Adaptações, Filme, Filmes, Livros, Notícias

Saiu o trailer de “É Fada!” adaptação de “Uma fada veio me visitar” com participação da Kéfera!

Se você frequenta a internet, dificilmente não vai conhecer a Kéfera e seu canal no Youtube. No entanto, dessa vez ela vem para ficar conhecida além disso: ela vai estrear um filme! E não é qualquer filme. “É fada” é a adaptação do livro “Uma fada veio me visitar” da Thalita Rebouças.

"Uma fada veio me visitar"

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Filme, Filmes, Textos

As Caças Fantasmas e a representatividade feminina

Quando vi que esse filme iria ser produzido e lançado fiquei curiosa e até meio receosa, porque as pessoas têm uma grande tendência em estragar as coisas quando fazem refilmagens e afins. Mais medo ainda por serem quatro mulheres protagonistas. Não por elas serem mulheres, mas pelo que eles iriam fazer com isso. Sabe como é, a maior parte das vezes que eles tentam fazer uma “representatividade feminina” eles pisam na bola. E pisam feio.

Mas não foi dessa vez, camaradas! (Rose Hathaway* assumindo meu corpo e dizendo que ela também adorou o filme)

Os responsáveis pelo filme fizeram o dever de casa certinho. Por quê? Deixa eu explicar!

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Filme, Filmes

[Filmes] Liberado o primeiro trailer de O Bebê de Bridget Jones

Para acalmar (ou não) as polêmicas em cima do terceiro filme da série, foi liberado o primeiro trailer do aguardado O Bebê de Bridget Jones. Eu sinceramente, não me acostumei com a cara dessa mulher e ainda fico tentando entender o que aconteceu com ela, que cirurgia louca foi essa.

Apesar do trailer legalzinho e tal (e de ter descoberto que David Nicholls faz parte do roteiro), eu ainda preciso ver para crer. Não entra na minha cabeça o fato dela ter se separado do Darcy, mas ok. Bora ver o trailer:

E então, o que acharam?

Adaptações, Filme

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Olá, bonitos! Como vão?

Ficaram satisfeitos com o novo “formato” do blog? Eu acho que vou conseguir me organizar melhor assim. Mas enfim, começando na ordem bonitinha de programação, eu vim trazer para vocês o trailer de Maze Runner: Prova de Fogo (pensa em um trailer que foi enrolado para sair!).

E ai, o que acharam do trailer? Eu achei muito bom e estou louca para ver o filme (porque sou uma pessoa do contra que mesmo gostando do primeiro filme, não se sentiu motivada a ler o livro). E tem poster também:

Prova de fogo

Contando nos dedinhos já.

Beijos!

Laury

Filme

Filmes

Olá, seus lindos! Como vão?

Como eu disse, esse ano está lotado de filmes. Infelizmente eu não estou conseguindo ver todos aquele que gostaria, mas prometo que todos que eu assistir, vou trazer uma opinião para vocês, ok? O filme da vez é o super esperado Cinderela!

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O que dizer de Cinderela? Bem, o filme foi lindo, super produzido, figurino divino e personagens gatíssimos. Mas… Acho que faltou alguma coisa. Ou quem sabe tenha sido eu que fui para o cinema pensando que seria algo como Malévola.

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Já assistiram Malévola? Se não, assistam! É maravilhoso e acima de tudo é uma nova versão do conto de fadas que já conhecemos. O que não acontece em Cinderela. E talvez tenha vindo daí a minha decepção. É um pouco mais do mesmo.

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De forma alguma eu desmereço o filme, afinal é LINDO! MARAVILHOSO! Eu só esperava um pouco mais além do conto de fadas que já conhecemos. Mas enfim… Acontece. Por essa razão, a opinião de hoje será bem menor que o normal. Afinal, não sou muito de comentar a produção em si, mas o que ela nos transmite ou ensina de certa forma. E Cinderela nos ensina sobre bondade, gentileza e coragem.

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Seguindo os moldes do nosso clássico, Cinderela (nesse filme com nome de Ella) fica órfã de mãe e depois de pai, mas sua mãe antes de morrer pede que a filha que prometa algo: ser sempre gentil e ter coragem. E são esses ensinamentos que permitem que Ella continue a mesma, mesmo com a madrasta e as irmãs horrendas.

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Como bem sabemos, elas são horrendas e em um dia, em razão da crueldade delas, Cinderela foge de sua casa e vai parar na floresta, quando pela primeira vez encontra o príncipe. Essa foi a única mudança do clássico. E quero dizer que essa parte de fez rir, porque o objetivo geral dela é muito semelhante com uma parte do meu livro Bodas de Cristal, quando Tommas e Raquel se encontram pela primeira vez e chegam a conclusão que nomes e como as pessoas lhe chamam, não definem quem você é.

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Essa cena me encantou por motivos óbvios, afinal, se uma cena dessa está no meu livro é porque significa algo para mim. Mas apenas ressaltando, acho espetacular a forma como a ausência de nomes e títulos torna todos iguais. Principalmente a forma como o filme coloca isso encaixando com a bondade de Ella, mostrando que são suas atitudes que importam, sua bondade e gentileza. Nada mais.

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A crença no felizes para sempre e na magia… Isso me faz derreter e talvez sempre fará. Sou apaixonada por magia e acredito que o amor é a magia mais poderosa que existe, que como bondade e gentileza, também torna todos iguais e ninguém melhor que ninguém. É isso que tanto me atrai em contos de fadas, e é isso que me fez escrever Bodas de Cristal. A crença no amor e como ele pode superar tudo quando é verdadeiro (Olha eu sendo piegas aqui, que lindo! *-* Hahaha).

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Mas enfim, eu adorei.

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Prefiro nem comentar como a fada madrinha foi linda. Apenas sinto:

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Antes de passar para o momento revolta, eu gostaria de pedir um minuto de silêncio para vocês apreciarem o príncipe:

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Voltando…

E minha indignação veio após o filme, quando as luzes se acenderam e todos começaram a ir embora. Porque nesse momento foi como se a magia se apagasse e todo o ensinamento de bondade e gentileza fosse apagado. Acompanhem meu pensamento. Você foi ao cinema, viu um filme lindo da Disney, super bem produzido e recheado de ensinamentos de como devemos ser gentis e bondosos. O mundo é brilhante e cor de rosa. Você acredita nisso. Você quer acreditar nisso.

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Então as luzes se acendem e todas aquelas pessoas que passaram duas horas aprendendo sobre gentileza simplesmente se levantam e deixam TODO o seu lixo no cinema, porque não tem a capacidade de pegarem o seu próprio lixo e colocar no lixo. Eles correm do cinema, como o príncipe correu atrás da Cinderela.

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Isso me faz questionar: Onde ficou todo aquele ensinamento de gentileza? Custa pegar o seu próprio lixinho e colocá-lo no lugar adequado?

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Contamos contos de fadas a nossas crianças, mas crescemos e paramos de acreditar neles, algumas vezes nos perguntamos por que coisas desse tipo não acontecem, porque finais felizes não se realizam… Desculpe, mas eu acredito que quem tirou os contos de fadas do mundo não foi a “realidade”, mas nós mesmos. Como em Peter Pan, onde um “eu não acredito em fadas” resulta na morte de uma fada, no nosso mundo, uma atitude cruel, uma falta de educação sem fim, descaso e tantas outras coisas, tudo isso resulta na morte de um final feliz.

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Eu sei que jogar o lixo no lixo pode ser algo pequeno, mas sinceramente, coisas grandes são feitas de coisas pequenas. Se as pessoas não conseguem nem mesmo acertar em pequenas coisas, como irão acertar nas grandes?

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Acredite em contos de fadas! Ao invés de matá-los todos os dias, os cultive, com bondade, gentileza e coragem. E claro, educação, por favor.

É isso, meus belos! Vocês assistiram o filme? O que acharam?

Beijos!

Laury

Filme

Textos contos e blablabla 2

Olá! Como vão nesse dia lindo? Estão acompanhando nosso mês especial Samanta Holtz?

Bem, hoje eu vim trazer a continuação da lista de filmes que irão estrear em Abril, mas como nem tudo é flor, dessa vez a lista é com aqueles filmes que não pretendo ver. Por que? Porque não me chamaram atenção. Simples assim.

Antes vamos a retrospectiva? (Os riscados são os já vistos por mim)

Listinha parte 1: Sniper Americano | O Destino de Júpiter | Peter Pan | Jurassic Park 4 | A Escolha Perfeita 2 | Caminhos da Floresta | Divertida Mente

Listinha parte 2 (Filmes de Abril que pretendo ver): Velozes & Furiosos 7 | Vingadores: Era de Ultron | Amor à Primeira Briga | O Ano Mais Violento | O Último Ato | Um Fim de Semana em Paris |Um Momento Pode Mudar Tudo | Cada Um na Sua Casa | Risco Imediato  | Noites Brancas no Píer | Chappie | Casa Grande | Não Olhe Para Trás | O Fim de uma Era / O Uivo da Gaita / O Rio nos Pertence | Pássaro Branco na Nevasca | Três Corações | Noite Sem Fim | Entre Abelhas | Winter Sleep | Quando Meus Pais Não Estão em Casa | Amigos Para o que Der e Vier | Cake – Uma Razão Para Viver | O Cidadão do Ano

Agora vamos a essa lista:

Não Pretendo Assistir

14 Estações de Maria (2 de abril)

Achei meio chatinho.

Fala Sério! (2 de abril)

O nome me lembrou muito os livros da Rebouças, mas pelo que vi nesse “trailer” as coincidências param no nome. E eu não fiquei nenhum pouco interessada no filme.

Jessabelle – O Passado Nunca Morre (9 de abril)

Espero que esse seja o trailer certo, porque eu, por razões de gosto de dormir sem pesadelos, não assisti ele.

Shaun, o Carneiro (16 de abril)

Filme em massinha… Não.

Frank (16 de abril)

Não consegui me decidir entre o interessante e o idiota com esse filme. Se tivesse uma lista do talvez, ele estaria na lista, mas por enquanto está no não pretendo.

As Maravilhas (16 de abril)

Club Sandwich (16 de abril)

Muito monótono para o meu gosto.

O Diário da Esperança (16 de abril)

MUITO macabro. Mais um para a lista inexistente do talvez.

A Viagem de Yoani (23 de abril)

Na época que essa mulher veio ao Brasil saiu tanta notícia, mas tanta notícia que fui obrigada a ler sobre ela. E pode ser que eu esteja errada, mas meu santo não bateu com o dela, então não tem razão para eu querer ver o filme.

A Vida Privada dos Hipopótamos (30 de abril)

Sabe o que é? Pelo trailer e a sinopse, me pareceu o tipo de filme/documentário que vai contar a maravilhosa história de amor e coração partido do cara que se apaixonou por uma mulher que destruiu a vida dele, mas que mesmo assim ele ainda gosta dela. Não sei se é isso, claro, mas parece, e o tempo anda curto para eu ficar simplesmente assistindo para ver no que dá. E eu acho o seguinte: se ele está preso até hoje, ele não é tão inocente assim. E outra: se a mulher realmente destruiu a vida dele, porque os olhinhos dele ainda ficam brilhando só de falar nela?

Enfim, não me atraiu.

Dois Homens na Cidade (30 de abril)

É o estilo de filme que eu vejo sem querer.

Super Velozes, Mega Furiosos (30 de abril)

Não. Apenas não.

Bem, a lista de não pretendo assistir é bem menor que a outra. E não sei bem se isso é bom ou ruim. Mas aproveitem e montem a lista de vocês. Mesmo que isso seja um blog literário (sim, eu estou lembrada desse detalhe kkkk), ainda pretendo falar muito de filme por aqui (quem sabe eu fale de séries também), então fiquem atentos. 😉

Beijos!

Laury

Fonte: Adoro Cinema

Filme

Textos contos e blablabla 2

ESSE ANO DE 2015 VAI ME ENLOUQUECER! Sim, eu estou gritando! Por que? Porque se já não bastassem livros para me deixar pobre, agora também temos os filmes. Ainda bem que série eu não pago nada pra ver (ao menos teoricamente).

Querem surtar comigo? Então antes de começar a nossa listinha parte 2 (com o especial Abril), vamos relembrar os filmes falados na parte 1: Sniper Americano | O Destino de Júpiter | Peter Pan | Jurassic Park 4 | A Escolha Perfeita 2 | Caminhos da Floresta | Divertida Mente (Os riscados são os já vistos por mim).

São muitos filmes em Abril, tipo muito mesmo, mas como eu não me interessei por todos, vou separar entre os “Quero Assistir” e “Não pretendo assistir”. Ok? Ok!

Quero Assistir

Velozes & Furiosos 7 (2 de abril)

Vingadores: Era de Ultron (23 de abril)

Necessito desse filme!! <3

Amor à Primeira Briga (2 de abril)

O Ano Mais Violento (2 de abril)

O Último Ato (2 de abril)

Um Fim de Semana em Paris (2 de abril)

Um Momento Pode Mudar Tudo (2 de abril)

 

Fiquei sabendo desse filme quando fui fazer esse post e, OMG, necessito!

Cada Um na Sua Casa (9 de abril)

Porque eu AMO desenho.

Risco Imediato (9 de abril)

Noites Brancas no Píer (9 de abril)

Sinceramente, pelo trailer, eu não tenho qualquer intenção de assistir, mas a sinopse me atraiu.

Um homem passa um ano sabático numa cidade portuária, onde todas as noites sai para uma caminhada ao longo do cais. Lá ele encontra uma moça que espera o homem da sua vida. Durante quatro noites eles discutem sobre a vida, e ele vai aos poucos se apaixonando por ela. Mas eis que surge o homem que ela ansiosamente esperava. Baseado na obra de Fiódor Dostoiévski. Estreou na Competição Principal do 67º Festival del film Locarno – Ganhou o Prêmio Boccalino d’Oro de Melhor Diretor. Exibido na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo de 2014.

Chappie (16 de abril)

Já estou apaixonada pelo robô. <3

Casa Grande (16 de abril)

Não Olhe Para Trás (16 de abril)

O Fim de uma Era / O Uivo da Gaita / O Rio nos Pertence (16 de abril)

Os três filmes são do projeto “Operação Sônia Silk”. Eu não tenho ideia de sobre o que serão os filmes e só consegui encontrar trailer de dois deles, mas ainda assim, eu fiquei interessa. Sim, isso é coisa de doido.

Pássaro Branco na Nevasca (23 de abril)

Três Corações (23 de abril)

Meu coração dói só com o trailer. Não quero nem imaginar no filme.

Noite Sem Fim (30 de abril)

Entre Abelhas (30 de abril)

Winter Sleep (30 de abril)

Quando Meus Pais Não Estão em Casa (30 de abril)

Amigos Para o que Der e Vier (30 de abril)

Cake – Uma Razão Para Viver (30 de abril)

O Cidadão do Ano (30 de abril)

Ufa! Que tanto de filme para um mês só, não acham? Eu vou ficar perdidinha. Mas fiquem atentos que amanhã vou trazer as estreias que não me interessaram, porque sou democratica e pode ser que vocês se interessem por algum dos filmes de lá. 😉

Guardem dinheiro para ir no cinema.

Beijos!

Laury

Fonte: Adoro Cinema

Filme

Filmes

Olá! Como vão?

Hoje eu fui ao cinema ver um dos filmes da minha lista de desejados de 2015. Como eu tenho listas esse ano, não é? Mas acho que isso se deve ao fato de eu não querer perder nenhum segundo desse ano. Querer aproveitar tudo. E talvez nada melhor que esse filme para comentar isso.

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O Destino de Júpiter conta a estória de Júpiter (Sério? Não diga!), mas não é o planeta. Júpiter é uma pessoa. Filha de uma mulher que gostava muito de matemática e um homem que gostava muito de estrelas. Daí o nome bem não comum. Uma tragédia fez a mãe dela mudar a vida completamente, não para muito boa devo dizer, o que faz com que já na idade adulta, Júpiter trabalhe com a mãe, a tia e um monte de primos na limpeza de casas. Elas são as nossas diaristas aqui do Brasil e limpam umas três, quatro casas por dia. Ou seja, ela acorda quatro da manha e passa o dia trabalhando.

Sua frase preferida é: eu odeio a minha vida.

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E é odiando a sua vida que tudo vira de cabeça para baixo. De uma hora para outra ela é perseguida e quase morta meio milhão de vezes. Sério, muitas vezes mesmo! E ela só não morre por causa do nosso super protetor (e muito gato) Caine. E muita ação, quase morte e voltinhas pelo espaço depois, nós descobrimos que Júpiter é a reencarnação de uma mulher super importante da realeza (realeza dos ET´s, ok?).

Tudo bem, aí você me pergunta que importância isso tem. É bem simples, nessa realidade apresentada por eles, a raça humana é uma raça bem antiga e que não nasceu na Terra. Ela veio de outro planeta e foi cultivada aqui por outros humanos. Confuso, eu sei, mas preste atenção que você vai pegar tudo. Pois bem, esses “humanos originais” são muito mais inteligentes que nós no quesito tecnologia (na minha opinião eles só tiveram mais tempo para produzi-la que nós, mas ok) e conseguiram desenvolver uma espécie de elixir da vida ou fonte da juventude. Você está ficando velho, umas ruguinhas aqui e outras ali, então é só dar uma mergulhada na “fonte” deles e pronto.

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O problema disso tudo é bem simples: vida não surge do nada. Para que eles possam ficar sempre jovens, é preciso que pessoas morram. Mais especificamente, planetas. Sabe quando você compra um lote e tudo que é produzido nele será seu? É exatamente assim, só que nesse caso as pessoas compram planetas e todas as pessoas dele, se tornam suas também. Uma vida por outra e assim as coisas caminham.

Isso tudo entendido, vamos voltar para Júpiter. A mulher de quem Júpiter é reencarnação, tinha muitos planetas e três filhos. Ela foi assassinada e em seu testamento deixou a Terra para sua reencarnação, e caso ela não surgisse, o planeta seria de seu filho mais velho. Considerando que a Terra tem muita gente (o que para eles é muito dinheiro), não é surpresa que o filho queira matar a reencarnação da mãe. E é com base nisso que nossa estória se constrói.

Destino de J

Pronto, tudo explicado para ninguém boiar na coisa toda. Vamos comentar minha opinião. Eu gostei do filme. Ele me fez rir, me deixou angustiada em algumas partes, eu sorri e dei umas suspiradas (Caine sem camisa acabou comigo, queria deixar constado aqui). No entanto, achei que ele ficou um tanto grande de mais.

A trilha sonora foi instrumental, então sem grandes comentários. Trilha sonora instrumental é aquela feita para não se ver, ou seja, se você reparar nela, alguma coisa está bem errada. Eu não reparei, então palmas para o povo.

Mas o grande ponto do filme para mim foram as sacadas geniais. As sacadas que deram título a esse post.

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Distopias são criadas tendo em vista o futuro e há sempre aquela coisa, aquele ponto que fez tudo se tornar o que se tornou. Há sempre uma guerra ou uma crise. Terceira guerra mundial, a luta por petróleo e o mais atual de todos, a luta por recursos naturais. Mas nesse filme, não foi nada disso o causador da discórdia. O que fez todos lutarem e morrerem foi o tempo. E na fala de uma das personagens, “quando se tem o universo a seu dispor, tudo o que se busca é um pouco mais de tempo”.

Isso me fez pensar o quanto tudo isso não é verdade. Se pararmos para pensar, passamos boa parte da vida lutando por aquilo que não temos, seja dinheiro, sucesso ou qualquer outra coisa, aí chegamos na “maturidade”, algumas vezes conseguindo o que tanto queríamos, outras não. Mas o que sempre vemos as pessoas desejando no final não é mais dinheiro, é apenas tempo. Desejando ter aproveitado mais a vida.

E as pessoas doentes e a beira da morte parecem entender isso mais do que ninguém, porque elas também só desejam tempo e são capazes de tudo para consegui-lo. É nesses momentos que as pessoas param a busca pelo sucesso e vão em busca da felicidade, aquela que eles nunca tiveram tempo de procurar.

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Depois do tempo, o filme também nos mostra o consumismo. Toda a briga pela Terra tem em vista o quanto de tempo as pessoas aqui podem oferecer as pessoas lá. Mas é muita vida para apenas uma família, certo? Pois então, essa vida, esse tempo, é vendido por eles. E isso é como um vício, a eterna busca pela juventude e pelo tempo. Mas o mais impressionante era que as pessoas queriam comprar tempo, fariam qualquer coisas por mais tempo, mas eu simplesmente não as via aproveitando esse tempo. Assim em “O preço do amanhã”, as pessoas com mais tempo viviam apenas no luxo. Perdendo-se em cada vez mais riquezas, mas ao menos tempo nada memorável.

O prazer delas vinha de comprar e ficar para sempre jovens.

O quão isso não soa familiar? O quão ET´s nós não somos? Ou o quão humanos não são esses ET’s?

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Achei essas observações tão maravilhosas, que mesmo com alguns defeitos, o filme valeu à pena.

Além dessas observações, houve também o amor. Como eu amo romance! *-* Não tem jeito, me acabo mesmo. Tivemos um “cão” afastado de sua matilha que encontrou em outra pessoa a sua noção de “família”, que o fez quebrar sua armadura e se arriscar e mudar. E uma garota que além de ter sido criada para acreditar que o amor apenas trazia coisas ruins, também tinha essa confirmação todas as vezes que se apaixonava pelo cara errado, mas que por um momento teve a chance de ser guiada para o lado certo. Mesmo que o certo precisasse ser consertado antes de ser certo.

Beijo Destino Jupiter

E por ultimo, mas não menos importante, temos a vida. O título inicial trazia “morte” ao invés de vida, para eu poder comentar sobre as vidas tiradas, mas resolvi mudar. Mudei porque não eram apenas vidas tiradas, eram vidas tiradas para que novas vidas surgissem, ou até mesmo vidas tiradas sem propósito, mas que mudavam o curso da história. Isso é morte. Eu sei que é, mas isso no fundo também não é vida?

A morte faz parte da vida de cada um de nós. Alguém que conhecemos já morreu, perderemos alguém que amamos, algumas vezes mais de uma pessoa, tudo irá virar de cabeça para baixo e se contorcer e cada giro desse mudará o futuro. Cada curso mudado, cada vida que desejamos salvar, cada segundo que desperdiçamos e cada segundo que aproveitamos.

Tudo isso é a vida.

E é sobre tudo isso o Destino de Júpiter.

Muitas cenas de efeito especial. Muitas cenas de ação. Mais espécies do que se pode contar na mão. Tecnologia. Fantasia. Ficção cientifica. Distopia. Extraterrestres. Mas no fundo tão humana que poderia ter se passado bem aqui na Terra.

P.s.: Não sei dizer nada sobre Channing Tatum. Apenas sinto o quanto esse homem é maravilhoso (Até mesmo sendo meio cachorro. Mas como diz Júpiter, eu sempre amei um cachorro).

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P.s.2: Só para não deixar de fora, mas que eu estou com preguiça de comentar (feio, eu sei): “Você é o que é, não o que faz.”.

Bem, é isso. Já assistiram o filme? O que acharam? Pretendem ver?

Beijos!

Laury

Filme

Filmes

É, eu vi o filme. E pensei mil vezes se eu realmente deveria comentá-lo aqui. Alguns de vocês podem até pergunta: Mas e por que não? Não é literatura? Esse não é um blog literário?

Bem, é. Mas com base em alguns comentários que eu vi por aqui, ando ficando com preguiça de debater coisas “polêmicas”. Eu entendo que livros devem edificar alguém (calma, não estou falando mal de cinquenta tons de cinza ainda), entendo também que leitores devem ter uma mente ampla, aberta e menos ignorante que o resto da população. Mas a cada dia vejo que isso não é verdade. Alguns comentários recentes do blog (ofensivos, diga-se de passagem) gerados por divergência de opinião, me fizeram questionar o quanto as pessoas deixaram de ser sensatas. E é por isso que pensei um tantinho antes de escrever isso aqui. Mas vou escrever. Xinguem se quiserem.

A opinião é minha. O blog é meu. Se eu não puder falar minha opinião aqui, estamos enrolados, não é verdade?

Pois bem. Eu não li Cinquenta Tons de Cinza. Comecei, mas não consegui terminar. Sei toda a estória porque amigas me contaram e assisti o filme, porque precisava falar mal com propriedade e porque queria ver todos os detalhes da “estória de amor”. E sério, não sei se saí do cinema mais preocupada ou indignada.

Atores bonitos ou bonitinhos. Trilha sonora diva. Fotografia muito bem pensada. Mas se não conseguissem isso depois de tanto dinheiro usado a coisa ia ficar meio difícil, não é? Mas ok, lá foi todo aquele pessoal tentar trazer pras telonas a “estória de amor” que fez tanto sucesso entre as mulheres.

Eles melhoraram a nossa personagem principal. Deram a ela mais fibra do que tem no livro. Um pouco mais de… confiança. Mas mesmo assim ela foi pobre. Fraca. O tipo de “exemplo feminino” que as maiores mulheres da história iriam se revirar no túmulo se conhecessem. Iriam vomitar.

Aí vem aquela corrente de “Ah, você não sabe o que você está falando. Você não sabe que existe uma coisa chamada BDSM?”. Sei sim. E você, você sabe? Ou todo o seu conhecimento sobre o assunto veio de Cinquenta Tons de Cinza? Porque se seu conhecimento veio daí, acho melhor nem começarmos uma discussão, certo?

O fato é: Cinquenta Tons de Cinza não é um relacionamento que tem BDSM como escolha do casal para obter prazer. Cinquenta Tons de Cinza não tem relacionamento. É esse o problema.

Eu me revirei vendo a mulher ser amarrada, me revirei vendo ela gostar daquilo e me revirei vendo ela ser submissa de bom grado. Me reviraria da mesma forma se fosse um relacionamento BDSM, porque minha personalidade não deixaria eu ver isso sem me incomodar. Submissão é uma coisa que me incomoda profundamente, em qualquer âmbito e é isso. Mas não é isso que me tira do sério no filme.

Não. O que me embrulha o estomago é o que há no além sexo. Ou melhor dizendo, o que não há. O cara não é um Dominador na cama. Não, o cara é um dominador e um estúpido na vida. Ele é manipulador. Todas as atitudes ditas “românticas” são feitas com o único propósito de convencê-la a fazer o que ele quer.

A submissão não se limita a cama, se estende para a vida. Ele manda nela. Ele quer transformá-la em um bichinho bem treinado. Que faz o que ele quer. Que obedece suas ordens. Não há paixão dele por ela. Só controle e posse.

Agora me diz: Ele é tão diferente assim daqueles maridos abusivos? “Ah, mas ela concordou com tudo aquilo”. Sim, certo. E mulher não faz loucura nenhuma por amor, não é mesmo? É tão evidente que a Ana faz tudo aquilo por medo de perdê-lo.

Eu não acredito que uma mulher frágil, com uma auto-estima menos mil e tão ingênua como ela tenha qualquer capacidade para consentir qualquer coisa e realmente entender. Tanto é que a abençoada só realmente entende o que estava acontecendo quando apanha pra valer.

Tudo bem. Já me incomodei e já embrulhei meu estomago. Agora, você sabe o que me faz querer pedir um saquinho e vomitar? Todas aquelas mulheres que leram o livro ou viram o filme e suspiraram de prazer e amor.

Eu fico me perguntando se todos esses anos de luta por igualdade feminina foram para nada. Se todas as mulheres que sofreram e foram crucificados no passado, sofreram para nada. Quer ser submissa na cama? Vai lá amiga, seja feliz. Mas querer ser submissa na sua existência? Aí já passa do meu nível de entendimento.

Ver que Cinquenta Tons de Cinza é o que faz as mulheres de hoje em dia suspirar, me faz vomitar. E não sei se sinto mais vergonha de ser mulher ou se sentiria mais vergonha se fosse homem.

Como mulher, sinto vergonha de imaginar que tantas mulheres acham tal nível de desrespeito um conto de fadas lindo e maravilhoso. Como homem eu sentiria vergonha de precisar ser um canalha para ganhar atenção.

Desculpe as adoradoras dessa “estória de amor”, mas vocês não têm ideia do que é amor. E chamar Cinquenta Tons de Cinza de romance é desrespeitoso. Acho que a sociedade se perdeu tanto nesse mundo moderno onde o amor é tão raro e escasso que ela começou a confundir as coisas. Sexo não é amor. Amor não é sexo. Por favor, entendam isso! Só porque você tem sexo, não quer dizer que você tem um relacionamento e muito menos que você tem amor, minha amiga.

Já prevendo que vou ser chamada de feminista em algum ponto desse texto, eu queria explicar uma outra coisa. Feminismo não é o contrário de machismo. Não é o que boa parte do “feminismo” atual vem pregando. Pra mim isso tudo não passa de sexismo. E eu não sou feminista e muito menos sexista. Todo mundo é igual, ninguém é melhor que ninguém. Acho que o importante é todo mundo se respeitar.

E é isso que falta em Cinquenta Tons: Respeito. As pessoas deveriam aprender a se amar e não abrir mão da sua própria individualidade e vontade para não perder alguém. Para não se sentir só. Vale aquela coisa de antes só do que mal acompanhado.

Sr. Grey não é um homem para se suspirar e sim repudiar.

É isso, quebrem o pau. Não quebrem. Se sintam felizes para comentar.

Beijos!

Laury.