Maniaca por Livros, Resenhas

[Resenha] Nós para sempre – Sandi Lynn

Olá, amados! Gostaram das mudanças e novidades? Agora “Laury Alves” e “Maniaca por Livros” são um só com amor em dobro e muitas novidades. Mas falemos do que interessa: nossa resenha.

Vale lembrar que essa resenha pode conter spoiler de Black para sempre e Você para sempre.

nosparasempre

Em Black para sempre nós conhecemos a historia pela visão de Elle. Em Você para sempre continuamos o percurso pela visão de Connor. Já em Nós para sempre, quem narra são os dois pombinhos loucos varridos que tanto conhecemos. Se nos outros Elle tinha dificuldades em lidar com sua doença e seu ciúme; e Connor com sua cabeça dura e dificuldade de ter ao lado uma mulher que não aceita ordem sua, nesse nós temos uma mistura de tudo e mais um pouco.

Preciso dizer que mais uma vez esse livro me surpreendeu de forma positiva. Quem acompanha as resenhas sabe que adorei o primeiro livro, mas não fui grande fã do segundo. Ou seja, eu não estava esperando lá muita coisa do “livro de fechamento”, mas o fato é que eu gostei. E gostei do livro ir além do “felizes para sempre”.

O que isso quer dizer?

Bem, a maioria dos romances tem o desenvolvimento do casal e acaba no infame casamento, onde todos são invariavelmente felizes para sempre. Balela!! Nós para sempre mostra o que vem depois do casório e a cisa não é tão bonita assim não.

Coloque duas pessoas mandonas, rabugentas e inflexíveis em uma casa, mistura bem, e o resultado será esse casamento. Elle e Connor continuam “batizando” boa parte dos cômodos da casa, mas com ex brotando igual mato, criança chorando boa parte do dia, coisas pegando fogo, pessoas adoecendo, empresas quebrando e stalkers stalkeando e amedrontando, as noites calientes deles estão mais raras e se tornaram o menor enfoque da trama. Ou seja, esse livro foi movimentadíssimo (só perdeu para a atual política brasileira).

E em meio a toda essa loucura, Connor resolveu ser o macho alfa de sempre (deixando Elle de fora), irritando (muito!) sua esposa e claro, a mim também.

Bem, como todos (a maioria, pelo menos) os problemas de casal, os problemas deles poderiam ser resolvidos com uma boa conversa. E o fato de tudo poder ser facilmente resolvido e eles não fazerem isso me irritava. Fazia com que eu quisesse ralar a cabecinha deles no asfalto. A verdade, é que nesse livro eu quis matar MUITA gente. Para vocês terem noção, os meus favoritos desse livro não são nem principais. Quem? O motorista e a irmã do Connor. É isso, eles são meus amores. Beijo. Hahaha

Deixando a raiva de lado… Gostei bastante da abordagem do livro em cima do autismo. Do modo como deixou claro que isso é apenas questão de se adaptar. Autismo não é o ‘fim do mundo’. Uma criança com autismo não é incapaz e nem impede a família dela de viver e ser feliz.

O livro mostra ainda como nos tornamos vulneráveis nesse mundo moderno. Nossa imagem está em todos os lugares, nossos dados acessíveis a quem tem um pouquinho de instrução e nossa privacidade totalmente violada. Basta uma pessoa com más intenções para nossa vida se tornar um inferno. E para que exista uma pessoa com más intenções, basta uma pessoa qualquer, afinal, o quanto realmente conhecemos as pessoas que estão ao nosso redor?

Outra coisa que foi bem legal de se ter no livro foi a relação casal e primeiro filho. Porque muito livro, filme e afins mostra o primeiro filho, o fato de ser pai e mãe como uma coisa cheia de momentos maravilhosos, mas meu bem, não é bem assim. Criança chora. E muito. Chora e você não sabe porquê. Chora fora de hora. Ela limita seus passeios e muda sua rotina. Não que ser pai e mão seja ruim (não me batam), mas com certeza não é fácil, e Elle e Connor aprendem isso muito bem. Hahaha

Ok, essa resenha saiu menor que o usual, mas a verdade é que demorei mais do que deveria para escrevê-la e aquele calor de momento acabou passando. O fato é que gostei do livro. Não é algo que você termina realizada, mas que lhe diverte. Como eu disse, o livro foi bem movimentado. Boa parte da movimentação foi bem legal e suficiente para deixar a gente louco, mas outras foram um cadinho repetitivas na minha opinião. Nada que nos faça odiar o livro ou algo do tipo (calma). Dos dois, minha favorita acabou sendo a Elle, porque por mais louca varrida que ela seja, ela está certa na maioria das discussões, afinal Connor tem uma péssima tendencia a ser machista.

Para quem não sabe, esse é o último livro da trilogia, mas temos outros livros contanto a história dos filhos deles e eu estou curiosa para ler (mesmo tendo medo de ser um pouco repetitivo). Nós para sempre não foi meu favorito da série, mas foi BEM melhor que Você para sempre. Meu favorito continua sendo Black para sempre, o livro que quebrou a tradição da história “homem rico x mulher frágil”.

Dito tudo isso, se você gosta de romances e cenas calientes, a Trilogia Forever é para você. 😉

Beijooos!

Laury

 

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