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[Resenha] Trocando os Polos – Mila Wander

Trocando os polos - Mila Wander

E ai, povo!! Como vão?

Bem, nesse momento eu devo estar no caminho da minha viagem, mas como eu sou uma pessoa legal tentando se tornar responsável (coisinha complicada essa!), eu deixei uma resenha prontinha para vocês. E essa é um pouco mais especial que as outras, porque adivinhem… O LIVRO AINDA NÃO FOI PUBLICADO!! Isso mesmo, a dona Mila queria saber opiniões sobre o livro e algumas pessoas leram, incluindo eu!

Agora vamos saber o que eu achei dele?

Lembrando que vai ter surpresa para aqueles que comentarem na resenha!! 🙂

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Confusão, confusão, confusão. É assim que me sinto após terminar “Trocando os polos”. Fui uma espécie de beta-reader, li antes da publicação, mas apenas depois dele todo escrito. Aquela analise nos mínimos detalhes. E depois de analisar tudo nos mínimos detalhes, eu não sei o que achei do livro. Sim, eu sou uma retardada mental! Rsrs

Mas ok, como sou problemática ao ponto de descobrir se gostei do livro no meio da resenha, vamos a resenha.

“Trocando os polos” nos apresenta uma menina total e completamente depressiva. No primeiro momento que me deparei com Roberta e todo o seu chororô, o meu primeiro pensamento não foi pena, não, foi medo. É, não sei, talvez tenha me acostumado com esse século XXI onde tudo é escandalizado e aumentado ao ponto de uma dorzinha se tornar uma dor eterna. Ou seja, assim que me deparei com ela, meu maior medo foi que seus motivos fossem pequenos de mais para tanto sofrimento. Que tudo aquilo fosse uma coisa boba e sem sentido. Entendem?

Demorou muito para ficarmos sabendo do motivo, e coloca muito nisso, mas quando finalmente entendemos, pasmem! Eu não me decepcionei. Dancinha da vitória. Sim, dancinha da vitória, porque ODEIO me decepcionar com um livro. Mas enfim, achei seus (plural) motivos bem convincentes, acho que ficaria na mesma, e olha que não sou adepta de chororô.

Mas enfim. A graça do livro é você ser jogado no meio da estória. Ou seja, você entra no meio de toda a confusão, fica mais perdido que cego em tiroteio, não sabe em quem confiar e não sabe o que fazer. Seu único objetivo é entender o que acontece/aconteceu.

Fiquei louca com isso, às vezes frustrada, mas no final adorei. Acho que não teria graça se ficássemos sabendo tudo logo de cara, ainda que eu tenha arrancando muitos fios de cabelo tentando entender tudo.

Ok, chega da Roberta, também temos a Renata, a Bruna, a Duda, o George… e o Luke… ah o Luke. Kkkk

Preciso nem dizer que o Luke foi meu personagem masculino favorito né? E por causa dele quis matar a dona Mila, mas isso é segredo. Nada de spoiler, moçada! Mas o Luke é lindo de mais, só o fato dele ler já lhe deu 1000 pontos na frente de qualquer outro cara do livro. E esse fato também deu vários pontinhos para o livro em si. Adoro estórias que acrescentem mais coisas do que apenas ela, entendem? Por exemplo, toda hora temos músicas sendo citadas e também somos apresentadas ao livro Pollyanna. Já ouvi falar maravilhas dele e tive ainda mais vontade de lê-lo.

A estória foi cheia de reviravoltas e no final, a aflição me consumiu, porque estava chegando ao inevitável fim. Não só a ultima palavra do livro que eu estava adorando ler, mas também a resolução de algo que eu não queria que se resolvesse. Ou melhor, algo que eu sabia que não se resolveria da forma que eu queria.

O final doeu. Doeu um bocado. Esses finais que destroçam a gente são de matar. Eu queria um final diferente, mas sabia que ele era simplesmente impossível. E por isso tive que em conformar. Mas foi bom, foi como o final de O Pássaro, me conformei sem me conformar. Rsrs

Mas deixando minhas lágrimas do final de lado, voltemos aos personagens. Renata (uma das irmãs de Roberta) me foi meio indiferente. Não sei como isso aconteceu, já que ela é tão importante, mas as vezes ela teve seus momentos e as vezes ela não me fez falta. De quem realmente senti falta foi Duda (a melhor amiga de Roberta). Ela aparece pouco, mas desde o inicio gostei da personalidade dela, adoraria se ela aparecesse mais. Gostei muito da Bruna também, admirei ela do inicio ao fim.

O George, bem a burrada dele é um tipo de burrada que não admito de maneira alguma, ou seja, ele poderia ter virado Deus que eu não conseguiria nunca gostar dele, sentir um mínimo de simpatia por ele.

Mas voltando a Roberta. Ela me fez passar belos momentos de raiva, no qual a chamei de “burra” para os quatro ventos. Da mesma forma que você chama uma amiga de burra quando ela está fazendo burrada. E dona Roberta fez burrada! Oh God! Mas de burrada em burrada ela se tornou uma mulher forte. A vida dela não foi fácil em nenhum momento, e no final, por mais “estranho” que tenha sido foi a melhor vida que eu acho que ela poderia ter.

Quando lerem, podem ser que não concordem comigo, não no primeiro momento, mas quando terminarem de ler, façam apenas uma pergunta: Até onde iriam por amor?

Acho que eu acabaria não fazendo diferente, ainda que meio mundo me tachasse de louca, afinal como Renata disse no livro, mas não nas mesmas palavras, loucura e amor são coisas extremamente parecidas. Às vezes só se tem um se também tiver o outro.

É, fim de resenha, fim de “análise”. E depois de retomar tudo, chegamos à conclusão tão esperada por mim: eu gostei do livro! o// E sentirei eternas saudades da pequena Luana, tão meiga e fofa. *-*

Espero que tenham gostado e vamos torcer para que Trocando os Polos seja publicado rapidinho!! 🙂

Beijos!

Laury.

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