Resenhas

[Primeiras Impressões] A Mais Pura Verdade – Dan Gemeinhart

Olá! Como vão?

Acho que muitos de vocês viram um livretinho azul circulando por aí, certo? Para quem não sabe, esse livretinho foi um mimo que a Novo Conceito enviou a todos os blogs que se inscreveram para parceria. Não é lindo? Eu quase morri quando recebi a correspondência. Ele tem os primeiros seis capítulos desse novo lançamento deles, que se chama A Mais Pura Verdade.

Pois então, vamos falar sobre esse livrinho que de “inho” não tem nada. Na verdade sobre esses seis primeiros capítulos? (Pretendo fazer a resenha dele todo muito em breve, então nada de surtarem, ok?).

A MAIS PURA VERDADE

O livro conta a vida de Mark, um garoto de doze anos que decide fugir de casa com seu cachorro (Beau) para ir até uma montanha que parece ser muito importante para ele. Bem, pelo menos é isso que as primeiras páginas nos apresentam. E vou te dizer, Mark não é nenhum pouco burro. Ele planeja super bem a sua fuga, até como despistar os policiais e tudo vai às mil maravilhas.

Mas então nós descobrimos que nem tudo vai às mil maravilhas na vida de Mark. Por que um garoto de doze anos fugiria de uma família que aparentemente é feliz? A resposta é simples: Mark tem câncer e está morrendo.

Aí você já pensa em parar por aqui na resenha, em riscar o livro da sua vida e seguir em frente, certo? Eu te entendo, afinal, o que pensar quando vemos uma capinha azul e um adolescente com câncer? A Culpa é das estrelas, claro. Adora ACEDE, mas como boa parte dos leitores, também odeio aqueles livros que surgem como “modelos” de outros. Mas não se preocupem, esse é um terreno seguro.

A Mais Pura Verdade NÃO É A Culpa é das Estrelas.

Esse livro é sobre a efemeridade da vida pelos olhos de um menino de doze anos. Uma apresentação crua e real. Ele sabe que seus dias estão no fim e tudo que ele quer e escolher o seu fim. Vivê-lo intensamente e guardar todas aquelas memórias para sempre, mesmo que não sejam para ele. E é pensando em guardar as memórias que ele leva consigo uma máquina fotográfica. Mas não essas modernas que muitas vezes tiram da fotografia a sua essência. É uma maquina antiga e para mim isso torna tudo mais mágico e valioso.

Mark não tem aquela irônica sobre a morte que Hazel tem, na verdade ele encara isso de forma bem… complacente, digamos assim. As vezes ele só quer que a morte o leve, outras que ela espere ele conseguir aquilo que quer.

Uma das coisas que mais venho gostando no livro até agora é a atenção nos pequenos detalhes. E não digo sobre a construção do livro, mas os pequenos detalhes da vida, aquilo que estamos correndo de mais para perceber. Aquelas pequenas coisas que apenas pessoas que não tem mais nenhum tempo restante para observá-las, realmente as vê. Senhoras que cantam enquanto cozinham, a fragilidade de algumas relações, a inocência de uma criança… Tanta coisa que simplesmente passa e ninguém vê por julgar banal de mais para sequer ganhar atenção.

Mark não tem mais tempo e sabe como tudo é importante, raro e efêmero.

Sou apaixonada por Jess e sua amizade por Mark, como ela é forte para uma criança de doze anos que sabe que está perdendo o melhor amigo. E também sou apaixonada por Beau, seu companheirismo e seu amor, aquele amor incondicional que só um animal sabe ter e fornecer. Quero um Beau pra mim!

E enquanto você lê e sofre com Mark, é impossível não perceber a diagramação que é tão simples e singela que encanta. Como a capa se repete em cada início de capítulo, e não só se parece com uma fenda de uma rocha, como também com algo que se quebra, se parte. Como se Mark estivesse sendo separado de Beau e Beau fosse a sua vida. Como se a fenda se abrisse cada vez mais, enquanto Mark partia.

Bem, o livro é intercalado entre o que está acontecendo com Mark e o que está acontecendo na casa dele. Quando eu estava com Mark, eu não sentia tanto a dor dele, da mesma forma que ele tentava esquecer a dor, eu tentava também. E eu esquecia. Lembrava de sua determinação e torcia para que sua coragem fosse suficiente, para que ele chegasse ao fim.

Meu sofrimento vinha quando eu estava com Jess. Quando eu estava com ela, eu morria com ela. Sentia meu coração se apertar e partir no peito. Era como se junto com ela eu perdesse alguém que amava sem poder fazer nada para salvá-lo. Eu sentia sua vontade de ajudar e fazer o certo e também sentia sua impotência, a certeza de que não importava o que ela faria, o fim dele seria o mesmo. E isso doía. Muito.

Os pais do Mark também me desestabilizaram, mas talvez pelo fato deles de certa forma já estarem conscientes do fim e saberem que ele é inevitável, eu não sinta tanto a dor deles. Apenas a impotência.

Bem, a amostra termina no capítulo seis, quando o caminho dele dá errado uma outra vez. Nos deparamos com a possibilidade de tudo ir por água a baixo. E isso é doloroso, porque tudo que se quer é que ele consiga.

Eu quero isso. E tenho certeza que você vai querer também.

Estou louca pelo restante do livro.

Bem, é isso! Já ouviram falar do livro? Também receberam os capítulos?

Beijos!

Laury

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