Resenhas

[Resenha] Anna e o Beijo Francês – Stephanie Perkins

Como prometido: Resenhaaa! kkkkk

Então, esse foi um dos livros mais enrolados da minha historia de leitura. Ele não é muito grande, o que normalmente eu gastaria 2/3 dias para ler, mas acabei de arrastando por quase 3 semanas, comecei outros livros enquanto lia, pensei em abandonar e só peguei para terminar porque tinha que começar os da Bienal e não queria misturar as histórias. Mas antes que comece a tirar conclusões precipitadas, termine de ler a resenha.

O livro conta a história da Anna (sério Laury? Não sabia!) que foi obrigada pelo pai a ir estudar em Paris em uma escola de americanos, o que ela não queria de forma alguma (a única louca que não quer passar um ano em Paris, porque convenhamos, Paris é Paris!). O livro começa sinceramente chato. Talvez eu tenha achado mais chato ainda, porque sempre me falaram muito bem dele e eu comecei cheia de expectativas. Mas enfim, eu comecei o livro já sabendo como a estória ia se desenvolver, porque o título já diz MUITO. Ok, outra parte que dificultou minha vida foi a diagramação, tenho certeza que o livro original é melhor. Por quê? Porque na tradução certas coisas não foram traduzidas e não sei você, mas eu não falo francês, o inglês eu até relevo, mas o francês? Quis morrer! E não sei o que aprontaram que eles não colocaram uma marcação certa de fim de frase e inicio de narração, muitas vezes tive que ler novamente para entender. O que foi irritante!

Vou ressaltar novamente: Leia até o final!

Tentando lidar com a parte editorial terrível, eu segui minha leitura na espera que o livro me cativasse. As coisas continuaram mornas com coisas muito boas esporadicamente, que ainda não estavam sendo o suficiente para mim, o resultado era que eu pescava enquanto lia, quando de repente a autora ficou inspirada. Sabe quando pega no tranco? Então. E vou te falar, depois que ela começou, não parou mais. Foi melhorando a cada página! Eu fiquei totalmente acordada e não consegui largar o livro mais. A Anna ria, eu ria, ela chorava, eu chorava junto, ela ficava bêbada eu ficava bêbada também, ela ficava com raiva, e ai de quem chegasse perto de mim.

Foi totalmente perceptível o quanto o livro cresceu com as paginas, o quanto a escrita melhorou. Começou deprimente, passou por mediano e terminou perfeito. Um dos melhores finais que já li e que fizeram valer a pena todo o sofrimento que tive no inicio da leitura. A Anna passa de garotinha insuportável (daquelas que dá vontade de bater para acordar) a uma mulher que merece meu respeito. Ela sofre um bocado e faz muita coisa nada legal (para não usar outra palavra), mas no final sabe resolver os problemas, sabe ver o que fez de errado. E não é só a Anna e a escrita que melhoram, St. Clair também.

St. Clair tem sérios problemas com o pai, a mãe passa por bons bocados e para piorar tudo, ele não tem um pingo de iniciativa. Ele começa um completo imaturo, que por razões desconhecidas por mim chama a atenção de todas as meninas do colégio (desculpe, mas não o achei fisicamente bonito, como todas achavam), e termina como um quase homem (quase porque ainda tem coisinhas a melhorar). Uma coisa que achei interessante no livro (na verdade 3) foi que a autora conseguiu representar todos os tipos de pessoas que se encontra em um colégio, não senti falta de nenhuma. E também que você conhece muito de Paris ao ler a estória. Pontos turísticos, cultura, curiosidades, enfim, muita coisa. E você lê sobre arte! O livro é repleto de referencias à livros, filmes e pinturas. Adorei essa parte.

O livro no geral fala sobre decisões e mudanças, e vale a pena ler. Não costumo dar notas aqui, mas se tivesse que dar uma nota em uma escala de 10, ganhava um 7,5 fácil, e se o inicio fosse melhor a nota aumentaria consideravelmente.

Para terminar, mas totalmente fora da resenha, o livro fala sobre escritores que tem um “molde” para escrever e não sei por que, mas senti que a escritora tinha uma pessoa certa na cabeça quando escreveu isso. Será que foi só eu ou mais alguém teve essa impressão?

Bem, é isso.

E para quem quer saber qual o próximo livro a ser resenhado: segredo! Só digo que será da Bienal. E ainda sorteie no papelzinho para não dar problema, entende? Não quero que achem que a ordem dos livros de leitura foi pela ordem que mais gostei, e nem eu queria escolher assim, então meus lindos, foi no papelzinho mesmo!

Até depois,

Beijos,

Laury.

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