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[Resenha] O Livro Amarelo do Terminal – Vanessa Barbara

Resenha

Hello, everyone! Como vão nesse começo-quase-meio de abril? Como o ano tá passando rápido, né?! Com o tempo passando ligeiro desse jeito não vou conseguir cumprir nem metade das minhas metas literárias (nem das outras, pra ser sincera). Mas isso, nossas metas e o tempo que não-para-de-correr-e-que-não-espera-ninguém é assunto pra outro post!

Enfim, hoje eu estou aqui pra falar sobre o que é, sem menor sombra de dúvida, o melhor livro lido até agora em 2015. Lhes apresento o incrível, maravilhoso, cheiroso e magnífico Livro Amarelo do Terminal!

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Como eu já falei aqui e que, aparentemente, não me canso de repetir, sou estudante do quinto período de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás. E, nesse semestre, estou cursando a disciplina de Jornalismo Literário (de longe minha preferida e pela qual eu mais ansiei desde o início do curso). É comum que as pessoas confundam Jornalismo Literário com Jornalismo sobre Literatura. O Jornalismo que faz críticas e escreve sobre livros é o chamado Jornalismo Cultural, que abrange outras artes também.

Já o Jornalismo Literário é aquele onde o seu autor empresta características da Literatura para construção de seu texto, saindo do puramente informativo e entrando no belo mundo da literatura, onde existem mais recursos estilísticos e de escrita . Assim, o jornalista pode se permitir o uso de metáforas, comparações, ironias, descrições menos generalizadas e mais passionais, digamos assim. Aqui é permitido ao jornalista imprimir voz autoral ao texto e escrevê-lo com o seu estilo, seja ele mais descritivo, mais sarcástico, mais romântico, etc. Mas sempre, sempre, tratando da verdade e de fatos reais.

Ou seja, não tem como não amar! Ainda mais essa pessoa que vos fala, apaixonada por Jornalismo e por Literatura.

Enfim, voltando à disciplina. Como uma das leituras obrigatórias, a minha querida professora e futura orientadora de TCC, Angelita, nos passou O Livro Amarelo do Terminal. A proposta era que os alunos lessem o livro que iriamos discutir em sala em forma de seminário. Sobre o livro ela nos disse que era “um livro simples que traz todas as características de um livro reportagem bem construído e bem apurado”. Comprei o livro, já esperando por uma leitura não muito empolgante e tive a mais grata surpresa.

Só não digo que o li em “uma sentada” porque fui obrigada a fazer algumas paradas. É uma leitura leve, divertida e que emociona em muitos pontos. No livro, Vanessa Barbara, que o escreveu como trabalho de conclusão de curso quando se formava em Jornalismo (sim, esse livro maravilhoso é uma monografia), faz vários perfis afim de fazer um grande perfil. Através de documentos de jornais e de relatos de pessoas que trabalhavam no local, viajantes e pessoas que esperavam, ela nos mostra o grandioso Terminal Rodoviário do Tietê, em São Paulo, o maior do Brasil.

Com o decorrer da história, vamos conhecendo o Terminal, como se o livro fosse um guia. A ordem dos capítulos foi organizada como se estivéssemos entrando no terminal: vendo a área de embarque e desembarque, chegando ao balcão de informações (meu capítulo preferido, onde conhecemos Rosângela), indo depois aos guichês das empresas de ônibus, a praça de alimentação, ao departamento de achados e perdidos, aos banheiros, as salas de embarque, a administração, a sala de controle e finalmente os ônibus. Tudo isso sempre com a companhia de Álvaro, o locutor misterioso.

Conhecemos pessoas de todo jeito, que vem e vão de lugares muito diferentes, com histórias únicas e emocionantes. Sendo bem sincera, o que mais me tocou foram as histórias de pessoas que esperavam por outras pessoas queridas no terminal. Toda a sua saudade e expectativa de rever quem se gosta… é impossível não se emocionar. E é impossível também não se divertir com muitas cenas. Os personagens do livro, pessoas reais, não tem nada de extraordinário, aparentemente. Pessoas comuns, que chegam e partem, como nada de incrível a não ser sua história de vida.

Além de tudo isso, a edição do livro é outro convite para mergulharmos na leitura do Terminal. Diagramação, capa e acabamentos impecáveis! As páginas tem a mesma textura e cores de um bilhete de rodoviária, nos aproximando ainda mais da história. Em vários trechos do livro são usados recortes de revistas e trechos de músicas e livros, como se estivéssemos em frente a uma banca de jornais. Coisas próprias da linguagem do terminal são usadas no texto, como identificação de trabalhadores e siglas dos lugares. É um livro lindo, por dentro e por fora. Meus parabéns a Cosac Naify pela edição incrível!

E meus parabéns também a Vanessa Barbara pelo trabalho incrível. Se seu TCC não ganhou um dez, não sei mais o que vale uma nota máxima. Obrigada por me inspirar e me dar mais certeza do que quero para o meu TCC e para minha carreira como jornalista. E espero que um dia venha a ler isso, caso contrário, vai ficar bem chata essa minha pequena declaração.

O Livro Amarelo do Terminal é um livro que recomendo fortemente, para pessoas que compartilham ou não a minha (futura) profissão. É um livro que pretendo reler e que estará comigo se um dia vier a conhecer o Terminal Rodoviário do Tietê, o maior do Brasil, um organismo vivo e cheio de boas histórias para serem ouvidas.

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Espero que gostem dessa resenha! Até a próxima!

*Um pequeno P.S. da dona desse blog, vulgo Laury, que acabou de ler a resenha para ver se estava tudo perfeitinho e sem erro (porque sou chata). Estou com vontade de ler o livro. Apenas. E a Bia deu 6 estrelas para ele. SEIS. Fim do meu P.S.

Beijos de luz ^^

Bia

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