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[Entrevista] Luiza Trigo

Olá queridinhos!! Como vão?

Lembram da novidade que falei na resenha de Carnaval? Pois aqui está a novidade, uma entrevista com a fofíssima da Luiza Trigo!!

 

Conheci a Luly através do blog, fui vê-la na Bienal, comprei e li Carnaval, adorei e agora tenho o maior prazer de fazer essa entrevista com ela. Espero que apreciem ler da mesma forma que apreciei fazer.

Antes de mais nada: Luiza ou Luly?

Luiza é só para assinar como profissional, mas gosto que me chamem de Luly! =^^=

 

A minha duvida que não quer calar. Quando a Gabi falou do cabelo preto e curtinho, me veio a sua imagem a cabeça, além do fato de que quando eu lia imaginava você falando, mas no agradecimento você falou da sua prima Gabi e fiquei na duvida: Quem afinal é a Gabi? Você, sua prima ou nenhuma? De onde ela surgiu?

Não sou eu, nem ela. Escolhi o nome “Gabriela” em homenagem à minha prima, mas é só o nome. A Gabi personagem tem muito de mim, sim. O cabelo e as sardinhas, do físico, mais alguns jeitos que ela tem e o gosto para arte. Nem tudo que ela gosta, eu gosto e vice versa. Mas o que é engraçado é que, enquanto eu ia escrevendo a história, ficava com inveja de tudo que estava acontecendo com ela. Eu queria que aquilo estivesse acontecendo comigo e o meu jeito de me sentir mais dentro de tudo foi fazendo-a se parecer comigo. (Risos). – Coisa de louco!

 

Você já teve seu próprio Carnaval à lá Gabi? Se sim, pode contar como foi?

Nunca tive e digo “graças a Deus”. Eu sou muito romântica e dramática. Acho que meu mundo ia acabar se algo parecido acontecesse.

 

Terminei “Carnaval” chorando, então uma coisa que quero muito saber: A estória da Gabi continua ou esse é um ponto final definitivo?

A história continua!! “Carnaval” faz parte de uma trilogia. Então tem muita água para rolar ainda.

 

Verão, carnaval, feriado prolongado. Essas coisas parecem deixar tudo mais intenso. Foi por isso que escolheu essa data?

Como diz a música do Los Hermanos “Todo carnaval tem seu fim”. Escolhi mesmo por esse motivo, pois o carnaval tem um ponto final, mas apesar de acabar, é um feriado longo onde dá tempo para a gente se encantar por alguém do jeito que a Gabi se encantou.

 

Você disse amar Recife como a Gabi e a cada pagina isso fica mais claro pelo modo como fala da cidade. De onde surgiu esse amor?

Da mesma forma que o da Gabi nasceu. Foi pelas pessoas de lá. Eu tenho família e amigos na cidade e cada vez que eu ia para Recife, era tão bem recebida e acolhida que não tinha vontade de voltar. É aquela história de que são as pessoas que fazem a festa.

 

Agora vamos concentrar mais em você. Por que decidiu ser escritora? Em que momento você disse “É isso que quero da vida!”? Ou esse momento ainda não chegou? Rsrs

Eu sempre gostei de contar histórias. Lembro-me de muitas vezes chegar à casa da minha melhor amiga (quando era criança) e contar as maiores barbaridades para a mãe dela e depois de ver a reação dela, eu ria dizendo que era mentira. Eu acho que sempre vivi no mundo da imaginação, até hoje vivo um pouco. Mas nunca tinha pensado em ser escritora, esse desejo veio depois de escrever “Carnaval”. E quanto mais escrevo, mais tenho a certeza de que é isso que eu quero mesmo. Hoje eu digo muito feliz que quero viver de livros. Não sei se será possível (risos), mas eu quero!

 

Ser escritor no Brasil não é fácil e qualquer pessoa que tem um mínimo de convívio com livro sabe disso, então como foi essa experiência para você? Como foi superar a historia do “autor brasileiro iniciante”?

Acho que ainda não superei. Ainda tem muito preconceito. Em um bate-papo, uma vez, eu estava comentando feliz da vida que uma lei foi aprovada no Brasil e ela obriga os canais fechados a terem em sua grade uma porcentagem de programas brasileiros. (Isso não é muito bom?) E uma menina (infeliz, tenho que adjetivar) fez o seguinte comentário “Pra quê?”. Assim, como se fosse a pior coisa do mundo. Minha boca escancarou, eu fiquei de cara, minha vontade era de bater nela. (Risos). Mas são pessoas como ela que a gente tem que conviver todos os dias. Pessoas que acham que o que vem de fora é melhor. Então acho que a minha viagem ainda será longa. Tenho que ficar batendo na mesma tecla e é isso, não vou desistir. Fiquei 3 dias na Bienal de São Paulo falando com todos os adolescentes que entravam no stand da Rocco e me arrependo de não ter ido mais. Tive que criar a cara de pau e agora é só se manter forte e seguir em frente. (Risos).

 

Você já me disse várias vezes que tem medo de resenha de livro, ainda que eu ache que pelo livro que escreveu, você não deveria temer uma resenha. Então por que esse medo todo? Rsrs

É mais brincadeira do que realidade. Mas acho que sempre rola uma preocupação se a gente vai agradar né?! Em todas as áreas.

 

Você tem uma pessoa ou várias que lhe inspiram profundamente?

Vem muito do momento. Às vezes é um livro, uma música, alguém. Depende do que estou escrevendo e do que está acontecendo a minha volta. Não é só uma pessoa e sim várias.

 

“Carnaval” está pronto, já foi publicado e está sendo um sucesso, mas e aí? Já tem outro projeto a caminho ou em desenvolvimento? Quero ser uma das primeiras a saber de tudo, viu? Rsrs

Sim!!! Oba! A editora Rocco já está com dois livros novos, sendo um deles a continuação de “Carnaval”. O terceiro volume da trilogia já está escrito também e precisa só de uma revisão. Além desses, tenho mais 3 histórias na cabeça.Preciso só de tempo e decidir qual será a primeira a ter minha atenção. (Risos)

 

E para terminar, qual foi a melhor e a pior parte de ser escritora para você até hoje?

A melhor é a resposta de vocês, é saber que pessoas choraram, riram e/ou se apaixonaram lendo a história que fiz com tanto carinho.

A pior parte foi o descaso e a impaciência de algumas pessoas na Bienal quando eu tentava falar sobre o meu livro. Eu sou super envergonhada e nunca tive essa cara de pau para falar com pessoas do nada.Receber uma cara feia, um “não”, sem ao menos me escutarem ou até uma resposta mais grosseira me deixou muito mexida. Eu sei que tenho que relaxar, erguer a cabeça e não desistir nunca (afinal sou brasileira – risos), mas acho que essa foi a única parte ruim.

 

E aí, gostaram da entrevista? Eu adorei as respostas da Luly e achei super lindo ela arrumar um tempo para a entrevista mesmo estando lotada de trabalho.

Luly, muito obrigada pelo seu tempo e quando sair os outros livros quero saber, viu? rsrs

 

P.S.: Repararam na barra lateral do blog? O código para desconto na loja Silly&Fluffy já está lá. Aproveitem!!

Beijos pessoas, até a próxima.

Laury.

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