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[Resenha] No mundo da Luna – Carina Rissi

Resenha 2

Olá, bonitos! Como vão?

Antes de começar essa resenha, eu gostaria de dizer que fui uma pessoa muito burra (irresponsável) e demorei dois meses para escrever isso aqui, o que para a minha memória horrorosa significa, nada mais nada menos, que vinte anos. Ou seja, sabe aqueles detalhes que eu adoro colocar? Não vai rolar. Porque eu não lembro. Pois é, palmas para a minha burrice.

No-Mundo-de-Luna

Mas vamos lá. Eu já devo ter mencionado que eu adoro a Carina Rissi, né?! Pois eu adoro, e tento estar em todos os eventos que ela faz próximo de onde eu estou ou moro. Só não fui vê-la nessa Bienal porque todos os livros já estavam autografados e a fila estava monumental. Mas ela vai vir em Goiânia, então ok. E foi na última vez que ela veio aqui que eu comprei o No mundo da Luna. Livro amorzinho de mais, mas, no entanto, toda via, Perdida continua sendo meu favorito dela.

Falemos agora do azar de Luna. Ela é jornalista e sempre quis ser A jornalista, mas o único cargo que conseguiu até agora foi como secretaria da Fatos&Furos. E nesse lugar, o chefe dela (vulgo idiota) não consegue nem acertar seu nome. Para deixar a vida dela mais legal, seu carro é uma coisa que mal anda, seu namorado a traiu e a revista onde trabalha está quase indo para o buraco, sendo sempre sabotada pela concorrência.

Visualizou o quadro medonho, né? Mas, quando uma jornalista deixa a revista para trabalhar na concorrência, eis que surge uma oportunidade: o horoscopo. Não era bem o que Luna queria, mas era alguma coisa. Assim surge a cigana Clara, que com a ajuda de um baralho magico, começa a escrever suas previsões para cada signo.

Tudo poderia ser bem simples, se não fosse o fato da cigana Clara fazer muito sucesso e acertar muita coisa. O horoscopo passa a ajudar a vender revistas e o chefe (idiota) da Luna passa a enxergá-la. Preciso nem dizer que o chefe idiota não é tão idiota assim, né?! Ele só é difícil e… ok, meio idiota as vezes. Mas ainda um amorzinho. Minto. Dante é amorzão. Gostosão. Tudo de bom com “ão”. Quando ele deixa de ser o redator chefe para ser um homem de verdade… Céus, quase morri.

Ah, e devo deixar documentado nessa resenha que eu vou ser aquelas velhas com mil gatos que nunca se casou. E isso é culpa de quem? Da Carina Rissi, claro! É como se em cada livro ela colocasse um personagem mais perfeito que o outro (se é que isso é possível) só para a gente olhar em volta e pensar “De jeito nenhum que eu vou ficar com esses carinhas que tem por aí, se existe um Dante, Ian ou Max enfurnado em algum lugar!”. A coisa é que o Dante, o Ian e o Max já tem donas e não estão por ai. Resultado? Fadada a cuidar de gatos! Hahaha

Não sei se consigo falar mais alguma coisa do enredo sem contar spoiler, então vou falar das coisas que gostei (e lembro).

O que mais amo na Carina Rissi: ela desenvolve o relacionamento. Eu amo isso. Nós vemos os personagens se apaixonando. Vemos eles lutando contra isso, vemos eles sofrendo. Nós participamos de tudo e nos sentimos parte da história deles. Gosto de como eles são perfeitos, mesmo sendo cheios de problemas e chaturas. Por mais que a Carina arruíne nosso futuro amoroso, ela também nos faz perceber que alguém pode ser perfeito mesmo sendo cheio de problemas.

Porque ó, Dante é a chatura em pessoa, mas ao mesmo tempo ele é perfeito! E eu queria destacar aqui duas coisas que achei magavilhosas no Dante e que me fizeram falar “Meu Deus, me dá esse cara, por favor!”. A primeira coisa foi quando Luna suspeitou que estava gravida e entrou em desespero. Afinal, ela tinha ido para a cama com o Dante por causa de uma eventualidade (uma eventualidade muito engraçada, diga-se de passagem) e eles ainda estavam se odiando mortalmente. Ela estava morrendo de medo de falar isso para ele e tudo mais, mas Dante foi tão, tão amorzinho! Não no sentido “Vamos ficar juntos e ser felizes”. Não! Foi mais no sentido “Eu não te amo, mas isso também é minha responsabilidade”. E desculpa ai, mas é mais fácil um cara falar “eu te amo” por falar, do que assumir uma criança que ele nunca quis. E Dante ganhou mil pontos comigo por causa disso.

Outro ponto que Dante merece é por sua filosofia “Se nós estamos brigando, vamos brigar até o fim e vamos resolver isso. Ninguém vai embora com raiva do outro.”. E eu tenho uma filosofia semelhante. E fiquei toda feliz de saber que alguém pensa como eu. Porque também acho que, se estamos brigando, vamos brigar de verdade. Todo mundo fala o que pensa, grita, chora, esperneia, mas fala tudo. E se der para resolver, resolve na hora. Se não der, bola pra frente. Sempre acreditei que essa coisa de sair com raiva e ficar remoendo a raiva é a pior coisa do mundo.

Deu para perceber que amei o Dante, né? Pois é, eu amei ele. Adorei também a Luna, mesmo que as vezes eu quisesse bater nela, porque ela tinha um complexo de inferioridade que ficava bem guardadinho, mas que quando não precisava aparecer, aparecia com vontade e arruinava tudo. Sua falta de fé em si mesma causou tanto problema, mas tanto problema!

Fiquei apaixonada pela família cigana da Luna e senti um pouco de saudades de O Pássaro da Samanta Holtz. Adorei também sua melhor amiga (que nem com magia pesada eu sou capaz de lembrar o nome).

Adorei também a irmã do Dante e seu marido. Deles eu lembro o nome, mas não vou falar o nome para guardar a surpresa (já que tirei uma surpresa de vocês nessa resenha). E sério, acho que eles mereciam um livro. Eles são tão amorzinho! Eu fiquei encantada de mais com a relação louca deles. <3

Bem, considerando que eu não lembro de mais nada para ser dito, tudo que tenho a acrescentar é: A-DO-REI! Carina Rissi me fazendo amá-la cada vez mais. Leiam e queiram roubar o Dante com sua tatuagem de asas de anjo (assim como eu).

E ai, o que vocês já leram dela? Gostaram?

Beijos!

Laury

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