Maniaca por Livros, Resenhas

[Resenha] O Príncipe – Nicolau Maquiavel

principe

Livro: O Príncipe

Autor: Nicolau Maquiavel

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Olá! Como vão?

A resenha de hoje vai ser de um clássico, ai vem aquela pergunta, por que cargas d’água você vai fazer a resenha de um clássico? Simples! Essa semana foi a correria de sempre e não deu tempo de terminar de ler algum livro a tempo de fazer a resenha, MAS fui “obrigada” a ler um clássico e fazer resenha para a faculdade, então resolvi colocar aqui, porque livro é livro, não é gente?

Bem, como o autor já morreu há tempos, o livro é domínio publico, ou seja, infinitas capas, então escolhi essas porque achei as menos pior.

Ah, gente, não reparem no fato de estar meio grandinha e mais séria que o normal, afinal foi feita para a faculdade e não para o blog, está apenas quebrando um galho. 🙂

*-*-*-*-*-*

Nicolau Maquiavel nasceu em Florença e desde os 29 anos atuou na política, onde pode observar e estudar o comportamento daqueles que ocupavam o poder. A partir de suas analises escreveu arduamente sobre política, de forma crua, lúcida e sem floreios. Uma vez analisando a política de forma critica e realista foi conhecido como precursor da ciência política moderna, mas também deu origem ao adjetivo maquiavélico, muitas vezes usado de forma pejorativa.

Maquiavel escreveu mais de uma vez sobre política, mas talvez sua obra mais conhecida seja O Príncipe.

O Príncipe nada mais é do que um guia de como chegar ao poder e se manter nele. A obra não busca um ideal – “como deveria ser” –, mas trata do real – “como realmente é” –, e não só dita os caminhos como também os exemplifica. É repleta de exemplos atuais – para a época – de como se deve e não deve agir, se tornando essencialmente comparativo.

O livro foi escrito por Maquiavel durante seu exílio e por isso antes que tenha inicio a obra propriamente dita, há uma dedicatória a Lorenzo II de Médici, com a qual busca ser reempregado na administração publica, como pode ser observado no ultimo parágrafo.

“Se Vossa Magnificência, do alto de sua magnitude, vez por outra voltar os olhos para cá embaixo, saberá o quanto me degrada suportar o meu fado (fortuna), infinda e perenemente funesto.”

O Príncipe trata-se de certa forma de uma obra atemporal, mas que certas praticas devem ser sempre analisadas com o contexto no qual foram escritas. Quando não é feita essa analise, seus ensinamentos acabam sendo mal interpretados, o que é comum na obra de Maquiavel. Principalmente pelo fato de que com o passar dos anos ela acabou se tornando leitura de cabeceira para alguns governos e governantes que não souberam contextualizá-la a época e a seguiram de forma arbitraria, lhe conferindo uma “reputação” ruim.

Escrito em Florença, na época do Renascimento, o livro carrega o sentimento do autor de ver a Itália poderosa e unificada. Uma vez que nela reinava a confusão, onde se assolava a instabilidade política com crises constantes. Não havia Estado central e tampouco legitimidade no poder, o que gerava inúmeras disputas internas que eram ainda mais agravadas pela constante invasão dos países vizinhos – entre eles França e Espanha –, um contexto que não permitia a permanência de nenhum governante no poder por tempo superior a dois meses.

O poder era cada vez mais “multipolarizado” e Nicolau, devido a sua vasta experiência política sabia que a estabilidade só poderia ser conquistada por ações rápidas e precisas, que só um governante forte poderia executar. E um governante forte nessa época deveria ter pulso firme, ser determinado e não medir esforços, era preciso ser capaz de agir.

E a partir de necessidade do monarca ser capaz de agir sem medir esforços, com o passar do tempo, surgiu de forma errônea a frase de que “os fins justificam os meios”, o que Maquiavel nunca chegou a realmente pregar. Em parte, na época para a qual a obra foi escrita, sim o fim – unificação italiana – “justificava” o meio, mas apenas no sentido de fazer o necessário e nada mais. Uma vez que o manter no poder que Maquiavel prega e ensina, não busca o absolutismo, mas sim a unificação e estabilidade.

Outro fato deve ser ressaltado: tal frase que nem mesmo chegou a existir, se existisse, seria exclusivamente para o âmbito político em momentos decisivos e de crise, no qual se abre mão de um bem por outro ainda maior. Pode-se perceber que Maquiavel não prega o “mal desmedido”, diz ser preciso que o príncipe “possua uma natural disposição para transmudar-se segundo o exijam os cambiantes ventos da fortuna e das circunstancias, […] havendo a possibilidade, ele não aparte do bem, mas que, havendo a necessidade, saiba valer-se do mal.”.

Levando tudo isso em consideração é certo dizer que O Príncipe ensina a agir segundo as circunstancias e necessidades, fazendo com que caia por terra também o pejorativo adjetivo maquiavélico. Muitas vezes usado para definir alguém sem escrúpulos e imoral, que age contra a ética em qualquer situação visando unicamente o beneficio próprio.

Muitas vezes a obra pode parecer paradoxal, uma vez que se praticam ações “boas” e “más”, outras vezes também pode ser classificada de imoral, mas é possível se chegar à conclusão que não diz respeito nem a uma coisa nem a outra. Nicolau prega apenas que a política tem uma moral própria, a qual não se classifica nem como moral, nem como imoral. Isso se deve ao “agir de acordo com as circunstancias”.

E ao analisar cuidadosamente seus ensinamentos é possível perceber que ele prega o equilíbrio. “A um príncipe é necessário saber valer-se dos seus atributos de animal e de homem”. Esse pensamento ressalta o porquê de Maquiavel ser considerado o fundador da Ciência Política Moderna, vez que a descreve como realmente é, admitindo não só que não é possível possuir todas as virtudes, como que quem as tem não consegue se manter no poder.

“A um príncipe, portanto, não é necessário que de fato possua todas as sobreditas qualidades; é necessário, porem, e muito, que ele pareça possuí-las. Antes, ouso dizer que, possuindo-as e praticado-as sempre, elas redundam em prejuízo para si […]”.

O que não significa que não dê valor às qualidades.

“Contudo, assassinar os seus concidadãos, trair os seus amigos, renegar a fé, a piedade, a religião não são ações que possamos chamar de ‘virtuosas’. Por esses meios pode-se conquistar o poder, mas não a glória.”.

Nicolau tanto dá valor as qualidades como também as “deseja”, dando preferência aos “bons” meios sempre que possível e aos “maus” sempre que necessário.

“ […] aprendemos que, ao tomar um país, deve aquele que o ocupa levar a efeito todas as violências necessárias e praticá-las de uma só vez para não ter que renová-las a cada dia: assim, isentando-se de reproduzi-las, poderá inspirar confiança aos homens e, fazendo-lhes o bem, conquistar sua simpatia.”

Maquiavel ressalta ainda que é importante ter o povo ao seu lado.

“Concluirei dizendo apenas que a um príncipe é necessário ter o povo a seu lado e que de outro modo ele sucumbirá às adversidades.”

E para finalizar, O Príncipe foi desenvolvido mediante ponderações e análises feitas por Maquiavel a partir de eventos políticos tanto anteriores a sua época, quanto de eventos comuns ao seu cotidiano, e a partir deles chegou à conclusão de que um bom governante deveria ter virtude e fortuna. Ou seja, deveria ter habilidade (virtude) e circunstâncias favoráveis (fortuna). Outra conclusão a que chegou foi que “dos homens, em realidade, pode-se dizer genericamente que eles são ingratos, volúveis, fementidos e dissimulados, fugidios quando há perigo, e cobiçosos.”.

Maquiavel ensina como tomar o poder e implora que alguém o faça, que alguém unifique a Itália. Tanto ele não prega que disseminem o mal, que tudo o que ensina é para salvar sua pátria, ele e o povo. Procura um príncipe virtuoso que faça o bem para si, para o povo e para a pátria.

“[…] que um homem prudente e virtuoso introduzisse um estilo que o dignificasse e que beneficiasse à coletividade dos homens desse país […]”

*-*-*-*-*-*

E então gente, será que ganho uma notinha considerável? Fazia tanto tempo que não fazia uma resenha “séria”, sem poder fazer gracinha e falar de certos personagens que fiquei até com medo quando fui fazer essa. Fiz até minha mãe ler. rsrs

Mas enfim, o livro até que é legal, mas semana que vem volto com resenhas “normais”, prometo! Estou terminando de ler Delenda, então provavelmente a próxima resenha seja essa.

Beeeijos!!

Laury.

92 Comments

  1. Ei, senhorita da caixinha do óculos igual à minha! Primeira vez que conheço uma blogueira antes de saber que ela tem um blog. Enfim! Já que a resenha foi séria, deixa eu ~tentar~ escrever um comentário sério também.

    O Príncipe é um livro sobre o poder. E um livro que não tenho vontade de ler, pelo menos por enquanto. A frase “Procura um príncipe virtuoso que faça o bem para si, para o povo e para a pátria” simplifica bastante o que Maquiavel (percebi agora a relação com “maquiavélico”) quis transmitir.
    Talvez dê para explicar mais ainda com essa frase: “Todo ato de bondade é demonstração de poder.” (Jeremy Bentham)
    É isso. Vamos ser bons e torcer para que os políticos também sejam.

    Beijos.
    Anna

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    1. Laury A Author

      OOOOOOOOi!! Menina agora me deixou curiosa, como você achou o blog? o.O kkkkk
      Como foi a experiencia de conhecer a blogueira antes de conhecer o blog? Me fala que sou legal! *-* hahaha

      A minha relação com esse livro é estranha. Eu queria porque queria ler, comprei e estava doida para surgir um tempo e eu ler ele, ai me passaram o trabalho da faculdade, ai como ficou obrigatória a leitura, comecei a perder o interesse (sim, sou dessas! kkk), e passei muita raiva lendo, porque eu tive que parar o meu cronograma de leitura para ler ele e fazer o trabalho, mas ai quando terminei de ler e fazer o trabalho, na verdade quando terminei de ler o meu trabalho, eu meio que voltei a gostar dele. kkkkk Vai entender a bipolaridade. Xinguei o livro por quase duas semanas e terminei gostando dele. rsrs 🙂

      Principalmente torcer para que os políticos sejam bons, viu! Porque nesse ritmo a coisa está complicada.

      Beeijos.

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      1. Erica Fernanda

        Muito boa sua resenha. Como estudante de letras em transição para o curso de história me sinto amante de certos clássicos inclusive O príncipe, acho uma leitura importantíssima principalmente para quem cursa o nível superior. Percebi que tem muito tempo que você escreveu, mas gostaria de saber se você ainda coloca citações em suas resenhas e o que seu professor diz a respeito? Finalizo dizendo: tudo lindo, e como gosto desse tipo de leitura, invista em resenhas de clássicos meu bem, me interesso em ler a obra e ver comentários diferentes em relação a mesma, parece que as ideias ficam mais claras!

        Beijos!
        Parabéns e muito obrigada pela contribuição!

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        1. Laury A Author

          Nas da faculdade? Coloco sim, acho que complementa o pensamento e a resenha. 😀 Bem, ele não diz muita coisa, mas as notas sempre são boas, então eu continuo seguindo o mesmo padrão. 🙂
          Pode deixar, tenho vontade de tirar um tempo só para os clássicos, mas tenho que terminar os livros que já tenho em casa e o tempo parece que só diminuir. :'(

          Beijos!!
          Por nada 😉

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      2. Rafael Cabral

        Laury, Gostei de mais de seu blogue ele mim ajudou muito porque tipo eu não estava conseguindo intender direito o conteúdo. Mas quando eu li sua resenha foi como uma luz no fim do túnel. Bjo

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    1. Laury A Author

      É complicado achar mesmo. Mas não vou mentir, tenho trauma da maioria dos clássicos, porque me obrigaram a ler quando era pequena e de 100 páginas entendia 1 e olha lá. Mas vou tentar superar aos poucos, afinal quero ler pelo menos metade daquela lista de 1001 livros para ler antes de morrer e são quase todos clássicos, mas enfim. kkk

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  2. Ana

    Desconfio que nunca entrou num curso de direito, é uma leitura quase obrigatório porque temos que ter uma mente políticamente desenvolvida 😛 …
    Eu já li há anos atrás e vou fazer um trabalho de novo sobre ele agora!

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  3. Adorei sua resenha, útil, prática, de facílimo entendimento.

    Sim, o livro é um pouco chato, mas recomendo a quem for ler tentar traçar um paralelo com o atual.

    Com esse livro aconteceu a mesma coisa de quando li “Dom Casmurro”. No começo parecia uma chatice imensa, mas foi me ganhando aos pouquinhos. Sim, leitura proveitosa está muito relacionada a uma certa dificuldade no começo. Demora pra pegar no tranco, mas confesso que fiquei encantado com a leitura, me serve demais no curso.

    (Só pra efeito de curiosidade: você faz que curso? Essa leitura que fiz foi pra uma matéria em Geografia. E você??).

    Obrigado mais uma vez pela resenha. :*

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    1. Laury A Author

      Olá! Realmente, no começo você acha que vai ser um livro meio chato depois se surpreende.
      Fico feliz que tenha ajudado e que tenha gostado da resenha. 😀
      Faço direito, fiz para Teoria Geral do Estado. 🙂

      :*

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  4. Bella

    Eu me apaixonei por O Príncipe assim que comecei a ler o livro, e interpretá-lo foi uma dificuldade gostosa de enfrentar, gostei da resenha e acho que conseguiu tocar algumas das principais partes do livro. Muito bom , parabéns e obrigada pela ajuda.

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      1. Bárbara de Carvalho

        eu também estou no 2° ano do EM e tive que ler O Príncipe para a matéria de filosofia, achei sua resenha muito boa e me ajudou bastante a entender alguns pontos do livro

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  5. Jenny

    Laury, não é só no seu curso, que no caso é de Direito, que essa leitura é obrigatória.
    No curso de Ciências Sociais também!
    Faço esse curso, estou no segundo período e vejo Maquiavel entre outros na matéria de Ciência Política I , então, só pra dar uma ressalva aqui, você escreve MUUUITO bem, e outra, acho que como eu , você também vê Bobbio e por aí vai.
    Você é ótima! Bjs

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    1. Laury A Author

      Obrigada, Jenny!! *-* Fico muito feliz que tenha gostado da resenha e da minha escrita. <3
      Nunca vi Bobbio. :'( Acabei de procurar por ele graças ao seu comentário e estou surpresa de nunca terem me falando dele. Gostei de alguns pensamentos. Muito bacana. Obrigada pela indicação. 😀
      Beijos :*

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  6. Rogger

    Olá Laury! Eu também não sou amante de histórias clássicas mas sabemos que é necessário. Comecei a ler esse livro após assumir gestão de pessoas (supervisor de vendas), como faço Pedagogia percebi que meu lado humano é super desenvolvido mas meu lado “maquiavélico” precisa ser melhorado,confesso que sinto bastante dificuldade pois tem algumas condutas no livro que me surpreendem. Parabéns pela resenha…

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  7. Dulce

    Parabéns Laury! Plagiando alguns, invejo seu amor pela leitura e pelo exercício da escrita. Continue recomendando. Acessei seu blog por acaso, pesquisando O Príncipe de Maquiavel. Sucesso. Dulce

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  8. Alonso carvalho

    parabens, faço direito tambem, e tenho que ler esse livro mas estava receioso, com sua resenha fiquei muito interresado voce escreve muito bem e com facil entedimento gostei muitoooooo

    parabens novamente

    ass:Alonso carvalho

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    1. Laury Alves Author

      Hahaha Calma, Caroline! O grande segredo é não começar o livro já odiando ele. Comece achando que é qualquer outro livro, um romance que terá mil e uma coisas divertidas, e no final você vai perceber que ele nem é tão terrível assim, e que terá coisas que gostará bastante.

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  9. Rebeca

    Simplesmente adorei! Estou no ensino médio e na matriz do vestibular que vou fazer cita o livro, achei que nunca ia achar uma resenha que realmente me ajudasse, tenho pouco tempo para entender o livro de uma forma geral e sua resenha foi demais!!! Obrigada 🙂

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    1. Laury Alves Author

      Obrigada! Fico muito feliz que a resenha tenha te ajudado, já passei por essa fase de vestibular e sei o quanto é difícil. Principalmente como o tempo parece curto de mais para entender tanta coisa. kkk Boa sorte nas provas!! 😀

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  10. alexsander youssef

    Interessante Maquiavel atribuir no século XV, duas formas que caracterizavam a impressão do poder, que é a virtu e fortuna, ou seja para se chegar ao poder, o político deverá ter a empatia do povo e a sorte de todo grande homem.
    Mas infelizmente, quando alcançam esses objetivos, e se realizam no poder, esquecem de nós e priorizam seus interesses particulares. Esse é a parte que Maquiavel não ensinou

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    1. Laury Alves Author

      Na verdade, Maquiavel ensinou. O príncipe não deve ser virtuoso somente até assumir o reino, mas durante todo o seu reinado. O problema é que os nossos governantes apenas seguem Maquiavel até tomarem posse, quando é conveniente para eles, mas abandonam os ensinamentos depois.

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  11. Oi, Laurie, adorei saber que vc lê muito e gosta de fazer resenhas. Poderíamos trocar algumas figurinhas dos clássicos que já lemos, que tal? Estou lendo agora Crônicas de Gelo e Fogo (quinto volume), Guia do mochileiro das galáxias (volume cinco também), com um título da Agatha Christie na espera. Costumo ler várias coisas ao mesmo tempo e ainda mais outras tantas para o trabalho. Abraços.

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    1. Laury Alves Author

      Olá!!
      Poderíamos mesmo, eu ia adorar. 😀
      Ainda estou no primeiro das Crônicas de Gelo e Fogo, mas já amo. Nunca li o Guia do Mochileiro das Galáxias, mas ouvi falar super bem. E a Agatha é diva sempre! *-*
      Também costumo ler vários livros ao mesmo tempo, é um vício hahaha

      Beijos!

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  12. Estava pesquisando no google sobre o Príncipe e me deparei com seu Blog.
    Já tinha ouvido falar sobre Maquiavel e O Príncipe, mas depois de Nicolau aparecer como personagem importante na serie de livros e jogos de Assasins Creed me interessei em escrever sobre esse livro antes mesmo de ler ele e me deparei com a sua resenha excelente. Usei suas informações no meu blog com os devidos créditos.

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  13. keila

    Laury eu confesso que li o livro e algumas coisas me deixou meio…digamos confusa, a minha leitura tbm era pra um trabalho na faculdade faço Direito, e fiquei muito feliz de ter encontrado essa resenha ficou bem clara e explicativa.

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  14. Nayra Santos

    Uaaau! Eu amei o seu texto! Como cursante de Direito a leitura deste clássico é indispensável! Confesso que andei bem confusa em relação as idéias de Maquiavel até mesmo por ser um assunto de prova nesta semana. Suas idéias foram tão claras, simplesmente amei hahaha! Inclusive sua resenha é muito mais compreensivel que o texto do professor! E também tenho de fazer uma resenha para a faculdade sobre ele. E tenho certeza que me ajudou bastante! Grata! Beijos linda! ??

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    1. Laury Alves Author

      Obrigadaa!! 😀 Eu também curso Direito e li o livro por causa do curso. Adorei ele! Fico muito feliz de ter facilitado a sua vida. hahaha Gente, sério que é mais compreensível? To me achando agora! o Conte sempre com o blog para lhe ajudar. 😉
      Beijos!

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  15. Alexander Ivan

    Boa didática e poder de síntese. Revela com clareza do que trata o autor nesta obra e é uma resenha imperdível antes de se fazer a leitura da obra. Só ousaria dizer que um algo a mais poderia ser dito sobre a ruptura que o autor praticamente inaugura entre a ética e a política. Parabéns.

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    1. Laury Alves Author

      Obrigada! Bem, eu não poderia falar sobre isso, porque eu não acho que ele fez uma ruptura entre ética e política, na verdade, acho que a ideia dele de política é mais ética do que a que vem sendo realizada atualmente. Veja bem, em nenhum momento ele fala do príncipe utilizar sua posição para benefício próprio ou vantagem indevida para si, todas as atitudes e pensamentos e ações do príncipe, ainda que algumas vezes possam ser vistas com maus olhos, são em benefício do governo. E eu acho que ética na política é mais que ética pessoal, é ética em relação ao governo e ao que está sendo governado.

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