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[Resenha] Soldier: Leal até o fim – Sam Angus

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Bom, essa resenha vai ser um pouco diferente. Vou falar sim do livro Soldier – Leal até o fim, da editora Novo Conceito, mas vou falar sobre os cães e sua atuação na guerra.

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A historia começa falando sobre Stanley, um garoto de quatorze anos que está passando por momentos difíceis na Primeira Guerra Mundial.  Stanley é o caçula, seu irmão Tom está na guerra e seu pai é um treinador e adestrador de cachorros de raça pura.

Soldier é um filhote da cachorra premiada de Da, o pai de Stanley, que é um homem muito rígido. Acredito que a guerra aumentou isso nele. Ter um filho seu na guerra e ter a sensação de que a qualquer minuto ele pode falecer… Deve ser perturbado! Ainda mais para o patriarca da família. Pois bem, Stanley está passando por toda essa situação, vendo não só sua família, mas todos a sua volta sendo afetados com a guerra, pais, irmãos, amigos, professores e animais doados para ajudar na guerra como cães e cavalos. Por um motivo que afeta emocionalmente Stanley, ele vai para guerra, e começa a ser treinado como soldado para depois se tornar um adestrador de cães na guerra.

E eu vou parar por aqui, porque eu quero que vocês leiam e se emocionem como eu (e chorem). Mas além disso, é uma história (real!), é um livro que você sabe que aconteceu e que dá um aperto no coração.

* Diagramação do livro:

Eu achei muito lindo a diagramação do livro.

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* Notas da autora:

No final do livro tem notas da autora falando sobre a batalha de Villers-Bretonneux e o serviço britânico de cães mensageiros contando sobre a participação do coronel Edwin Hautenville Richardson.

* Cães mensageiros: 

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Antes do advento das telecomunicações, os cães eram muito usados como mensageiros. Receber com antecedência as últimas notícias dos destacamentos ou se comunicar com outros pontos fixos na linha de frente é, de fato, absolutamente essencial para realizar ou alterar os planos de ataque e de defesa em uma guerra.

Stubby (1916 – 4 de abril de 1926) foi o cão de guerra mais condecorado da Primeira Guerra Mundial e o único cão a ser promovido a sargento através do combate. O primeiro cão de guerra dos Estados Unidos, Stubby serviu por 18 meses e participou de 17 batalhas na Frente Ocidental. Ele salvou seu regimento de ataques surpresa com gás mostarda, encontrou e confortou os feridos, e até mesmo uma vez pegou um espião alemão pelas calças, o segurando lá até que os soldados americanos os encontraram. De volta para casa suas façanhas foram notícia de primeira página de todos os grandes jornais.

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Treo, um cachorro da raça labrador, recebeu a mais alta condecoração concedida a animais no Reino Unido por sua atuação na guerra do Afeganistão. Agora aposentado, serviu como farejador no Exército britânico no Afeganistão, onde por duas vezes encontrou bombas escondidas na província de Helmand.

“Todo mundo diz que ele é somente um cão que faz serviço militar. Sim, ele é, mas ele também é um grande amigo meu. Nós cuidamos um do outro”, disse o militar.

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O livro Soldier é um grande aprendizado contando um linda historia real, emocionante, cativante, que eu, com certeza, indico para vocês. A editora Novo Conceito fez um lindo trabalho ao publicar e editar esse livro lindo.

E vocês já leram?

Comente, e me diga sua opinião.

Beijos

Ceci

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