Resenhas

[Resenha] Salvos pelo Amor – Juliane Rodrigues

Salvos pelo amor - Juliane Rodrigues

Olá! Como vão?

São tantos nacionais fofos na minha estante que fico até emocionada! Bem, Salvos pelo Amor foi um presente lindo da Ju. Ele veio todo embrulhadinho e fofo para mim. Foi emocionante, diga-se de passagem. *–* Mas vamos ao livro?

Bem, nada como um choque de um livro ao outro, certo? O primeiro “choque” foi a narrativa. Nada de primeira pessoa como os outros livros que tinha lido recentemente, mas sim terceira pessoa e uma terceira pessoa bem diferente, como aquelas histórias que costumam contar em algum momento para nos ensinar algo, sabe? No inicio pensei que não iria gostar, mas foi bem interessante.

Outra coisa que me fez fazer uma leve careta foi quando Deus entrou na parada, por assim dizer. Por quê? Bem, porque apesar de acreditar em Deus eu não sou religiosa e não sou fã de igreja, apesar de já ter ido em várias, de diversas religiões. E todas elas tinham uma coisa em comum: elas queriam que você acreditasse na crença delas, custasse o que fosse. E me forçar a algo me irrita. Quando comecei o livro pensei: “Pronto, não acredito que esse livro vai ser daqueles que tentará me fazer engolir uma religião. Não acredito mesmo!”.

Mas não, meus lindos, não precisam riscar o livro da lista de vocês e nem para de ler a resenha, porque o livro NÃO tenta fazer você engolir alguma religião, custe o que custar. Graças aos céus! A forma da Juliane falar de Deus me lembrou um pouco a Lycia Barros. Deus está ali, mas ela não força você a amá-lo.

Ok, vamos manter o foco, certo? Salvos pelo Amor conta a história da Clara e do Nic. Ela a típica garota certinha, com o acréscimo de basicamente se vestir como um homem, ser “bem sucedida” e já ser bem grandinha (lê-se mais de 30 anos). Já ele é o “vagabundo”, não é galinha, mas não ama suas namoradas, é guitarrista de uma banda e frequentemente bebe até cair. Eles trabalham juntos, mas ela o julga um canalha e ele a considera feia e bem desprezível.

Tudo vai maravilhosamente bem, quando ele resolve se aproximar dela por uma vingança boba e quando a vida lhe dá o ultimato. Ela acaba sendo a única pessoa que resta a ele e literalmente a única chance dele sobreviver.

Bem, eu adorei a história deles, a forma como foi contata e como tudo aconteceu. O livro é cheio daquelas liçõezinhas, mas em nenhum momento elas pareceram deslocadas ou forçadas. Foi tudo muito condizente com o momento e a situação. E sim, o amor é lindo! *–*

Como não podia deixar de ser, os personagens me tiraram do sério (um dia os personagens ainda não me tirarão do sério, fé! Hahaha). Eu não sabia se segurava a Clara e batia ou se simplesmente pegava na mãozinha dela e a levava para fazer compras ou para uma boa aula de “Bem vinda à vida!”.

A Clara é meiga e toda fofa, mas às vezes sua inocência me irritava e eu desejava bater nela. Mas nada, nada se comparou as vezes que ela tinha crise de “Sou feia!”. Porque para mim, a primeira coisa que as mulheres devem ter (e todo mundo também) é amor próprio. Gostar de si mesma, conviver bem consigo mesma. É a falta de amor próprio que leva várias pessoas a relações péssimas e uma dependência absurda (seja de outra pessoa ou das diversas “drogas” que o mundo nos oferece). Mas bem, observar o crescimento dela foi bacana.

E o Nic. O que dizer do Nic? Minha fé nele foi bem pouca no início e a primeira vez que ele falou que a Clara era feia e por isso a pior mulher do mundo eu quis matá-lo. Apenas. Mas nada como o amor para mudar as pessoas, certo? E vê-lo lutando contra o amor e se sentindo um idiota foi bem divertido. Mas foi o novo Nic, o Nic que aprendeu a não ser um babaca que me conquistou. Aquele capaz de abrir mão de tudo, de escrever belas palavras, de tentar até o fim e de amar da forma mais doce. Foi esse Nic que ganhou meu coração e me fez considerar ele meu personagem preferido do livro. <3

Adorei o pai da Clara, me apaixonei pela mãe dela sem mesmo conhecê-la, seus irmãos me fizeram rir muito e a família do Nic, apesar de tudo, me fez adorá-los desde o início. E algo me diz que o Fernando é muito bonito. Hahaha

Salvos pelo Amor começou como uma leitura bem leve e super tranquila, mas a partir da metade só me deu aflição. A certeza de que ainda tinha muito livro pela frente e de que ALGUMA coisa daria errado foi sufocante. Muito sufocante. E quando tudo finalmente deu errado (porque sempre dá), céus, como eu chorei. Sabe quando você quer pegar todos os personagens pela orelha e dar uns tapas em cada um para eles pararem de destruir tudo? Pois bem, quis fazer isso e xinguei um bocadinho cada um deles. Mas eu também ri bastante e soltei alguns “Awn!” memoráveis.

Enfim, enfim, enfim… Acho que essa resenha foi toda dispersa (sabe-se lá porque), mas toda mundo entendeu tudo, né? O livro fala de amor, fala de se encontrar, fala da vida, fala sobre o mundo, a forma dele olhar para nós e nós olharmos para ele. E uma coisa interessante que o livro me fez analisar é a forma como cada etapa da nossa vida nos faz olhar diferente para o mundo a nossa volta. Como ele perde um pouco do seu brilho com o passar do tempo. Mas é como uma tirinha da Mafalda uma vez me disse: mude o mundo, antes que ele mude você (100% de certeza que não foram essas palavras exatas, mas foi basicamente isso).

Para por fim na coisa toda: Recomendo para um tempinho light, para refletir sobre a vida sem ler algo “pesado”.

P.s. (Juro que to terminando): Essa é uma ideia que sempre tive, mas que o livro deixou “fresco” na minha memória. Acho que um dos maiores sinais de amor é não só respeitar aquilo que a pessoa gosta, mas ajudá-la e fazê-la crescer naquilo, ainda que esse “aquilo” seja a última coisa que você goste no mundo.

Agora acabou. UFA! E selinho para o nosso livro:

selinho awn de qualidade1

O que acharam? Já leram?

Beijos!

Laury

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