achando que está lendo Crepúsculo com uma tensãozinha no ar e Bela sempre fugindo das brigas de verdade e precisando de ajuda para ABSOLUTAMENTE TUDO. Claro que Katy é um ótimo ímã de desastre (!!!), mas quando a coisa pega fogo, ela não foge e espera alguém salvá-la. Ela entra na briga, ela bate e ela mata (yep!) quando necessário. Vê-la lutando (quase) de igual para igual ao lado de Daemon foi uma coisa BEM legal. Além de mostrar para ele que não precisa fazer tudo sozinho.

E cara, Daemon tem seus momentos. Ao mesmo tempo que ele faz com que a gente queira quebrar a cara dele, ele também faz com que a gente o ame. A forma como ele protege Dee acima de tudo nos faz suspirar horrores. E quando ele resolve que vai mostrar seu lado “leve”… Que homem lindinho! Só que quando ele é um babaca… Céus! Ele sabe fazer isso também.

A química do nosso casal é muito boa e sempre que eles estão perto um do outro rola aquela tenção básica de “se peguem logooooo!!”. E quando eles se pegam… UiUiUi.

Mas claro, isso é uma série (chora!) e muita coisa ainda vai rolar. E a forma como terminou… Fiquei TÃO curiosa que fui direto para a internet descobrir quantos livros têm e quando que eu vou conseguir achá-los em português. PRECISO do outro. Mas, do fundo do meu coração, espero duas coisas da continuação: uma capa que NÃO SEJA IGUAL a Americana (horrorosa!) e que Daemon seja menos babaca e mais amorzinho, tendo uma agarração mais… durável. hahaha

É isso, espero que a Valentina lance todos os outros livros (rápido!).

Maniaca por Livros, Resenhas

[Resenha] A Hora do Vampiro (Salém) – Stephen King

Olá, pessoas! Quanto tempo!

Primeiramente, gostaria de pedir desculpas a vocês (e a dona desse blog, minha melhor amiga e pessoa com quem divido certos instintos homicidas, Laury) pelo sumiço nos últimos meses. Milhões de coisas aconteceram e tudo passou tão rápido que só agora me dou conta de que faz muito tempo desde a nossa última conversa.

E, já que estamos nessa conversa tão sincera e íntima (que adoro poder ter com vocês), confesso que li muito pouco nesse tempo. Na verdade, fazendo um balanço das leituras de 2015, digo que estou bem pouco orgulhosa. Na verdade, nada orgulhosa. Espero que o ano de 2016 (também conhecido como o último ano de faculdade e do TCC), seja melhor nesse aspecto.

Mas, existe algo bastante positivo nesse ano. 2015 entrará pra história como o ano em que me tornei, de fato, fan girl do Stephen King. E a resenha de hoje é sobre A Hora do Vampiro, segundo livro publicado pelo Rei do Horror.

Capa Salem.indd

É de conhecimento universal que Stephen King é uma máquina de escrever romances de suspense, policiais, de terror e os thrillers psicológicos. Ou tudo isso junto. Já são (bem) mais de cinquenta livros publicados em 40 países e várias adaptações para o cinema. Você, em algum momento da vida, já deve ter ouvido falar de Carrie (1974), O Iluminado (1977) e A Coisa (1986).

A escrita de King é um negócio de fora desse mundo. Linguagem simples, acessível (características muito prezadas pelo texto jornalístico, inclusive) e envolvente. Você abre o livro e nem percebe o tempo passando, tamanha a capacidade que King tem de colocar o leitor dentro da história. É praticamente impossível abandonar um dos livros antes do fim.

E isso não é diferente em A Hora do Vampiro, originalmente intitulado ‘Salem’s Lot. Foi publicado em 1975 e se passa na pequena cidade fictícia de Jerusalem’s Lot, no estado norte-americano da Nova Inglaterra. Salem’s Lot é citada em outros livros de Stephen King, reforçando a ideia de um mundo “estranho” criado pelo autor.

Jerusalem’s Lot é como qualquer outra cidade pequena do interior, com todos os seus personagens característicos. A senhora fofoqueira, o valentão, a mocinha que não se encaixa. Um grande incêndio ocorrido na cidade alguns anos antes de nossa história começar está no imaginário de todos os habitantes, principalmente no que concerne ao mistério da Casa Marsten, no topo da colina.

Apesar de o livro ser narrado em terceira pessoa, vemos a história atráves dos olhos e ao acompanhar o jovem escritor Ben Mears. Ben, que morou na cidade quando criança, volta a Salem’s Lot para escrever um romance cujo tema ele mantém em segredo, mas fica claro que ele tem demônios a serem exorcisados.

Logo depois do retorno de Ben Mears a Salem’s Lot, outros dois misteriosos personagens chegam a cidade. E tudo ao redor deles causa polêmica, desde o fato de apenas um deles ser visto, até o antiquário que estão inaugurando e principalmente o fato de terem comprado a mística Casa Marsten, inabitada há anos.

Começa aí uma série de acontecimentos estranhos, que movimentam a cidade. Desaparecimento de crianças, mortes inexplicadas, mudanças no comportamento das pessoas. E todos os indícios, por mais absurdos que possam parecer, levam a crer que tudo isso estava sendo causado por vampiros. E os indícios se tornam verdade.

Mas não esperem por vampiros brilhantes e sedutores. Aqui a parada é daquelas cheia de alho, água benta, crucifixos e luz do sol. E temo não poder me alongar mais aqui, respeitando uma política pessoal anti-spoilers.

Mas posso dizer que o desenrolar desse livro possui uma quebra de ritmo e até de expectativa. O por que disso? Temos, até a chegada do clímax, uma narrativa tranquila, até lenta, preocupada em construir o cenário e os personagens. Mas, a partir do momento em que o problema é mostrado, os acontecimentos se passam muito rapidamente e de forma muito previsível.

E essa previsibilidade é o grande ponto negativo desse livro, pois temos uma trama bem estruturada e uma conclusão abrupta, que acaba por decepcionar. E pro desespero dessa fã que vos fala, ou justamente o que vai deixa-la conformada, é uma característica dos livros do Stephen King.

Outro problema que percebi nesse livro foi a tradução. Não sei se é algo da versão brasileira ou da editora, especificamente, mas existem erros grosseiros e bobos de tradução, facilmente percebidos até por quem não leu o livro em inglês. Deve-se tomar cuidado com isso, com traduções e revisões mais acuradas, para que a interpretação do leitor não fique prejudicada por erros bobos como esses.

Mas, no geral, eu gostei do livro, apesar da tradução e apesar do seu final. Recomendo A Hora do Vampiro e também recomendo Stephen King, que não podia ter um sobrenome mais apropriado.

Até a próxima resenha!

Beijos

Bia

Maniaca por Livros, Resenhas

[Resenha] Como se apaixonar – Cecelia Ahern

Pronto, mais um livro digníssimo da Cecelia para me fazer amá-la cada vez mais. Sério, essa mulher já está garantindo um espaço permanente no meu coração. E o melhor de tudo? É mais um livro maravilhoso, mas que não tem nada a ver com os anteriores. O que isso quer dizer? Quer dizer que Cecelia é uma ótima autora que não escreve com receitas de bolo e é ainda mais maravilhosa por isso.

como-se-apaixonar

Mas vamos falar desse livro amorzinho. O que você já fez para ajudar um desconhecido? Christine já fez muitas coisas. Ela é dona de uma agencia de recrutamento, ou seja, ela arruma emprego para as pessoas, mas acaba sendo um pouco de psicóloga, pois ela “conserta” seus clientes para que eles possam arrumar o emprego adequado.

Só que o grande problema de Christine é que enquanto ela faz mil e uma coisas para os outros, ela não faz absolutamente nada para si. As coisas só mudam um pouquinho quando um cara tenta se matar na sua frente e ela começa a repensar a sua vida. Quem ela é. Como é seu casamento. Se ela está feliz. E o resultado é que Christine pede o divórcio e acaba com seu casamento de menos de um ano que estava fadado ao fracasso.

E lá está ela, expulsa de seu apartamento, com um ex-marido que não aceita o fim do casamento, sentindo culpa por não ter conseguido evitar o suicídio de um homem e ainda tendo que lidar com seus sócios que não aceitam a demissão da secretaria. Como se tudo já não estivesse suficientemente desastroso, o raio cai pela segunda vez no mesmo lugar: Christine cruza com um homem tentando tirar a própria vida. Só que dessa vez ela está decidida a fazer diferente e salvar a vida daquele cara. A tática dá até certo, se não fosse pelo fato de que o homem desiste de pular da ponte naquele momento em troca dela convencê-lo de que a vida vale a pena até o seu aniversário. Se ela não conseguir isso, ele vai voltar a tentativa de se matar. E quando é o aniversário dele? Daqui duas semanas.

Moral da história: a mulher que no momento não tem qualquer razão para acreditar que a vida vale a pena, tem que convencer um homem de que ela vale sim ou ele vai se matar. Top. Super top. Certo? E com um pequeno help de seus livros de auto-ajuda (que diga-se de passagem ela tem vários), ela faz seu plano. Eles têm que conseguir o antigo emprego dele de volta, fazer sua ex-namorada se tornar atual e se livrar da responsabilidade de assumir a empresa da família.

A ideia em si é bem simples, se tudo não fosse simplesmente fadado ao fracasso.

Christine, para provar ao rapaz que a vida vale a pena, precisa passar muito tempo com ele. Precisa evitar que ele se mate, precisa força-lo a ver a vida de uma forma menos terrível, precisa ajuda-lo a achar soluções. Mas como alguém que não tem soluções para a própria vida, vai ajudar outra pessoa a achar soluções?

Bem, o que ela faz é tentar que se realize exatamente tudo o que ele quer. Do jeito que ele acha que é necessário para que sua vida faz sentido. Só que… Será que o que ele deseja é o que ele realmente precisa? As vezes desejamos dezenas de coisas que acreditamos ser o melhor para nós, mas muitas vezes essas coisas de fato não são. Algumas vezes esses desejos vêm da nossa falta de olhar. Da nossa comodidade com a vida, de desejar que tudo permaneça exatamente igual.

As duas semanas se passam rápido, mas com elas aprendemos muito. E nos derretemos e sofremos um bocado, porque enquanto Christine tenta fazê-lo se apaixonar pela vida, ela acaba se apaixonando por ele. E nós, obviamente, torcemos para que eles terminem juntos, enquanto as semanas chegam ao fim e ele começa a conquistar tudo o que queria para não se matar.

 Eu adorei o livro, mesmo tendo feito uma resenha péssima com medo de contar algum spoiler. Adorei a construção do relacionamento, adorei a forma como os personagens foram se encontrando com o decorrer da narrativa e eu amei o final, digno de suspiros de contentamento. <3