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[Resenha] A Mais Pura Verdade – Dan Gemeinhart

Resenha

Olá! Como vão?

A resenha de hoje é de um livro que já foi comentado aqui e que tenho certeza que muitos de vocês viram por vários outros blog. Espero que apreciem a minha opinião louca sobre ele.

A MAIS PURA VERDADE

Antes de começar essa resenha, leiam as primeiras impressões que tive do livro, porque sim, é importante. É quase que duas resenhas completamente diferentes sobre a mesma coisa. Antes de começar a opinião do agora, deixa eu fazer um “Ctrl V” das impressões aqui:

O livro conta a vida de Mark, um garoto de doze anos que decide fugir de casa com seu cachorro (Beau) para ir até uma montanha que parece ser muito importante para ele.

Pronto, esse é o resumo básico, de onde podemos começar (repito: leia as primeiras impressões). E como estou com um humor meio estranho hoje, pode ser normal que achem a resenha meio estranha. Mas vamos nos concentrar no livro.

O primeiro ponto de maestria vai para a capa. Aquela que se repete em cada início de capítulo, se lembram? Pois então. Eu acertei ao dizer que ela parecia a fenda de uma rocha e também acertei ao dizer que ela era algo mais, porque é.

Durante todo o livro vemos a jornada de Mark em busca da sua tão preciosa montanha. Acabamos descobrindo porquê ele quer ir lá para início de conversa. E acompanhamos os pensamentos do menino, que quer morrer logo, mas ao menos tempo não quer morrer tanto assim.

Antes que eu comece a parte que vou receber pedradas, eu queria dizer que entendo ele. Eu entendo Mark do fundo do meu coração. Entendo seu sentimento de impotência, entendo sua raiva e entendo sua solidão. Mas no início eu o compreendia mais do que com o passar do tempo. Talvez seja porque conforme ele avança na sua jornada, mais perdido ele mesmo se sente a respeito daquilo tudo. Cada passo faz a viagem se tornar cada vez mais sem sentido.

Por que ele foi embora? O que aquela montanha iria mudar na sua vida?

Ele é uma criança confusa que foi em busca de seu tudo, onde na verdade existia um nada. É, foi basicamente isso que senti quando ele estava tão perto, que tudo aquilo tinha sido por nada. E isso me fez pensar que o livro, de certa forma era fraco. Mas então eu parei e fui pensar um pouco mais sobre o que eu tinha lido.

Percebi que esse é aquele tipo de livro que você escolhe a forma como quer lê-lo. Pode ler para passar o tempo, ou pode ler para tirar algo dele.

Quando terminei a leitura, eu tinha lido para passar o tempo. Vi um garoto que andou em círculos para chegar em lugar nenhum e que quase matou sua família de preocupação nesse meio tempo. (Sem falar no cachorro, porque em alguns momentos eu quis adiantar a morte de Mark só para salvar o cachorro. Desculpe, mas é a verdade). Mas quando parei e pensei, vi que era mais. É um livro que fala sobre a vida, ao falar sobre morte. Sobre o desespero de perceber que tudo está chegando ao fim e você não viveu tudo que tinha vivido.

Mark pode ter câncer, mas o sentimento dele não é exclusivo. Você pode sentir que está no fim em qualquer época da sua vida e em qualquer situação. Como um professor meu vive dizendo, o estado do ser humano é a insatisfação, mas ao mesmo tempo a estagnação. Não estamos satisfeitos com aquela vida, mas também não vamos em busca de uma melhor. Mark foi em busca de uma melhor.

E é esse o ponto que me fez ver algo mais no livro. Não o fato dele ter ido em busca desse “algo melhor”, mas o fato dele ter encontrado esse algo melhor. Ele chegou na montanha e aí… E aí ele chegou. Só. Nada de fogos de artifício, nada de mais. Aquele grande objetivo no final não era nada. E da mesma forma são algumas pessoas e até mesmo nós. Às vezes olhamos algo e pensamos que aquele algo que nos trará a felicidade e resolverá nossos problemas. Às vezes esse algo é dinheiro, é sucesso… Pode ser tanta coisa distinta. E acreditando que está lá a nossa felicidade, nós vamos atrás, seguimos rumo àquela grande montanha.

Mas então nós chegamos lá e percebemos que não era nada de mais, que a felicidade ou infelicidade sempre esteve e sempre estará dentro de nós. É o momento que vemos quem e o que realmente é importante, o que nos faz sentir bem. Acho que A Mais Pura Verdade é mais que um menino em busca de uma montanha, porque essa interpretação o torna um livro fraco. Acho que é sobre um ser humano que se leva ao limite para descobrir o que realmente é importante na sua vida.

Dito tudo isso, eu explico a capa no meu ver. A rachadura é o ponto limite, o momento do “como eu cheguei aqui?’. E Beau é aquele que te dá um tapa na cara e o faz acordar para a realidade.

Eu gostei do livro, mas não foi um favorito. Não gostei de Mark. Eu sei que ele é uma criança e tudo mais, mas algumas de suas infantilidades (principalmente em relação à Beua) me irritaram bastante. Jess foi minha favorita de todas. Ela tem um grande futuro pela frente.

E sobre o final: se você prestar BEM atenção em todos “Essa é a mais pura verdade”, você descobre o que está no último capítulo antes de chegar nele. Eu descobri. Hahaha Fiquem atentos! 😉

Já leram? O que acharam?

Beijos!

Laury

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