Resenhas

[Resenha] Viver não dói – Leila Ferreira

viver

Olá! Como vão?

Se tem uma coisa que amo nos livros de crônicas é a oportunidade de conhecer um autor. Seu dia a dia, seus pensamentos, sua forma de ver o mundo. E após ler Viver não dói, preciso dizer uma coisa: Leila Ferreira é fenomenal! O que dizer sobre uma mulher que me surpreendeu a cada texto e a cada página virada?

Descobri que havia uma coisa chamada literatura que conseguia ser mais interessante do que a vida.

– Página 27.

Viver não dói foi um livro que recebi da Editora Globo para resenha há algum tempo (muito tempo, devo admitir), e como sempre acontece com os livros de parceria, alguma coisa aconteceu para que eu não o lesse tão rápido como desejava (comecei em setembro, terminei em abril). Dessa vez a culpa foi da ressaca literária. Como fazer quando você não quer ver nenhum livro na sua frente, mas precisa loucamente ler algum? Custei resolver o problema, mas quando resolvi, dá-lhe ler os livros de parceria. E viver não dói foi um dos primeiros que quis terminar a leitura.

Podemos viver momentos ótimos mesmo não estando acompanhadas e não há sentido em esperar um fato mágico nos fazer felizes.

– Página 21.

É essencialmente um livro de uma mulher madura. Daquela pessoa que já viveu muito, aprendeu outros tantos e agora começa a “enfrentar a idade”. Não, eu não acho que ela esteja “velha”, na verdade quando descobri sua idade pensei que tinha uns 10 anos a menos, mas a forma como ela trata o assunto no livro fica claro que ela, mais do que ninguém, sente que está envelhecendo.

Uma jornalista que viajou o mundo, ousou e pensou diferente várias vezes, que conheceu pessoas diversas, já se enclausurou e libertou. Digo de boca cheia que foi um prazer ler esse livro e entrar na cabeça dela um pouquinho que seja. E foi inevitável me identificar com essa mulher, impossível não pensar “quero ser como ela quando crescer”. Porque sim, eu quero!

O livro é dividido meio que da mesma maneira que dividimos a vida, alguns “tópicos” são banais, alguns reflexivos, mas outros chegam a ser cômicos.

As reflexões dela do “mundo moderno” são tão parecidas com o que penso que fiquei até emocionada e tive várias idéias. O quanto estamos nos perdendo para o celular, para a falta de educação, a vida saudável que nos tira os prazeres… Tudo que pode ser resumido em uma frase: “Que saudades de antigamente.”.

As crônicas de “No meio do caminho tinha uma serra” foram especialmente para o meu lado escritora. Nas férias viajei para a Bahia e passei por Minas, me apaixonando profundamente pelas serras e pela calma, quando Leila contou da sua temporada lá, foi inevitável sentir uma nostalgia de uma vida nunca vivida, uma vontade enorme de ir para o mesmo lugar e viver a mesma calma.

Nos relacionamentos ela nos ensina o essencial: “Aprenda a valorizar quem está ao seu lado.”. Cada frase sua sobre relacionamentos me fez pensar sobre várias pessoas que conheço e como a relação delas como um casal está uma ruína for faltar exatamente isso. O valorizar que carrega não o medo de perder, mas o amor, o carinho, o companheirismo e principalmente o respeito.

Aprendi sobre morte, relacionamentos, amor, amizades, o mundo novo, sobre família e dor. Leila me fez aprender sobre a vida. Ela nos faz ver os pequenos gestos que perdemos pelo caminho. Gestos que fazem toda a diferença, mas não vemos mais.

Nunca marque tantas frases legais como marquei nesse livro. Nunca aprendi tanto sobre o mundo e sobre mim mesma como aprendi com Amor não dói.

Fecho, junto com você, este livro com a certeza de que, neste mundo repleto, viver é às vezes o mais doloroso dos exercícios. Mas é também a possibilidade de nos depararmos diariamente com o que nos apaixona, nos move, nos arrebata, nos causa espanto, nos faz rir.

– Página 266.

É aquele livro que lhe ensina a ser razoável, a repensar suas atitudes e da sociedade. Aquele que se pode recomendar a todos e saber que acrescentará algo bom e novo na vida daquela pessoa. Uma leitura leve e dinâmica, reflexiva, mas fluída. O tipo de livro que eu poderia falar e falar, tendo a certeza que não falei nem a metade.

Viver não dói é a reflexão da vida de uma mulher extraordinária, mas, sobretudo uma reflexão da humanidade.

Já leram o livro? Conhece a autora? O que acharam?

Beijos!

Laury.

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