Resenhas

[Resenha] Baroak, a estrela – Cris Motta

Estou fazendo essa resenha com o maior receio do mundo. Por quê? Porque o livro é grande, não de páginas, mas de conteúdo, conta mais de cinco anos da vida da Bia, ou seja, é extremamente difícil falar sobre ele. Morro de medo de dar spoiler. Morro! Por isso li sinopse, vi book trailer, fui no site da autora, vi tudo que existe sobre o livro para saber o que eu posso falar e o que não posso. Então, se por acaso eu falar de mais, desculpe.

Agora vamos conversar sobre o livro. O primeiro ponto que tenho para ressaltar é a criatividade. Em um mundo cercado por vampiros e lobisomens (adoro eles, mas uma hora cansa!), os gênios chegam com uma luz diferente. Enquanto lia, não consegui me impedir de viajar pelo mundo do Aladim, mas confesso que o mundo dos Baroak é mais interessante.

Enfim, o livro conta a história de Beatriz Comarin, filha única com pais mega protetores. Ela é inteligente, meigasinha e perseguida. A velha história do bullying. Ela sofre um bocado e a primeira parte do livro é sobre a escalada dela para se tornar alguém mais forte. Bem inspirador, diga-se de passagem. E nessa fase (e em quase todas) ela tem a ajuda da sua amiga e “gênia”, Clair Baroak. A Clair chegou para ajudá-la com os famosos três desejos, mas acabou ajudando mesmo foi com a companhia, foi umas das primeiras amigas de verdade que Bia teve. Mas enfim, a primeira parte é como qualquer inicio de livro, meio monótona, apresentando os personagens, os lugares, construindo um fundo para a história, mas ainda assim tinha seus conflitos. Não era um hiper conflito que levaria o livro todo para se resolver, era breve, mas algumas vezes bem intenso. Gostei dessa primeira parte, mas só gostei. O up e destaque do livro veio depois.

Como um bom romance, a personagem se sente dividida entre dois amores. Só ela, porque eu não tinha duvida nenhuma de quem ela deveria escolher. Hehe Os dois amores dela eram parecidos, ambos bonitos, fortes, bem sucedidos a sua maneira… e ela tinha que escolher um. Não pude evitar, desde o inicio tive meu preferido, porque as atitudes os diferenciavam, e mesmo os dois sendo ciumentos e explosivos, um conseguia ser melhor que o outro a meu ver. Mas estou delongando de mais nos rapazes, vamos focar!

A autora descreve bem as relações ensino médio e achei isso interessante. Ela aborda também super proteção dos pais intercalada com um “abandono”, porque Bia é super protegida, mas seu pai passa a maior parte do tempo trabalhando e ela é praticamente criada pelos empregados da casa, o que é uma realidade cada vez maior no Brasil. Outra coisa que gostei muito foi que a Cris soube falar de beleza, mas também das partes tristes do nosso país. Pobreza, desigualdade e por ai vai. O livro consegue ser realista, ainda que cercado de fantasia.

Mas voltando ao que eu achei o up do up. O livro explora mitologia num grau mais elevado. Quem está acostumado a ler livros sobre mitologia, conhece o céu, o inferno e o purgatório, que às vezes mudam de nome, mas continuam com a mesma essência. Em Baroak não é assim! A mitologia árabe que sempre foi pouco explorada no nosso lado de cá do planeta cria divisões diferentes, acrescenta coisas. No inicio fiquei meio perdida, mas depois que aprendi, fluiu que foi uma beleza. Existem anjos, demônios, gênios, aquele bando de criatura mágica de floresta, almas… existe de tudo! E toda uma filosofia em cima disso. Foi um refresco para quem gosta de história antiga e mitologia, principalmente porque também explora aquelas coisas que estamos acostumados.

Bem, teve algumas coisinhas que achei nada haver com nada, mas são irrelevantes. Adorei a Bia e seu lado racional, gostei muito da Jô, queria ter a Clair como amiga para sempre, não consegui gostar de um dos amores da Bia e me apaixonei perdidamente por outro. Achei a família da Clair um amor! Gostei do livro, fim! E o que aprendi com a Bia foi: Recomeçar é bom, ainda que infinitas vezes, porque o importante é ser feliz.

Espero que tenham gostado da resenha, leiam o livro e não me batam por ter falado de mais. rsrs

Beijos.

Laury

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