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[Resenha] Como Ser Mulher – Caitlin Moran

Resenha 2

Olá, meus amores! Como vão?

Já estamos em Agosto! O segundo semestre de 2015 já começou e eu não posso acreditar em como o tempo tá passando rápido esse ano. Logo estaremos comemorando o Natal e dando as boas-vindas a 2016, um ano com eleições, Olimpíadas e o temível TCC. Só digo uma coisa: se não multarem a vida por excesso de velocidade, tem algo muito errado com essa fiscalização! (Risos).

Mas, indignações e multas a parte, tenho uma resenha de um livro incrível pra vocês hoje!

O livro que estou resenhando agora despertou muito a minha curiosidade e me perturbou muito até que eu começasse a lê-lo e, depois, até que eu o terminasse. Estou falando do livro Como Ser Mulher – Um Divertido Manifesto Feminista, da jornalista britânica Caitlin Moran e publicado no Brasil pela Editora Companhia das Letras.

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Antes de começar, preciso dizer algo. Eu, Beatriz, sou feminista. Me considero ainda uma feminista em formação, já que cada mulher tem o seu feminismo e eu ainda estou encontrando o meu.  Acredito que a igualdade entre gêneros é, além de possível, necessária, e quero fazer minha parte para alcançá-la.

Como Ser Mulher não é um livro, digamos, doutrinador do Feminismo. Ele trata essencialmente da experiência de Caitlin. Como foi e é para ela ser mulher. Mesmo que ela discuta várias das bandeiras principais do feminismo, não é um livro teórico. Longe disso. Caitlin critica o cárater academicista que o Feminismo ganhou e defende que ele deve ser discutido em todos os ambientes, cada vez com mais frequência.

Sei que muita gente tem medo desse tipo de leitura, por medo que ela seja do tipo doutrinadora ou até mesmo extremista. Não há nada a temer aqui, meus caros. Nesse sentido, Como Ser Mulher não representa perigo nenhum. Mas desde já aviso: ele vai te arrancar muitas risadas!

O livro narra toda a história de Caitlin até aqui, aos seus 35 anos de idade. Vinda de família grande, de classe média e com pais hippies, Caitlin teve uma infância e adolescencia conturbadas e desde cedo teve que aprender a se virar sozinha, aprendendo coisas normais de menina sozinha. Vai pra Londres, se torna jornalista, toma altos porres, se casa e é mãe de duas meninas.

Os trechos que narram os principais ritos de passagem femininos – primeira menstruação, surgimento dos seis e pelos, descobrimento da sexualidade – são muito interessantes e engraçados. É praticamente impossível, pra quem é mulher, não se identificar com o que Caitlin narra e não ter a sensação de “meu Deus, pensei que era só comigo!”.

Dois capítulos, em especial, merecem ser destacados pela importância do que é discutido. De uma maneira divertida e muito leve, Caitlin conseguiu abordar os temas do aborto e do por que ter filhos com muita delicadeza e verdade, quebrando tabus. E a voz que quebra – ou pelo menos, tenta quebrar – esses tabus vem de alguém que passou por ambas as experiências. As afirmações de Caitlin vem de experiência própria, e não de arautos academicistas ou do senso comum.

Apesar de ter adorado o livro e de estar ansiosa para ler o outro livro da autora (Do que uma Garota é Feita, Companhia das Letras), existem algumas falhas. O relato de Caitlin é o de uma mulher heterossexual, branca, cisgênero e de classe média. Sem querer e, acredito que sem maldade, Caitlin acaba por criar alguns estereótipos femininos, principalmente no que toca ao consumismo. Eu a perdoo por isso, pois sei que não criar estereótipos é algo muito difícil, mas não impossível.

Mesmo que esse não seja um assunto de seu interesse, recomendo fortemente esse livro. Além de boas reflexões, ele te dará também boas risadas, o que não faz mal a ninguém!

Espero que tenham gostado dessa resenha! Até a próxima!

Beijos de Luz

Bia

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