Maniaca por Livros, Resenhas

[Resenha] A Hora do Vampiro (Salém) – Stephen King

Olá, pessoas! Quanto tempo!

Primeiramente, gostaria de pedir desculpas a vocês (e a dona desse blog, minha melhor amiga e pessoa com quem divido certos instintos homicidas, Laury) pelo sumiço nos últimos meses. Milhões de coisas aconteceram e tudo passou tão rápido que só agora me dou conta de que faz muito tempo desde a nossa última conversa.

E, já que estamos nessa conversa tão sincera e íntima (que adoro poder ter com vocês), confesso que li muito pouco nesse tempo. Na verdade, fazendo um balanço das leituras de 2015, digo que estou bem pouco orgulhosa. Na verdade, nada orgulhosa. Espero que o ano de 2016 (também conhecido como o último ano de faculdade e do TCC), seja melhor nesse aspecto.

Mas, existe algo bastante positivo nesse ano. 2015 entrará pra história como o ano em que me tornei, de fato, fan girl do Stephen King. E a resenha de hoje é sobre A Hora do Vampiro, segundo livro publicado pelo Rei do Horror.

Capa Salem.indd

É de conhecimento universal que Stephen King é uma máquina de escrever romances de suspense, policiais, de terror e os thrillers psicológicos. Ou tudo isso junto. Já são (bem) mais de cinquenta livros publicados em 40 países e várias adaptações para o cinema. Você, em algum momento da vida, já deve ter ouvido falar de Carrie (1974), O Iluminado (1977) e A Coisa (1986).

A escrita de King é um negócio de fora desse mundo. Linguagem simples, acessível (características muito prezadas pelo texto jornalístico, inclusive) e envolvente. Você abre o livro e nem percebe o tempo passando, tamanha a capacidade que King tem de colocar o leitor dentro da história. É praticamente impossível abandonar um dos livros antes do fim.

E isso não é diferente em A Hora do Vampiro, originalmente intitulado ‘Salem’s Lot. Foi publicado em 1975 e se passa na pequena cidade fictícia de Jerusalem’s Lot, no estado norte-americano da Nova Inglaterra. Salem’s Lot é citada em outros livros de Stephen King, reforçando a ideia de um mundo “estranho” criado pelo autor.

Jerusalem’s Lot é como qualquer outra cidade pequena do interior, com todos os seus personagens característicos. A senhora fofoqueira, o valentão, a mocinha que não se encaixa. Um grande incêndio ocorrido na cidade alguns anos antes de nossa história começar está no imaginário de todos os habitantes, principalmente no que concerne ao mistério da Casa Marsten, no topo da colina.

Apesar de o livro ser narrado em terceira pessoa, vemos a história atráves dos olhos e ao acompanhar o jovem escritor Ben Mears. Ben, que morou na cidade quando criança, volta a Salem’s Lot para escrever um romance cujo tema ele mantém em segredo, mas fica claro que ele tem demônios a serem exorcisados.

Logo depois do retorno de Ben Mears a Salem’s Lot, outros dois misteriosos personagens chegam a cidade. E tudo ao redor deles causa polêmica, desde o fato de apenas um deles ser visto, até o antiquário que estão inaugurando e principalmente o fato de terem comprado a mística Casa Marsten, inabitada há anos.

Começa aí uma série de acontecimentos estranhos, que movimentam a cidade. Desaparecimento de crianças, mortes inexplicadas, mudanças no comportamento das pessoas. E todos os indícios, por mais absurdos que possam parecer, levam a crer que tudo isso estava sendo causado por vampiros. E os indícios se tornam verdade.

Mas não esperem por vampiros brilhantes e sedutores. Aqui a parada é daquelas cheia de alho, água benta, crucifixos e luz do sol. E temo não poder me alongar mais aqui, respeitando uma política pessoal anti-spoilers.

Mas posso dizer que o desenrolar desse livro possui uma quebra de ritmo e até de expectativa. O por que disso? Temos, até a chegada do clímax, uma narrativa tranquila, até lenta, preocupada em construir o cenário e os personagens. Mas, a partir do momento em que o problema é mostrado, os acontecimentos se passam muito rapidamente e de forma muito previsível.

E essa previsibilidade é o grande ponto negativo desse livro, pois temos uma trama bem estruturada e uma conclusão abrupta, que acaba por decepcionar. E pro desespero dessa fã que vos fala, ou justamente o que vai deixa-la conformada, é uma característica dos livros do Stephen King.

Outro problema que percebi nesse livro foi a tradução. Não sei se é algo da versão brasileira ou da editora, especificamente, mas existem erros grosseiros e bobos de tradução, facilmente percebidos até por quem não leu o livro em inglês. Deve-se tomar cuidado com isso, com traduções e revisões mais acuradas, para que a interpretação do leitor não fique prejudicada por erros bobos como esses.

Mas, no geral, eu gostei do livro, apesar da tradução e apesar do seu final. Recomendo A Hora do Vampiro e também recomendo Stephen King, que não podia ter um sobrenome mais apropriado.

Até a próxima resenha!

Beijos

Bia

Leave a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *