Parcerias, Resenhas

[Resenha] Delenda – Amanda Reznor

Olá!! Como vão?

Vamos resumir tudo em uma palavra: Caramba!!

Fazia tempo que não lia um livro como esse, se é que algum dia cheguei a ler. O que posso dizer é que Amanda é destemida. Ela não tem medo de amedrontar ou chocar o leitor, pelo contrario, faz isso com muito gosto! Ela descreve as cenas mais angustiantes, faz você sentir o cheiro apodrecido de cadáveres e intima você a arrepiar até o ultimo cabelo do corpo sem dó nem piedade. Isso sem falar na facilidade com que mata as pessoas (Façam um favor ao coração e não se apeguem muito aos personagens. Escutem o que estou dizendo! Rsrs).

Se você é uma pessoa medrosa igual eu, aconselho a não ler o livro a noite. Gente, eu comecei a ler o livro à noite, mas tive que parar, senti um medo, mas um medo, que não queria desgrudar os olhos do livro com medo do que teria no meu quarto. Então, tentem se manter seguros sob a luz do sol, ok? rsrs

Bem, o livro conta a historia de Cláudia. Ela mora com a avó e o resto da família ou está morta ou está desaparecida. Sente o drama! Isso porque ela também vive tendo um pesadelo pior que o outro. Aí, você pensa que não pode piorar, mas acredite piora. Quando ela faz 18 anos, recebe de presente um baú com o testamento de seu avô. Ela herda uma mansão! Lindo, não? Não!

Depois do presente tudo desanda, tudo MESMO. E ela vai atrás para conhecer sua herança e tentar descobrir um pouco mais sobre sua família, afinal sua avó sempre se negou a contar qualquer coisa.

Nisso Cláudia conhece o Vale dos Segredos. Quando li a sinopse jurava que era sei lá, um lugar para onde se ia através de sonhos ou um portal, mas não, é um lugar real e palpável, o que dá ainda mais medo. E quando ela viaja pra lá é como se viajássemos no tempo. Todo mundo conhece todo mundo, as pessoas se chamam pelo sobrenome, casamentos são arranjados desde cedo e crianças andam com fita no cabelo e boneca de pano. É meio estranho, mas depois você nem dá moral pra isso, afinal o Vale dos Segredos esconde coisas muito mais preocupantes que isso.

As pessoas do Vale são crentes e supersticiosas, enquanto Cláudia é o poço de descrença, mesmo que os acontecimentos esfreguem na cara dela que tem alguma coisa errada. A leitura é angustiante, porque você acaba indo parar no Vale também, junto com ela. E a Cláudia tende a fazer as coisas opostas ao esperado, entende? É para confiar nessa pessoa ela vai lá e briga com a pessoa. Mas pelo menos nesse aspecto ela dá uma melhorada.

O fato é: a história que a Amanda e o Vale nos contam te deixa de queixo caído. Na primeira metade do livro você sente mais medo que qualquer outra coisa, mas aconselho prestar atenção em cada detalhe. Já na segunda metade a gente começa a entender. Esse é o momento do êxtase. A cada linha que lia, eu ficava cada vez de boca mais aberta. Mas você pensa, pronto, já explicou tudo, perdeu a graça. Mas não!

É no momento que você acha que tudo vai dar certo, que a Amanda mata os nossos nervos, neurônios, coração e eventualmente também a unha – a minha morreu! – porque ela dá uma reviravolta… Meu Deus que angustia! Senti que eu não sabia de mais nada.

Para falar a verdade, eu continuo sem saber nada. Rsrs Não posso contar, porque seria um spoiler monumental, mas alguém que já leu converse comigo! O QUE FOI AQUELE FINAL? Sabe aqueles filmes que terminam e você sabe que tem uma continuação? Que a ultima cena deixa você com uma pulga gigante atrás da orelha? Pois então, foi assim. Mas sabe qual é o problema? A continuação não é continuação. Isso mesmo produção. Tem o primeiro capitulo do próximo livro, e tirando a angustia, não senti semelhança, de nada. Muito menos de personagens.

Meus neurônios estão despedaçados. Preciso da continuação e preciso dela AGORA!

P.S: Preciso dizer que recomendo? Acho que não, né gente? Isso é bem óbvio. Mas é claro que recomendo!

Beijos!

Laury

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