Resenhas

[Resenha] Sushi – Marian Keyes

Olá queridos,

Hoje a minha preguiça está tanta que acabei me esquecendo que é sexta e também dia de resenha. hehe Mas vou postar agora, ok?

 

 

Apesar de todo o sucesso de Melancia, esse é o primeiro livro da Marian Keyesque leio. Achei ele bem verossímil, me entendem? Mostra os trancos e barrancos da vida, os lados bons, os ruins e os péssimos, em que pessoas não são perfeitas, se confundem e erram (enfase no erram)!

Bem, o livro tem como enfoque principal três mulheres e a busca delas por felicidade, mas também conta várias outras estorias secundárias. Das três eu adorei a Ashling, gostei da Lisa e senti indignação pela Clodagh.

A Lisa para mim é a figura da mulher moderna, vive para trabalhar e não tem tempo para quase nada, além de claro, ficar bonita, porque considera indispensável para o trabalho. Por causa disso ela já começou o livro no meio de um processo de separação e uma decepção por não conseguir seu emprego dos sonhos, sendo mandada para o “fim do mundo”. Como eu disse, gostei dela, só não adorei, porque algumas das atitudes dela não me agradaram, geraram uma certa antipatia, mas ela foi me conquistando e acabei me identificando e admirando. E fiquei muito satisfeita tanto com o final, quanto com o desenvolvimento dela. (Sem contar o momento “levando um homem para a cama” dela, dei altas gargalhadas hehe)

Já a Ashling eu adorei. Por quê? Ela começa o livro com a vida de mal a pior, sem emprego, relativamente arrasada por um relacionamento que terminou e sem expectativa de melhorar. Com o único conforto sendo os amigos Joy e Ted (AMEI eles). Ela também é melhor amiga da Clodagh, mas ela não é bem um consolo. Bem, com muito custo ela consegue um emprego e rala MUITO nele (não é fácil ter a Lisa de chefe), mas eu considero o emprego só um plano de fundo mesmo, o restante merece mais enfoque ( a não ser que pensemos no Jack, uiui). A busca pelo namorado que o diga, desencadeou tudo, e ela passa por alegria, tristeza, indignação, decepção, traição, raiva, depressão (a doença mesmo), contemplação… e tudo isso colabora para que no final ela se torne uma personagem louvável (pelo menos para mim), porque ela passa por MUITA coisa e mesmo que as vezes chegue perto de desistir, ela segue em frente.

Gostei da mãe dela também e adorei a relação da Ashling com o Boo. E ela acabou EXATAMENTE como eu queria e com quem eu queria.

E claro, a Clodagh. Sabe a mulher eternamente insatisfeita? Não chega aos pés dela. E falar que me senti indignada a seu respeito é pouco, mas não achei palavra melhor. Ela é a única que começa “feliz”, ou com tudo para ser. Ela tem o chamado “sonho americano”. Uma casa com cercas brancas, dois filhos, um marido MARAVILHOSO e carinhoso que a idolatra, não trabalha fora, não precisa preocupar com dinheiro, porque o marido é bem sucedido, compra tudo o que quer e faz reforma na casa quando bem entende.

É o que a maioria quer, não? Ok, não é bem o que EU quero para a minha vida, mas isso não é razão para NADA do que ela faz, afinal ELA escolheu essa vida. Resumindo, ela é egoísta, narcisista e acha que tudo que ela quer, ela pode e TEM que ter. E na busca incessante de curar seu tédio (me renego a dizer que era busca pela felicidade) ela simplesmente passa por cima de todo mundo sem medir consequência ou se preocupar se vai magoar alguém.

Bem, eu até que gostei do livro, mas tenho que confessar que quase abandonei. Por quê? Algumas coisas dele são desnecessárias e me deram preguiça de ler, porque eram monótonas e sem uma razão especifica para acontecer. As coisas melhoraram com as intrigas e se tornaram bastante interessantes nas ultimas 100 páginas. E pelo desenrolar das coisas e dos personagens, eu gostei do livro, mas não o colocaria no meu top 10. Entende?

 

É isso, queridos, espero que tenham gostado da resenha,

Beijos,

Laury

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