Resenhas

[Resenha] O Beijo de Chocolate: Uma história de magia, rivalidade e paixão – Laura Florand

Resenha 2

Aqui em Goiânia anda fazendo um calor dos infernos nesses últimos dias e se na sua cidade também estiver quente assim, eu recomendo que você espere o inverno para começar esse livro, porque uma coisa eu posso lhe garantir: você vai suar!

o-beijo-de-chocolate

O beijo de chocolate é o segundo da coleção (o primeiro é Melhor que chocolate), mas não se engane achando que são livros consecutivos, porque não são. O que os liga é o chocolate, paris e o amor. No primeiro tivemos Cade Corey que estava querendo expandir os negócios e o (maravilhoso) do Sylvain que não estava nem um pouco afim de ajuda-la. Eu adorei o primeiro livro e por isso quis logo o segundo.

Preciso dizer que dona Laura continua excepcional como sempre. E que esse livro, céus, ele soube ser quente. Bem quente. Muito quente. Mas não, ele não é hot! Não é aquele tradicional sexo com uma pseudo-estória por trás. Nope! Temos um enredo principal todo rico, detalhado e maravilhoso, onde o sexo é apenas uma consequência. O que, na minha opinião, torna o livro perfeito, equilibrado e muito mais quente que aqueles livros que só tem sexo e nada mais. Fora que tem chocolate! Existe uma combinação mais quente que sexo e chocolate? Duvido muito!

Mas chega de preliminares e falemos um pouco mais do enredo em si.

Em O Beijo de Chocolate conhecemos Magalie, que trabalha com suas tias na casa de chá La Maison des Sorcières. Ela ama o que faz e acredita que finalmente encontrou o seu lugar no mundo. O lugar é dito mágico e Magalie é a responsável pelo chocolate quente repleto de desejos bons para as pessoas.

Tudo vai muito certo, até que Lyonnais resolve aparecer por lá. Lyonnais tem o mesmo nível de presunção de Sylvain (se não um pouco mais) e se diz especialista em doces. E ele resolve abrir sua nova loja onde? Na mesma rua que a loja de Magalie e suas tias, próximo o suficiente para leva-las a falência, já que o nome Lyonnais faz qualquer pessoa enlouquecer. Já deu pra perceber que a relação dos dois não começará nada bem, não é mesmo? E de fato não começa.

Coloque duas pessoas orgulhosas em uma mesma sala e o que você terá será uma explosão. Quando Magalie e Lyonnais se encontram, você pode esperar de tudo! E quando as coisas são levadas para a questão da honra… Jesus amado! Nós enlouquecemos em cada página, porque os dois soltam faíscas juntos e nós ficamos torcendo para eles usarem essas faíscas de maneira produtiva, só que, claro, eles não usam. E você fica frustrada e quer bater neles, mas ainda não perde as esperanças. Então você torce e se desespera e morre de calor e outras coisas mais e então eles resolvem atender a nosso caloroso pedido. Mas então estragam tudo e continuam estragando até você desejar esfolar a cara deles no asfalto!

Se eu achava Cade orgulhosa era porque ainda não tinha conhecido Magalie, porque ó, que pessoa teimosa! Mas tudo bem, juro que consigo lidar. Mas só porque o livro é lindinho de mais. E juro pra vocês que não sei de qual eu gostei mais, se foi do primeiro livro ou do segundo. Os dois são divos! E o melhor: os personagens do primeiro livro dão uma palhinha nesse segundo. Afinal, eles estão na mesma cidade e mexem com a mesma coisa: chocolate. E eu consegui amar ainda mais os personagens do primeiro livro nesse segundo. São lindinhos! <3

Disse tudo? Deixei eu pensar…

Ah! Quase que eu me esqueço! Eu AMEI as tias da Magalie!!!! Muitos pontos de exclamação porque elas merecem. E vocês não vão acreditar: elas são lesbicas. Vulgo, uma é tia da Magalie e a outra é esposa dela. E elas são tão divosas juntas e separadas. E cara, uma delas ganhou um prédio ENOOOORME da ex-amante. Agora você pensa o tanto que essa mulher não é divosa! Mas claro que, para compensar uma tia maravilhosa, a mãe de Magalie tinha que ser um tanto quanto desprezível.

Em palavras claras: eu ODIEI aquela mulher. A estória de amor dela é toda bonita e tal, se não fosse a parte de que ela tinha uma filha e não pensava nenhum pouco nela. A mãe de Magalie vivia mudando para ficar com o marido e isso fazia com que a filha as vezes não passasse nem mesmo um ano inteiro em um país. O resultado disso? Magalie cresceu super insegura e frágil em vários aspectos. Ela acreditava que não pertencia a lugar nenhum e que era esquecível. Uma bobagem completa!

Mas você pode falar “Nossa, Laury, mas vai ver a mãe dela nem percebia que ela estava fazendo isso.”. Pois deixa eu te dizer uma coisa: ela percebia sim! Ficava bem claro que a mãe de Magalie gostava de mantê-la presa psicologicamente a ela, e o cúmulo do absurdo para mim foi quando ela falou que ninguém era insubstituível e que Magalie poderia muito bem ser esquecida.

Que tipo de mãe diz isso para filha? E desculpa, coleguinha, mas as pessoas são insubstituíveis. Ninguém é igual ninguém. E como a raposa do Pequeno Principe disse muito bem, as coisas se tornam únicas pelo tempo que gastamos com elas. E nenhum tempo, experiência ou sentimento é igual, o que faz com que nenhuma pessoa seja igual ou simplesmente substituível por outra semelhante.

Mas ok, a mãe da Magalie é uma megera. Deixemos ela de lado. Tudo que importa é que eu adorei o livro, adorei Magalie com sua teimosia e seu estilo. Fiquei apaixonada por Lyonnais com toda a sua arrogância fingida e desejos enormes. E estou contando nos dedinhos o prazo para o terceiro livro da coleção. Viva o chocolate! Viva Paris!

Beijos!

Laury

Leave a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *