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[Resenha] Simplesmente Acontece – Cecelia Ahern

Resenha

Olá, queridos! Como vão?

Hoje eu vim falar sobre um assunto sério com vocês: o meu coração partido. Porque é assim que me encontro após esse livro. Leiam a resenha e apreciem o meu sofrimento (ou não).

Simplesmente Acontece

Fui despedaçada por esse livro. É tudo que tenho a dizer.

Se eu pudesse fazer uma resenha em uma linha, ela seria essa. Porque quando terminei de ler esse livro, eu precisei olhar para o chão em busca dos cacos que restavam de mim para tentar me reconstruir. E não foi fácil. Acho que ainda faltam alguns pedaços. Terminei esse livro na faculdade e gostaria de transcrever aqui a única opinião rápida que precisei rasurar para não enlouquecer:

“Meu Jesus, Deus, pai amado de Cristo! Alguém aí sabe onde está o meu coração? Ou ao menos um pedaço dele? Porque sim, ele está despedaçado! Só não estou chorando porque estou dentro de uma sala de aula com um professor tentando me dizer o quanto Direito Empresarial é importante. Mas sério, Direito Empresarial não é nada. Simplesmente Acontece, sim, é tudo. É a vida literalmente.”

“O que dizer desse livro que me matou lentamente por dois dias? Bem, eu posso dizer que amei. E posso dizer que não posso ler livros como esse com tanta frequência. Por quê? Porque eu não consigo simplesmente ler. Eu tenho que sentir e as vezes sentir é sofrer e despedaçar seu coração com os personagens.”

Isso é tudo que escrevi no meu caderno com uma letra horrível de desespero, mas acho que vocês entenderam porque eu precisei escrever, certo? Pois bem, fiquei sabendo desse livro a partir do trailer do filme que pareceu muito bom. Fiquei cansada de esperar o filme, fui ler o livro. E graças ao senhor eu fiz isso, porque segundo tenho observado, o filme será bem diferente, apesar de ainda ter um Alex maravilhoso (sem palavras para falar desse ator). Peguei o livro, comecei a noite, não consegui me manter acordada para terminar, tive que ler na faculdade. Perdi todas as aulas da manhã, isso é tudo que tenho a dizer. Não conseguia me concentrar em nada. Queria saber o que seria de Alex e Rosie. Mais do que queria, eu PRE-CI-SA-VA!

Bem, como todo mundo já deve estar por dentro da coisa, vou resumir um pouquinho. Alex e Rosie são melhores amigos desde sempre, são lindos e juntos e estão planejando ser amigos para sempre e ficar um ao lado do outro. Tudo está super lindo, quando começa a dar errado no momento que Alex precisa acompanhar o pai para fora do país (para fora do continente, diga-se de passagem), e depois disso, tudo vai ladeira a baixo. Os dois vivem se desencontrando e tudo dando errado.

Tudo entendido? Preciso nem dizer que torci para eles ficarem juntos. E por torcer eu quero dizer que eu estava rezando (literalmente), porque eu não aguentava mais os dois desencontrando. E cada vez que uma coisa dava errado, eu chorava com eles, lamentava com eles. Chorava até mesmo quando nem eles mesmos estavam lamentando por não ter dado certo. A verdade é que eu chorei quase o livro todo. E cada página foi sofrida. Dei chilique. Gritei. Esmurrei coisas. Chorei. Gritei de novo. Fiquei desesperada. Esse livro me levou ao extremo. E minha paixão por ele me lembrou a paixão que senti por Um Dia (por acaso um dos meus livros favoritos da vida).

Ele tem o mesmo mérito: a realidade. Muita gente pode ler esse livro e pensar que ele é de certa forma idiota, que não tem condição duas pessoas se desencontrarem desse jeito. Mas será mesmo? Quantas pessoas nós conhecemos na nossa vida e dissemos que seriamos melhores amigas para sempre? Agora, quantas ainda sequer são nossas amigas? Algumas esquecemos o nome. Outras o rosto. Outras nem mesmo lembramos qualquer coisa a respeito. Tem aquelas que realmente queremos manter contato, mas que a vida coloca em um caminho tão diferente que torna impossível (olha eu chorando na resenha).

Desculpe os “infiéis” desse livro, mas a vida é feita de mais desencontros que encontros. De mais perdas que ganhos. Por mais que todos os dias esperamos que seja diferente, essa é a realidade. Não chega a ser algo realmente triste, mas real. E é essa realidade, essa possibilidade daquilo acontecer conosco que nos quebra ao meio.

A Rosie tem um pouco de mim, um pouco de você e um pouco de cada ser humano que por um momento perde o controle sobre o próprio futuro e precisa se reerguer até colocar tudo no lugar. E ela é tão bipolar no seu sou forte/sou fraca, que você não consegue simplesmente odiá-la. Nem mesmo quando faz coisas idiotas. Você apenas entende seu ponto e sua dor, mesmo querendo socá-la.

Mas uma coisa sobre Rose eu não posso negar: ela é persistente e batalhadora. E uma mãe muito, MUITO engraçada. Ela e sua filha eram a melhor dupla. Katie se parecia tanto com ela e ao mesmo tempo com Alex (ele não é o pai dela, ok?) que chegava a ser cômico. E o humor acido de Katie, mesmo quando ela ainda era criança me matava de rir. Eu adorei essa menina! Tão louca, mas ao mesmo tempo tão divertida. Rosie não poderia ter tido uma filha melhor.

Quanto a Alex… Posso simplesmente entregar meu coração para ele? Mas bater nele antes de entregar meu coração? Porque ele é simplesmente maravilhoso, só não é perfeito porque sua insegurança me mata. Mas não posso falar mal dele, porque algumas das suas atitudes se parecem tanto com atitudes minhas que às vezes eu entendia suas loucuras. Um pouco do Dexter de Um Dia, mas com mais melancolia.

E o Oscar de melhor coadjuvante vai para… Roxie! A melhor amiga da Rosie é engraçada até falar chega. O seu humor negro e ácido torna tudo tão divertido que faz com que esqueçamos por um momento o drama que despedaça nosso coração.

Enfim, eu amei esse livro. Falei dele por dias (ainda estou falando), estou juntando forças para ir ver no cinema, estou tentando encontrar meu coração e agora recomendo ele para vocês.

E para que ninguém se assuste: o livro é escrito por meio de cartas, convites, e-mails, sms… Tudo quanto é coisa escrita. Eu só descobri isso quando comecei a ler e fiquei feliz por ninguém ter me contado, porque raramente gosto de livros assim, o que definitivamente me faria riscá-lo da minha lista. Mas eu não risquei, felizmente. Ou seja, se você tem preconceito com livro assim, deixe isso de lado por um momento e conheça a estória da Rosie e do Alex. Eles merecem o seu amor. Como mereceram o meu.

É isso. Já leram? Já perderam o coração de vocês?

Beijos!

Laury

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