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[Entrevista] Cris Motta

Olá!! Como vão? Hoje vim trazer para vocês a entrevista que fiz com a Cris Motta, autora do livro Baroak, que já tem resenha aqui no blog.

Não cheguei a conhecer a Cris pessoalmente, mas tive o prazer de ler o livro dela através de um book tour e fiquei super feliz de fazer a entrevista com ela. Espero que apreciem a leitura e conheçam um pouco mais sobre ela. 🙂

– Uma coisa muito curiosa no seu livro, por assim dizer, é o toque de sobrenatural. Hoje em dia estamos acostumados a ver de tudo, mas vampiros e lobisomens são o que mais se tem. De onde veio a idéia de escrever sobre gênios?

Laury, na realidade, desde pequena que adoro histórias sobre gênios. Eu era fã do seriado Jeannie é um gênio. Agora, pensar em escrever algo sobre esse tema só aconteceu em 2009, quando saí do meu trabalho (sou jornalista) e passei a me dedicar integralmente aos meus três filhos.

– Bia passa por bons autos e baixos e os baixos se sobressaem no inicio. Por que escolheu tratar sobre o bullying? Você ou alguém próximo já teve algum problema do gênero na escola?

A adolescência é um período de transformação na vida de todos nós e, junto à rajada de sentimentos, vêm os conflitos. A necessidade de aceitação e o medo da rejeição norteiam o universo dos jovens que estão formando sua personalidade e, em muitos casos, esses sentimentos abrem portas para situações extremas. Como trabalho com crianças, adolescentes e também sou mãe, presenciei esse tipo de relação algumas vezes.

– Baroak. De onde veio esse nome?

Ele simplesmente soprou aos meus ouvidos…

– Bia sofre a sua transformação quando é obrigada a mudar com a família. Por que o oriente? Você já conheceu? Se sim, qual a sua melhor lembrança?

Escolhi o Oriente porque djinn é um ser da mitologia árabe. Não poderia falar de gênios, sem falar na Arábia… mas sou fascinada pelo o Oriente, principalmente pela Índia.

– Adoro perguntar isso. Por que decidiu ser escritora? Em que momento você disse “É isso que quero da vida!”? Ou esse momento ainda não chegou? Rsrs

Acho que ainda estou me descobrindo. Eu comecei a escrever por acaso. Não pensava em ser escritora. Sempre estive envolvida com a literatura, sou jornalista, amo ler, escrever, fazia livrinhos quando era criança… mas essa nova paixão, viver da literatura, ser escritora, está crescendo a cada dia.

– Ser escritor no Brasil não é fácil e qualquer pessoa que tem um mínimo de convívio com livro sabe disso, então como foi essa experiência para você? Como foi superar a historia do “autor brasileiro iniciante”?

 

Estou sendo recebida muito bem! Até agora só tenho alegrias e boas histórias para contar. Participar da Bienal de São Paulo foi maravilhoso! Meus livros esgotaram no primeiro dia! Graças a Deus, o meu público é super participativo, amoroso e verdadeiro. Amo os jovens! Por isso desenvolvo um trabalho nas escolas do Rio de Janeiro com outras escritoras. Também faço palestras, eventos.  O meu trabalho, até agora, está muito estimulante! Às vezes não tenho tempo para escrever a série(risos)!

– Você tem medo de criticas? Já teve algum comentário maldoso que lhe deu vontade de desistir e se trancar em casa para sempre?

Ainda não, mas ficava muito triste quando as editoras respondiam que no momento não tinham interesse em publicar a obra. Era frustrante.

– Você tem uma pessoa ou várias que lhe inspiram profundamente?

Várias pessoas compõem diversos personagens. Por exemplo, a Clair tem um pouco de mim, das minhas amigas, irmãs… Não há um personagem que seja puro e simplesmente alguém que conheci.

– “Baroak” já foi e agora? Eu sei que tem continuação. Quantas são e quando saem?

Bom, o segundo sai em 2013 e o terceiro ainda não tem previsão. Mas vou torcer para sair em 2014.

– Já tem outro projeto a caminho ou em desenvolvimento? Adoro saber de tudo em primeira mão! Rsrs

Tenho, Laury! Quero escrever para a criançada! Nesse novo projeto haverá ilustrações e muita brincadeira.

– E para terminar, qual foi a melhor e a pior parte de ser escritora para você até hoje?

Só tenho alegria nesse mundo das letrinhas! Mas tem uma parte, bem no inicio, que me deixou muito triste. Assim que terminei de revisar Baroak, o encaminhei para algumas editoras e o responsável por uma delas enviou um e-mail dizendo que não publicava autores nacionais… Esse foi o pior momento. Mas fiquei arrasada por um minuto e meio (risos)! Logo depois enviei os originais para todas as editoras que conhecia e, hoje, meu livro é uma realidade, ou melhor, uma conquista.

E aí, gostaram da entrevista? Eu adorei!

Cris, muito obrigada pelo seu tempo e não vejo a hora de ter a continuação de Baroak em minhas mãos.

Beijos queridos, até a próxima, que espero ser em breve.

Laury.

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