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[Resenha] Quando Saturno voltar – Laura Conrado

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Laura Conrado é a autora das personagens em crise existencial e é por isso que eu adoro ela, porque uma hora ou outra na nossa vida, nós entramos em crise e é ótimo ter uma personagem com quem nos identificar. E eu me identifiquei horrores com as crises da Déborah. Para falar a verdade, eu estava esperando para ver como ela resolveria sua crise para ter umas ideias de como resolver a minha. Hahaha

Mas vamos falar um pouco mais de Quando Saturno voltar.

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Nossa personagem em crise é a Déborah, formada em jornalismo e apaixonada por futebol. Trabalha como assessora de imprensa de um time da segunda divisão e tem um relacionamento sério com um médico há alguns anos. Parece bem legal, né? Só que o problema começa no fato dela não ser valorizada no seu trabalho (ela é praticamente escravizada), do namorado dela ser meio devagar (leia-se um pamonha completo e sem sal e sem vida), e ela ter vinte e nove anos e ainda viver com os pais e… bem, não sentir nenhum tesão pela sua vida. Sabe adrenalina zero? Então.

Só que Déborah não se importa com nada disso, ela já se acostumou com tudo assim, ou seja, ela está acomodada. Mas eis que chega o retorno de Saturno. Você sabe o que é o retorno de Saturno? Eu não tinha a menor ideia.

De acordo com a astrologia, quando completamos 29 anos, Saturno volta para onde estava no momento em que nascemos e provoca uma série de mudanças.

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Ou seja, nossa vida vira de cabeça para baixo! Tudo começa após uma viagem que é obrigada a prolongar por causa do seu chefe sem noção (daqueles que acham que porque lhe paga um salário, passa a ser seu dono) e depois por causa de um cara para lá de gato que viaja ao seu lado de volta para casa e com quem logo depois divide o taxi. Sabe aquelas pessoas que você bate o olho e suspira involuntariamente?

Agora, se você realmente ama seu namorado, você suspiraria e derreteria por uma pessoa que mal conhece? Isso começa a passar pela cabeça de Déborah e ela começa a comparar o seu relacionamento com o novo elemento de sua vida. Com quem ela se sentia mais confortável? Com quem ela gostaria de estar? Quem ela conhecia melhor? Quem realmente fazia seu coração bater?

Escolher a pessoa de quem realmente gosta, às vezes pode ser fácil, outras vezes um tanto quanto complicada, mas a verdade é que escolher nos faz pensar. Não só nos nossos relacionamentos, mas também em nossa vida em geral. É um efeito domino. Quando você derruba uma pedrinha, quando você tira o comodismo de uma parte da sua vida, você derruba as peças de todo o resto. E então, sua vida que parecia bem ok, se torna insuportável, força você a buscar o que realmente quer.

E é disso que Quando Saturno voltar fala, da importância de não se deixar acomodar, de buscar o que realmente lhe faz feliz ao invés de confortável e acima de tudo: se amar. Amar a você mesmo, gostar da imagem que vê no espelho… Isso é a coisa mais importante da vida! Amar a si próprio faz com que não aceitemos certas situações, faz com que busquemos sempre o melhor que pode se ter.

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Laura Conrado nos ensina que mudar nunca é fácil e dá um medo enorme que às vezes pode ser paralisante e nos impedir de seguir em frente com todos os planos. Mas medo é normal. Nunca podemos deixar que ele nos impeça de ser feliz! E sabem o que dizem: Se não nos causar medo, não é real (ou algo assim hahaha).

Ok, eu não sei se a frase é realmente essa, mas o importante é a essência, aquela coisa de que a vida é para ser vivida e que se acomodar, sentar e se sentir confortável com o que tem, mesmo que não seja bom, não é realmente viver. E a vida é curta para ficar adiando o momento de realmente viver.

Eu adorei a Déborah, e quando eu não estava querendo bater nela, eu estava sofrendo com seus dramas tão parecidos com os meus (triste, eu sei). O Henrique (Ui! Lindo!) me fez amá-lo, mas então me fez odiá-lo, me fez querer bater na cara dele e quebrar todos os ossos, me deixou com um ódio enorme. Fora o senso de noção dele. Céus, pensa em um timing PÉ-SSI-MO! Parecidíssimo com alguém que eu conheço (e com mais da metade da população masculina).

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Mas o importante é que aprendemos que a vida é cheia de péssimos timings (alguma vezes em maior quantidade do que os bons), que surtar por causa deles não resolve o problema, que devemos apenas respirar fundo, deixar a vida rolar e fazer tudo que está ao nosso alcance. Devemos amar a nós mesmos e lutar pelos nossos sonhos, que aquilo que está fora do nosso alcance, se realmente estiver destinado a ser nosso, um dia voltará no timing certo.

Saturno só volta nos nossos vinte e nove, mas podemos fazer acontecer antes disso, não? Então vamos fazer acontecer. Vá com medo, mas vá. Viva a sua vida da melhor forma possível. Ame a si mesmo. Não se arrependa de não ter feito algo. E leiam Quando Saturno voltar para dar uma ajudada nas crises, em como resolvê-las.

Beijos!

Laury

P.S.: Eu simplesmente AMEI o kit que recebi da Globo Livros. <3

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