Textos

Hoje eu acordei pensando em nós

 

Hoje eu acordei pensando em nós, em tudo que já fomos e no que não somos mais. Na forma como você me olhava e também em como se preocupava. Você segurava minha mão e caminhava ao meu lado, qualquer coisa era um bom motivo para me dar um chocolate.

Também acordei pensando em como minhas lágrimas te incomodavam e como minha felicidade lhe fazia feliz. Lembrei de como no início eu não tinha ideia do que fazer com tudo que sentia por você e tudo que você dizia sentir por mim. Era tudo tão confuso.

Hoje acordei lembrando de como me esforcei para tudo dar certo e hoje percebi que talvez eu tenha tentado de mais. Nunca fui boa em fazer dar certo, mas eu queria que dessa vez desse, queria conseguir mostrar pra você tudo que no fundo eu sentia.

Hoje percebi que às vezes, quando tentamos ser tudo que alguém quer, deixamos de ser quem realmente somos. Hoje eu acordei com a sensação de que eu sou capaz de gostar dos seus defeitos, mas que você não suporta os meus.

Hoje eu acordei triste. Triste de pensar que talvez para você nada nunca será suficiente. Que talvez você nunca consiga ser feliz ao meu lado. Ou até seja, mas no dia que eu não conseguir ser feliz mais. Quando eu for a garota sem erros que você tanto esperou.

O problema é que eu sou toda errada. E gosto de ser assim. E um dos meus problemas é esperar que a pessoa que me ame, aceite meu jeito errada de ser. Que eu posso não fazer muita coisa certa, mas que eu sempre serei capaz de mover o mundo e aceitar tudo para ver quem eu amo feliz. Mas que a recíproca precisa ser verdadeira.

Hoje eu olhei no espelho e não fui capaz de reconhecer a pessoa que me olhou de volta. Ela era tudo que um dia eu quis ser, mas eu sentia pena dela, porque ela era triste como eu nunca tinha sido.

Hoje foi a primeira vez em meses que, apesar de acordar triste, apesar de acordar pensando em nós, eu acordei me sentindo eu mesma. A garota que é apaixonada por ela mesma, que odeia ser feita de idiota, que odeia ser deixada em segundo plano e que é capaz de amar alguém como se sua vida dependesse disso, mas que precisa ser amada de volta. A garota que nunca se humilhou por ninguém além dela mesma.

Hoje eu entendi que eu te amo, mas que você talvez não me ame tanto assim. Ou até ame, mas seu amor sempre está condicionado a situação. Se algo deu errado na sua vida ou você simplesmente não está feliz, a forma como você me olha não é mais com amor, mas com impaciência. Olha como se eu nunca fosse capaz de entender ou te ajudar a resolver um problema. Age como se eu fosse alheia a sua vida e fosse qualquer pessoa, quem sabe alguém que você acabou de conhecer.

Hoje, quando eu sentei para escrever esse texto, eu pensei que talvez você não saiba mais porque está comigo, quem sabe tenha se esquecido quem eu sou, ou ainda não se importe ou tenha se acomodado. Você disse que dessa vez queria fazer tudo certo, mas eu penso que fazer tudo certo não é namorar, pedir em casamento, morar junto e viver feliz para sempre. Eu penso que fazer tudo certo é amar quem esta ao seu lado todos os dias, é não ser feliz para sempre, mas ser feliz sempre. É ter respeito. Fazer tudo certo é se importar, independente de eu ser sua ficante, sua namorada ou sua esposa.

E hoje, quando acordei pensando em nós, eu percebi que sinto saudades de quem eu era e de quem nós éramos. Sinto saudades dos dias que eu decidia passar por cima de um desentendimento em prol de tudo que nós éramos. Porque nós já fomos muita coisa, mas hoje eu não tenho a menor ideia do que nós somos ou do que significa “nós” para você.

Penso que você tenha perdido o significado do “nós” quando minhas lágrimas pararam de significar alguma coisa para você, quando minhas reclamações se tornaram drama e quando minhas perguntas me transformaram em alguém que não presta atenção. Você perdeu o “nós” e ficou com o “eu”.

E hoje eu acordei pensando que talvez eu também deva parar de pensar no “nós” e no quanto eu amo ele. Talvez a partir de hoje eu deva amar mais o meu eu, para que quem sabe assim você perceba que o meu “eu” existe tanto quanto o seu e ele também precisa ser amado. Porque eu amo você, mas pela primeira vez em muito tempo, eu percebi que amei você mais do que amei a mim.

...

Adeus 2016… Bem vindo 2017!

Esse e-mail apitou na sua caixa de mensagem e talvez você tenha ficado surpreso ao ler meu nome. Eu sei, eu sumi. Mas nós sabemos que isso faz parte da tradição. O que seria de mim se não fosse meus sumiços e atrasos e enrolas? Pode ser que esse ano tenho superado todos os outros (é provável que sim), mas como eles, esse não será meu último ano aqui com vocês. Não será o ano em que a Laury desistiu do blog. Não. Esse apenas terá sido um ano de mudanças e hiatos e dúvidas. O segundo semestre foi pensado e desenhado para ser o melhor semestre dos últimos anos. Só que… bem, a coisa não foi bem assim. O tempo que era para eu ter tido, eu não tive (além de tantas outras coisas que vamos deixar em off).

Tudo saiu fora do planejado e o momento que seria todinho para o blog acabou sendo de vários outros protagonistas. Alguns merecidos e outros não. Mas eu nunca esqueci dele. Nunca esqueci de vocês. Então não pensem que eu passei meses mudando tudo isso daqui para no final desistir da vida. Eu não desisti não, camaradas!

No final desse ano eu termino vários ciclos da minha vida: termino meus estágios e minha faculdade. Em 2017 serei oficialmente uma advogada. Mesmo que eu não saiba muito bem o que isso quer dizer além de “estou desempregada”. Outra coisa que sei é que isso, mesmo sendo um tanto libertador, carrega a mesma sensação de ser jogada de um avião em movimento sem saber se tem um paraquedas ou até mesmo algo para lhe amparar lá embaixo. É uma merda!

Mas o que isso importa para você, não é mesmo? Bem, não sei se importa, mas a relação disso tudo com vocês é que no próximo ano o blog irá continuar, só não sei muito bem como isso irá funcionar. Tudo será levado com muita calma e tranquilidade, até eu e vocês nos estabilizarmos e eu descobrir o que será feito da minha vida. Fora que: nós precisamos nos recuperar desse ano de merda 2016.

Fora isso, eu queria agradecer do fundo do meu coração a quem ainda me acompanha, quem ainda lê os posts antigos, manda mensagem no facebook, comenta aqui, manda e-mail… Todos aqueles que ainda não desistiram de mim. E, por favor, continuem sem desistir. <3 E se você acompanha meus livros, eu peço isso duas vezes. Eu queria pagar minhas dividas com vocês no NaNoWriMo, mas acabou que novembro foi um fracasso e eu acabei não saindo tanto do lugar com minhas estórias. Me perdoem. E me perdoem de novo por nem chegar a prometer que em 2017 tudo estará pronto. Chega de promessas. Eu apenas farei o meu máximo e quando entregar o final para vocês, o farei com a certeza que foi o melhor que poderia ter sido.

Que 2017 seja bom pra mim, pra você e para todos nós. <3

Especiais, NaNoWriMo

nanowrimo

Ok, eu sei que hoje já é dia 2 e o NaNoWriMo começa dia primeiro. MAS o feriado ao invés de ajudar fez foi atrapalhar a vida. Ou seja, meu NaNo vai começar amanhã, dia TRÊS!

Ai você pode me perguntar o que é isso. Bem, o NaNoWriMo é o mês nacional de escrever um romance. Mais especificamente 50 mil palavras. Uma média de 1.666 palavras por dia. Muita coisa? Sim e não, tudo depende da sua motivação.

Eu participei do NaNo pela primeira vez (e única) em 2014 com o livro Amor de Música. Já adianto que não atingi a meta e até hoje não terminei o livro (dá zero pra mim), mas a experiência foi muito boa e as vezes eu faço a meta do NaNo em outras épocas do ano apenas para desempacar alguns textos.

Em 2014 eu não consegui, mas esse ano eu quero conseguir. E como será meu NaNo desse ano?

Livro a ser escrito: Memórias duram para sempre? (terceiro livro da trilogia O Segredo da Rainha)

Meta: Terminar o livro (talvez sejam 50 mil palavras, talvez seja mais, então vamos deixar a meta aberta)

Qual a novidade?

Bem, a novidade é que esse ano eu quero fazer um vlog sobre o NaNo. Vou gravar TODOS OS DIAS (se preparem para muitas caras lavadas, muitos cabelos bagunçados e muitas olheiras) sobre o processo de escrita, sobre a folha em branco, sobre as metas que eu pretendo bater (já começando devendo 3.332 palavras) e também sobre as coisas que me atrapalharam a escrever. Ou seja, vocês vão passar 28 30 dias comigo.

Quando os vídeos serão postados? Terça e Sexta! Se der muita coisa, eu posto mais vezes, mas anotem esses dois dias no calendário de vocês.

Pra me acompanhar direitinho: meu perfil no NaNoWriMo e o canal do blog.

E se você não conhece  a Trilogia O Segredo da Rainha: Amazon e Wattpad.

Bem, é isso. Não estou morta, então podem continuar acompanhando o blog.

Beijos!

Laury

Textos

Casais que eu não quero ser

Eles entram juntos, mas é como se existisse uma parede entre eles. As mãos não estão uma na outra e seus corpos sequer se tocam. Cada um vive em um mundo diferente. Ele conversa no telefone animadoramente com um amigo e ela olha em volta como se tivesse outros mil lugares melhores para ir.

Talvez não sejam um casal, penso. Ou talvez sejam namorados em reta final. Mas eu olho mais um pouco e o dourado no dedo de cada um deles me chama atenção. Não são namorados. Em algum momento da vida deles, mais do que se comprometerem a um namoro, eles se comprometeram a uma vida juntos.

Até que a morte nos separe.

Mas quem morre primeiro… o corpo ou o amor?

Eles se sentam e ela pede a comida enquanto ele sequer vacila em seu telefonema. Ele gargalha. Ela nem mesmo parecesse confortável. Minutos se passam. Muitos deles. Eles continuam a não se tocar. Ele brinca com papel, mas não toca sua mão. O assunto do telefone muda a todo o instante e em nenhum momento ouço ele dizer que irá ligar depois porque agora está jantando com a mulher. Não vejo olhares de carinho ou silenciosos pedidos de desculpa por precisar resolver aquilo agora. Não. Nada disso acontece. Ele não está trabalhando. Ele não sente muito por ter que abrir mão da companhia dela ao atender aquele telefonema interminável. Olho para ela e vejo o silêncio de quem já se acostumou com aquela situação. O semblante de quem já desistiu de pedir atenção e sempre receber um sonoro “não”.

A comida chega e ele ignora. Continua sem dizer que ligará depois. Ela come sozinha enquanto a parte dele espera. Penso na analogia ridícula entre a comida e a relação. O prato dele é como o casamento dos dois, a cada momento fica mais frio enquanto ele está ocupado fazendo coisas que julga mais importante.

Ela termina de comer e ele resolve que talvez seja a hora de se alimentar. Ele come. Uma mão no celular e outra na comida. Nenhuma em sua esposa. Ela não tem seu olhar, nem seu toque e muito menos seu carinho. Ela encara o vazio enquanto sua presença ali se torna cada vez mais dispensável para ele.

Meu telefone toca e eu percebo que é minha hora de partir. Olho uma última vez para eles e penso que esse é mais um dos casais que eu não quero ser. Não quero ser a mulher que de tão infeliz perde o brilho nos olhos. Não quero ser casada com alguém que está ao meu lado por comodidade. Não quero ser a pessoa que tem menos do que merece e oferece menos do que deveria. Se é para ser casal, que seja de corpo inteiro e verdadeiro. Se é para prometer amor eterno que seja com sinceridade.

Fui embora sem poder ver o que iria acontecer, mas com a certeza de que tudo ali continuaria igual. E fui torcendo para que chegue o dia em que ela tenha a coragem de levantar e ir embora, de buscar para ela a felicidade que merece. Porque amar o outro é importante, mas amar a si mesma é indispensável.

Maniaca por Livros, Resenhas

Olá, meu povo lindo!

E a resenha que vou fazer hoje faz parte de um book tour que eu participei do livro Luz de Inverno da escritora Keila Gon.

Inverno

Os livros da Keila são tão maravilhosos, e esse último livro da trilogia Cores é de arrebentar o coração.

Minha nossa, o começo é uma sequência do último livro, mostrando Melissa voltando para casa com o seu amado Vincent, o casal teimoso. Melissa tem mais certeza que também é do mundo da magia, e revelações logo no começo são descobertas e uma grande tristeza e magoa surge em Melissa. Temos capítulos narrados pelo lindo do Vincent.

 Encostado à parede do quarto, espiei a porta entreaberta do quarto e banho mais uma vez… Afinal, nunca neguei ser um herdeiro do Demônio.

A trama da história tem várias reviravoltas, aperfeiçoamento dos poderes de Melissa e aceitação, um casamento, e também uma lenda que continua rondando o nosso casal. E minha suspeita estava certa, Ludwig é um homem muito estratégico. Ele sabe o que quer (PODER), e tem muita paciência de esperar e conquistar. Ludwig sempre está em volta de alguma maneira fazendo com que os Von Berg e os moradores da montanha estejam atentos ao perigo e se protegendo sempre.

Traições, amores inesperados e personagens únicos estão nesse livro, como o personagem Victor, que quando aparece na história é tão maduro e sábio, sádico as vezes, ele é um personagem que me surpreendeu e que sempre vou gostar. Ele é magnífico.

– Algumas coisas precisam acontecer na hora em que têm que acontecer. É como o amor… que pode ser uma prisão, mas também tem poder para libertar.

Minha vontade é de falar de todos os personagens, o crescimento de cada um na trama e como eles foram importantes na história. A construção de cada personagem é maravilhosa.

A construção da história… Ela te envolve do começo até o fim, e quando está chegando no fim… Se prepara! É preciso ter um coração forte para os acontecimentos, é de tirar o fôlego. Mas o fim mesmo é lindo, o que eu posso dizer é que:

“Todas as maldições foram quebradas e que o amor sempre vence”

Um recado para a querida autora Keila: muito obrigada por me levar nesse muito que você construiu tão bem com suas palavras, mas peço encarecidamente, por favor, faz um spinoff com os outros personagens!

Tenho também que agradecer a organizadora do book tour Ana Paula, pelo carinho e paciência que ela teve comigo e por deixar eu fazer parte dessa jornada de book tour.

E vocês o que acharam? Comentem!

Beijos

Ceci

Adaptações, Filme, Filmes, Livros, Notícias

Saiu o trailer de “É Fada!” adaptação de “Uma fada veio me visitar” com participação da Kéfera!

Se você frequenta a internet, dificilmente não vai conhecer a Kéfera e seu canal no Youtube. No entanto, dessa vez ela vem para ficar conhecida além disso: ela vai estrear um filme! E não é qualquer filme. “É fada” é a adaptação do livro “Uma fada veio me visitar” da Thalita Rebouças.

"Uma fada veio me visitar"

Comprar: Submarino | Saraiva | Livraria da Folha | FNAC | Extra | Americanas | Livraria Cultura

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Eventos, Livros, Maniaca por Livros

Guia de eventos literários: participe você também!

 

Se você gosta de ler, entende o meu amor por eventos literários. A chance de fazer novas amizades, rever as antigas, conversar sobre livros em comum, ganhar brindes… São tantas coisas lindas. <3

Mas se existe algo ruim nos eventos é a parte de saber que eles existem. Nós sempre sabemos dele depois que aconteceu. E isso é triste. De partir o coração. <‘3

E foi pensando nisso que tive a ideia de criar o Guia de Eventos Literários.

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Maniaca por Livros, Resenhas

AMOR-A-SEGUNDA-VISTA---13-10-15

Nada como esses livros comprados por acaso pelo simples fato de estarem baratos. Amor a segunda vista foi uma surpresa e tanto para mim. A capa rosa e o título fofo não dizem nada sobre o conteúdo que nos espera cheio de aprendizados.

E antes de começar essa resenha, eu vou parecer uma puxa saco ao dizer, pela milionésima vez, como a HarperCollins chegou para derrubar forninhos. Até hoje eu não li NENHUM livro deles que fosse ruim ou tivesse uma diagramação medonha. Pela primeira vez, acho que estou tendo uma editora favorita, desenvolvendo um amor cego pela HarperCollins da mesma forma que tenho pela Meg Cabot. Aquela confiança de comprar qualquer coisa desde que tenha o nome na capa. Até hoje tem dado certo.

Enfim, vamos falar de Anna e James.

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Filme, Filmes, Textos

As Caças Fantasmas e a representatividade feminina

Quando vi que esse filme iria ser produzido e lançado fiquei curiosa e até meio receosa, porque as pessoas têm uma grande tendência em estragar as coisas quando fazem refilmagens e afins. Mais medo ainda por serem quatro mulheres protagonistas. Não por elas serem mulheres, mas pelo que eles iriam fazer com isso. Sabe como é, a maior parte das vezes que eles tentam fazer uma “representatividade feminina” eles pisam na bola. E pisam feio.

Mas não foi dessa vez, camaradas! (Rose Hathaway* assumindo meu corpo e dizendo que ela também adorou o filme)

Os responsáveis pelo filme fizeram o dever de casa certinho. Por quê? Deixa eu explicar!

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