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[Resenha] Encontrando-me – Cora Carmack

Resenha 2

Então, por onde eu devo começar? Acho que devo dizer que amo a Cora, porque, cara, eu amo. Quando o livro chegou aqui em casa, mesmo eu tendo outros bilhares na frente para ler, eu parei tudo e embarquei nessa nova aventura. E preciso dizer que não me arrependi nenhum pouquinho.

Encontrando-me

Encontrando-me é o terceiro e último livro da série e, eu acho, se tornou meu preferido. No primeiro temos Bliss na faculdade, sendo a melhor amiga de Cade e Kelsey. No primeiro livro é Bliss quem encontra o amor, no segundo e Cade e no terceiro… Bem, no terceiro Kelsey encontra um pouco mais que o amor. Ela encontra a si mesma. E céus. Céus! Eu entendi demais esse livro. Identifiquei super. E dei altas gargalhadas de como, de certa forma, ele se parece com os meus livros da série O Segredo da Rainha.

Mas tudo bem, vamos situar vocês. Nesse livro nós focamos a vida de Kelsey que acabou de se formar em teatro (junto com a Bliss e o Cade) e que acabou de embarcar em uma viagem alucinada pela Europa para “se encontrar”. Sabe aquela coisa do intercambio pós-faculdade para meio que se despedir da juventude e poder entrar de cabeça na vida adulta? É meio que isso que Kelsey está fazendo, só que para ela significa um pouco mais.

A família dela é toca errada de milhares de formas diferentes e tudo que importa para eles é a imagem que passam para o mundo. Ou seja, quando Kelsey se tornar “adulta” terá que fazer parte da fachada da família e se contentar em ser aquele objeto para ser mostrado. Então, antes que sua vida seja fadada ao fracasso, ela quer ter algo para se lembrar e não enlouquecer. E esse algo é sua viagem alucinada pela Europa. E por alucinada eu quero dizer: várias cidades maravilhosas, muitos bares, muitas pessoas diferentes, muita bebida, muitos caras distintos, muito sexo e nenhuma dor emocional para fazê-la pensar.

Estava dando tudo certinho até que, em um desses bares, enquanto recebia o pior beijo da sua vida, seus olhos se encontram com os olhos de um cara que parece se divertir horrores com sua situação vexatória. Ela se irrita com isso, mas também se surpreende com o quanto aquele cara é gato. Super hiper mega gato. Meu número para ser mais exata (e o dela também, claro hahaha). Ela conversa com ele, se conhecem e tal, mas as coisas não saem muito bem como planejadas. Ou seja: nada de irem juntinhos para a caminha. Kelsey é rejeitada pela primeira vez na sua vida. E isso é frustrante e intrigante.

Mas, apesar de tudo dar errado, parece que eles tem uma grande tendência de escolher os mesmos lugares para ir e se divertir. Ou seja, vivem se esbarrando por aí. E Kelsey vive se derretendo por aí. E nós vivíamos nos derretendo com ela, porque Hunt… Que homem é aquele! É simplesmente impossível não se derreter. Só de você descobrir que ele está no mesmo ambiente que Kelsey, você já começa a sentir calor, mesmo que tudo que ele faça seja conversar com ela sem nem mesmo tocar! Preciso nem dizer que amei esse cara, né?! Ele é tipo o Cade só que menos gentil e com um passado sombrio. Ou seja, ele me lembrou de mais meu personagem Marcelo e minhas betas sabem o quanto eu amo o Marcelo. O resultado disso foi que o Hunt me enlouqueceu de todas as maneiras possível. Ele fez meu coração doer!!

Bem, eu posso falar de como esse livro é maravilhoso, posso falar de como a escrita da Cora é divina, posso falar de como essa mulher tá entrando na minha lista de autoras favoritas, posso dizer como ela é digna demais ao criar personagens masculinos e posso até comentar o quanto ela é perfeita para descrever lugares e criar cenas de sexo fora do normal e como até mesmo simples beijos e toques de pele modestos fazem com que você se transforme em um vulcão em erupção. Mas não vou falar de nada disso. Nope. Vou falar de como ela consegue escrever um romance quente (mas não erótico) que faz você fechar a última página pensando em toda a sua vida. Quero falar de como ela nos conta o significado da dor, do amor e do crescimento, de todas as formas possíveis.

Esse é um livro ao qual você não costuma dar nada (apesar de eu já dar meu coração inteiro porque conheço a autora e sei do que ela é capaz), mas que te tira do chão, chacoalha e depois de devolve ao mundo de pernas bambas.

Quem é você? O que você quer ser quando crescer?

Desde que somos crianças sempre escutamos a pergunta chave da vida “O que você quer ser quando crescer?” e acho que alguém deveria dizer para eles “Pare. Apenas pare.”. Porque sério, como cargas d’água uma criança vai saber o que quer ser quando crescer? Eu não sei o que quero ser e olha que pelo “senso comum” eu já deveria saber. Mas você já parou para pensar como isso é louco. Você, no começo da sua vida, tem que decidir o que vai fazer pelo restante dela. Tem que escolher a faculdade e acertar de primeira. Tem que começar o primeiro emprego e ser bem sucedido. Tem que conhecer o amor da sua vida e ter uma família feliz. Não pode reclamar. Não pode se arrepender. Não pode voltar atrás.

Você percebeu que somos um pequeno robozinho? Talvez por isso tantas pessoas sejam frustradas, porque elas acreditam que tem que acertar de primeira. E se não acertar… Bem, temos que aceitar e nos contentar, certo? Errado! E Cora nos mostra isso muito bem. Kelsey quer viver sua aventura para depois entrar de cabeça na sua vida de robozinho. Ela não está feliz com isso, mas ao mesmo tempo não vai lutar contra, apenas vai se contentar. Só que muita coisa acontece na vida dela e de repente ela percebe que tem outra opção. Que ela pode até ter nascido com um roteiro pronto, mas que cabe a ela segui-lo ou não. Que o mais importante é fazer o que faz você se sentir bem e feliz. Ficar onde se sente em casa.

Outra coisa desse livro é como ele faz você pensar a respeito de quem é. Kelsey faz a viagem para descobrir quem ela é, mas no final das contas, ela percebe (com certa ajuda), que ao invés de tentar descobrir quem é, ela estava apenas esquecendo e escondendo quem era. E isso faz você pensar: “Será que não somos todos assim?”. Fazemos as mesmas coisas todos os dias. Conversamos com as mesmas pessoas. Visitamos os mesmos lugares. Mas, e ai? Como isso vai lhe permitir se conhecer? Se conhecer é se arriscar. Ainda que se arriscar seja pegar um caminho diferente para ir de casa para o trabalho. Mudar a rotina. Fazer coisas diferentes. Visitar lugares que nunca visitou. Dar bom dia para um estranho e fazer uma nova amizade. Conhecer o mundo que está a nossa volta faz com que, de certa forma, nos conheçamos também.

E se conhecer, também quer dizer encarar os seus problemas, defeitos e passado. Pode ser terrível. Pode doer mais que tudo. Mas se ele não for enfrentado, você não consegue seguir em frente, pelo menos não de verdade. Porque, como Kelsey, você pode até esconder e tentar esquecer, mas em algum momento da sua vida, aquele passado vai voltar, e você vai ser obrigado a encará-lo de uma forma ou de outra.

Bem, Kelsey e Hunt nos ensinaram MUITA coisa sobre a vida e, céus, eu me apaixonei perdidamente por eles. Sofri quando o livro ganhou aquele ar de “alguma coisa está prestes a dar errado” e meu coração se quebrou em milhares de pedaços quando o coração de Kelsey fez o mesmo. Ri dos dois. Dei gargalhadas. Suspirei. E fiquei desesperada. Foi um livro de altas emoções e muitas lições. Minha única tristeza é essa série ter acabado, porque eu precisava de mais um pouquinho, nem que fosse um capítulo. Tudo que espero agora é que mais livros da Cora sejam traduzidos e lançados aqui.

SU-PER RECOMENDO! Leiam esse livro! Leiam a série toda! <3

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