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[Resenha] A Música do Silêncio – Patrick Rothfuss

Resenha

Olá, meus amores mais amores de todos os amores do mundo! Como vão?

E ai, todos já surtando nesse final de semestre? Eu estou. Completamente surtada. Aparentemente existem mais coisas para serem feitas do que tempo para executá-las e a conta não fecha desse jeito, universo!

Mas, não estou aqui para falar de surtos e sim de coisas boas. De uma coisa linda. De uma das coisas (livros) que eu mais amo na vida. De que livro você está falando, Bia? Eu estou falando de A Música do Silêncio, do incrível Patrick Rothfuss.

A musica do silencio

A Música do Silêncio, em inglês The Slow Regard of Silent Things, é um spin-off da Trilogia Crônica do Matador de Rei, que conta com dois livros publicados até agora: O Nome do Vento e O Temor do Sábio. A trilogia narra a história de Kvothe, que é um homem envolto por tantos mistérios e aventuras que se tornaram verdadeiras lendas.

É difícil falar de Kvothe. Eu precisaria de umas quinze resenhas para tentar fazer isso e ainda sim não conseguiria falar com certeza. O próprio Kvothe, contando sua história, nos deixa com aquela sensação de “meu Deus, isso não pode ser verdade”. Ele quer ser lenda e se constrói como uma.

Espero que The Doors of Stone, livro que vai concluir a trilogia, nos explique melhor quem é Kvothe, o Sem Sangue. Infelizmente, não temos previsão de lançamento desse livro nos Estados Unidos, quem dirá no Brasil. E aqui vai meu apelo: Pat, lança logo esse livro pelo amor de Deus!

Porém, A Música do Silêncio não fala de Kvothe. O spin-off vai nos contar seis dias da vida de Auri, uma personagem da trilogia ainda mais misteriosa do que o protagonista. Auri é minha personagem preferida da trilogia e não existe explicação para isso além de: ela é maravilhosa e eu me identifico para caramba com ela.

Auri é muito querida pelo autor da série também. Patrick já declarou isso em diversas entrevistas, no prefácio e na nota final do livro, quando ficamos sabendo que aquela história nasceu para ser um conto que faria parte de uma coletânea, mas que foi crescendo a medida que escrevia.

Patrick pensou em não publicar esse livro, por que duvidava que ele fosse entendido. As páginas transbordam a sensibilidade de Auri, e ele avisa no prefácio que aquilo não é pra qualquer um e que ele não esclareceria nada sobre a personagem, mas que era um livro para quem quisesse conhecê-la e conhecer um “pouco mais sobre os meandros de seu mundo”.

Auri é uma garota sem passado. Nada sobre a história dela é contado nos primeiros dois livros da série e (SPOILER ALERT) muito menos no spin-off dela. O que sabemos é que ela mora nos Subterraneos da Universidade, é jovem, pálida e tem cabelos claros como a luz da lua.

Sempre que imaginamos que algo sobre ela vai ser esclarecido, Auri foge. Ela é arisca e bastante desconfiada. Até esse nome, Auri, é dado por Kvothe, que levou muito tempo até ganhar a confiança dela. O que os fãs da série imaginam é que Auri seja uma ex-aluna da Universidade que enlouqueceu.

Esses seis dias da vida de Auri contados em A Música do Silêncio são repletos de expectativa e preparativos, já que ela sente, fundo no seu coração, que será visitada no sexto dia por Kvothe e sua música. Entendam bem, ela não arruma a casa para espera-lo. Ela prepara a si mesma para a chegada dele.

E essa espera nos deixa com aquela ideia e com uma forte sensação de que Auri nutre sentimentos muito especiais por Kvothe, se é que vocês me entendem. É como se a vida dela girasse em torno da vontade de vê-lo e de ouvir sua música. Como se nada além disso importasse.

Isso fica bem claro numa das últimas páginas do livro, quando diz:

E então… Auri sorriu. Não por ela. Não. Nunca por ela. Ela devia permanecer pequena e guardada, bem escondida do mundo.

Mas por ele era outra coisa, toda diferente. Por ele Auri traria à baila todo o seu desejo. Invocaria toda a sua argúcia e sua arte. E depois criaria um nome para ele.

Rodopiou três vezes. Farejou o ar. Sorriu. À sua volta, por toda parte, tudo estava perfeitamente correto. Ela sabia exatamente onde estava. Estava exatamente onde devia estar.

Sobre a edição: a Editora Arqueiro está de parabéns porque a capa brasileira é de longe a mais bonita do mundo. E o livro é todo bonito, por dentro e por fora. Falei que ele é ilustrado? Não? Ele é lindamente ilustrado!

Enfim, esse é um dos meus livros preferidos porque eu entendo a Auri. E entendo o que Patrick diz quando nos avisa que esse não é um livro para qualquer um. Diferente dos outros livros da série, ele não traz aventuras, e sim, uma viagem a mente de Auri, com toda a sua sensibilidade e magia própria.

Recomendo fortemente a leitura de A Música do Silêncio, mas claro, depois de O Nome do Vento e o Temor do Sábio. Esses livros são fantásticos desde a primeira até a última página. Eles têm tudo: aventura, romance, magia, mistério, vingança e são incrivelmente bem escritos. Leiam. Apenas isso: leiam. Venham conhecer o Mundo dos Quatro Cantos e espero que encontrem a Auri por lá.

Espero que tenham gostado dessa resenha.

Beijos de luz! ^^

Bia

2 Comments

  1. victorpaladine

    Hum..
    Estava interessado em começar a ler a trilogia do matador de reis..
    Tenho q decidir logo o que vou ler essa semana kkk
    Mas tenho q dizer.. livros ilustrados não me agradam muito.. porem sempre tem aquele que pode mudar seu conceito. .
    vai saber..

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