Resenhas

[Resenha] Pobre não tem Sorte 1 – Leila Rego

Pobre não tem sorte

Como essa semana está rolando a promoção de livros nacionais, decidi ler um dos livros que comprei na última promoção. Queria ler um livro meio mulherzinha após o impacto que foi Jogos Vorazes e Em Chamas na minha vida, então escolhi esse.

Pobre não tem sorte! É isso que Mariana repete para si o tempo todo, mas se considerarmos a situação, ela tem sorte sim e MUITA sorte! Só não sabe como lidar com tanta sorte. Mas vamos conhecer um pouco da nossa personagem? Mariana tem 26 anos, é formada em Turismo, trabalha em um hotel, namora o melhor partido da cidade e tem uma ótima reputação. E é nesse momento que você pergunta onde está a falta de sorte dela, certo?

Bem, Mariana é classe média e em algum momento da sua vida, ao namorar o Edu, apaixonou-se pelo mundo “classe alta”. Sabe aquele mundinho fechado e metido a besta? Pois então, ela quer fazer parte dele, e quer muito. Quer as roupas caras, as saídas à lugares badalados, quer sua foto no jornal… ela quer tudo, mas sua conta bancária simplesmente não consegue pagar por isso. E daí vem a sua “falta” de sorte.

Mas você acha que ela deixa isso barato? Mas é claro que não! Ela se vira, rebola, vira duas, mas consegue manter a pose de dondoca. Compra coisas parceladas em mil prestações, usa roupas “ao estilo”, mente que frequenta certos lugares, gasta a ultima moedinha do pão e como não podia faltar, esconde onde mora e quem são seus pais. Mas o pior de tudo é que ela simplesmente não vê tudo o que faz!

No inicio do livro nos deparamos com uma garota extremamente feliz e divertida com cada coisa que pensa e faz. Bem, ao menos foi o que pensei nas primeiras páginas, mas com o passar do tempo fui vendo o quão apegada as coisas fúteis ela era e que as “brincadeiras” que ela pensava não eram tão brincadeiras assim. Ela estava falando sério. Aquele mundo realmente era sério para ela!

Felizmente sempre existe a boa e velha vida para nos derrubar, certo? Bem, pelo menos foi bom para a Mari. Abandonada no altar (não é spoiler, você descobre isso no primeiro capítulo) ela é obrigada a abandonar seu castelo de fada, mas acredite, nem isso a trás de volta ao mundo real. Ela só desce do salto depois, muito depois.

Uma coisa do livro que me fez dar risadas, mas que não estava lá pra isso, foi as redes sócias, como as coisas entram e saem de moda como água. O livro não é novo, mas também não é tão velho assim, apesar disso o fato de citar Orkut e MSN faz ele parecer mais antigo. Isso me fez dar boas risadas de como coisas que não o must hoje amanha podem não significar mais nada.

Ler “Pobre não tem sorte” foi bem divertido e apesar da Mari ser sem noção, ela realmente tem umas dicas de moda bacana. E depois que aprendemos muito sobre moda, estilistas e como AQUELA bolsa pode te transformar em uma nova mulher (chorei de rir com as empolgações dela), é interessante ver a ascensão, queda e real crescimento da nossa protagonista. De fútil à boa e velha Mari, uma garota de verdade.

Conhecemos amizades verdadeiras e outras mais falsas que alguma coisa bem falsa (não consegui achar um exemplo, desculpe kkk). Temos a mãe da Mari e seu estilo basicão (me senti como ela em alguns momentos, mas a gente releva), o pai com seu estilo conjunto único e a irmã que eu acho que ainda vai dar muito pano pra manga nessa história.

Para agradar nossa imaginação e bom gosto temos também o Edu. Lindo de morrer! A Mari teve nas mãos o homem perfeito, lindo por dentro e por fora, que nasceu em um berço de ouro, mas não dá a mínima para isso, que apesar de tudo quer conquistar as suas coisas, com o seu trabalho e dinheiro. Ele é simplesmente magnífico! Em alguns momentos foi inevitável não sentir raiva dele, mas pesando um e outro, a Mari foi a mais errada, então…

Bem, gostei do livro, gostei dos personagens. Apesar de ser um livro light, tem aquela pegada de descobrir quem você realmente é, e o que é importante na sua vida, seus valores e coisa e tal. Quero ler o segundo livro, mas não estou desesperada por ele, apesar de querer saber qual será o futuro da Mari e Edu, e saber o que vai ser feito da Marisa (irmã dela). Recomendo para quem quer uma leitura leve, mas não vazia.

 

 

O que acharam? Já leram?

Beijos!

Laury.

 

9 Comments

    1. Laury A Author

      Bem, eu já passei raiva com a editora, mas em um aspecto completamente diferente. Quando a publicação considero ela segura, é uma das maiores da atualidade aqui no Brasil.
      Mas você mandou original para eles? Quando? Por que a política da editora é você primeiro mandar uma sinopse/resumo e não a obra toda já de cara.
      Não sei se você mandou para outros lugares também, mas mesmo que a editora seja confiável e tudo é bom você registrar o livro na BN.

      Espero ter ajudado. Qualquer dúvida só perguntar. 🙂
      Laury.

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  1. ronaldo

    obrigado. valeu mesmo. Meu nome é Ronaldo Santos, tenho 16 anos eu escrevi o meu primeiro livro “a verdade”, espero que se um dia eu conseguir publicar você comente sobre ele.:)

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    1. Laury A Author

      Então registre. Tudo depende do estilo do livro, use o google que ele ajuda a achar editoras condizentes com o estilo, ai é ver a política de originais de cada uma, mandar e esperar. 🙂

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